Sexta-feira, 30 de junho de 2006
 ÍNDICE
 Artigos & Opiniões  
O valor preditivo dos Exames Vestibulares
 ProUni  
Alunos com necessidades especiais ganham bolsas do ProUni
 Ensino a Distância  
Instituições gaúchas apostam na modalidade
Unicamp leva curso pela web a escolas públicas
Professor diz que educação a distância tem crescido acima de 100% no Brasil
Cursos a distância contam com mais de 300 mil estudantes matriculados
 Reforma Universitária  
Reforma universitária terá comissão especial
 Pós-graduação, MBA  
Enfermagem abre inscrições para doutorado
 Geral  
Universidade aberta aos idosos
Conheça o curso: Gestão de instituições financeiras
Criação de Licenciatura Indígena é formalizada em Dourados
Administração é curso com mais inscritos
Integrantes de movimento negro entregam carta anti-cotas no Congresso
Universidade Aberta do Brasil começa hoje a funcionar com curso-piloto
Ensino superior terá mais 90 mil vagas em 2007 com pólos de educação
Estudantes de Paulínia vão ao TJ
Conselho exige lei para fechar faculdade de Paulínia
Cota racial: grupo é contra essa política
Ensino superior protesta por verbas
Mulheres concluem mais os estudos
Intelectuais lançam manifesto contra cotas
Os artigos/opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores.
Artigos & Opiniões

O valor preditivo dos Exames Vestibulares
Fonte: Jornal A Cidade

30/06/2006 - José Aparecido Da Silva*

Em relação ao noticiado suspense feito pela USP, sobre seu próximo vestibular, bem como, à crítica docente acerca das mudanças que este trará, entendemos ser importante esclarecer duas afirmações proferidas pela Pró-reitora de Graduação, a saber: “a forma como o vestibular era feito até agora não dá certo” (...) “vamos passar a cobrar raciocínio e uma postura crítica com relação ao conhecimento e não acúmulo de informações”.

Entendo que ambas as colocações da Pró-reitora podem ser sumariadas por meio de duas questões que permeiam quaisquer processos de avaliação e/ou constructos de natureza psicológica. A primeira questão indaga quantas dimensões cognitivas podem ser capturadas pelos EV. Já a segunda questão questiona o quanto as mudanças propostas serão capazes de predizer o sucesso acadêmico e mesmo profissional numa dada sociedade

Assim estabelecido, entendemos que estas questões trazem uma forte analogia com o modelo da estrutura do intelecto humano, descrito pela teoria da inteligência fluída e inteligência cristalizada. A habilidade fluída é demonstrada pela solução de problemas para os quais experiência prévia e conhecimento aprendido são, ambos, de pouco uso. Por sua vez, a habilidade cristalizada reflete conhecimento consolidado ganho por meio da educação, acesso a informação cultural, bem como, através da experiência. É um processamento cognitivo que envolve conhecimento previamente adquirido e armazenado a longo prazo.
Assim correlacionado, entendo que a Pró-reitora, ao comentar rapidamente a necessidade de se cobrar raciocínio, certamente quis dizer que se torna necessário que os EV atuais, por melhor que eles sejam, passem a valorizar (talvez, mais do que o fazem) a habilidade fluída e não apenas a habilidade cristalizada como muitos, aparentemente, julgam que eles façam.

Altos índices cognitivos são preditivos de mais realizações educacionais e mais educação torna-se preditivo de altos resultados intelectuais. O problema é: quais dimensões e/ou fatores dos EV (questões de física, de química, de matemática, de português, de redação, ou um total composto, etc.) são mais preditivos, ou se correlacionam, mais altamente, com o desempenho acadêmico, ou que permitam melhor predizer o sucesso na carreira profissional. Também, questiona se qual o valor preditivo do EV para o sucesso na carreira e a sua relação (correlação) com o bem-estar-subjetivo.

Portanto, o problema é estatístico e resume-se em saber qual, dentre vários fatores, explica mais da variância encontrada. Nada mais. Para isso, deveríamos programar uma análise exaustiva do valor preditivo dos nossos exames vestibulares, procurando analisar suas correlações com vários critérios externos, sejam estes os desempenhos nas notas de diferentes disciplinas curriculares, bem como, com os indicadores de sucesso, valorizados em nossa sociedade e cultura.

Assim, entendo que tem razão a Pró-reitora de graduação ao afirmar que devemos buscar novos modelos de EV, visando encontrar melhores preditores para o sucesso pessoal, profissional e acadêmico. Estudos desta natureza devem ser realizados com freqüência nos moldes daqueles desenvolvidos pelo Educational Testing Service (ETS) da Universidade de Princeton (USA).

*Prefeito do Campus da USP-Ribeirão Preto

ProUni

Alunos com necessidades especiais ganham bolsas do ProUni
Fonte: Jornal O Rio Branco

30/06/2006 - O Programa Universidade para Todos (ProUni) está concedendo neste ano 1.171 bolsas, totais ou parciais, para alunos com necessidades especiais. Foram 874 pré-selecionados no primeiro semestre e outros 297 no segundo semestre de 2006. Esses estudantes não precisam comprovar estudo em escola pública para garantir a bolsa do ProUni.

A idéia, segundo o diretor de Modernização e Programas do Ensino Superior do MEC, Celso Carneiro Ribeiro, é incentivar cada vez mais o ingresso de pessoas com necessidades especiais na universidade. "Os deficientes não estão sujeitos à comprovação de terem cursado o ensino médio na escola pública, devendo apenas fazer a confirmação de renda familiar. Isso é mais uma maneira de incentivar e aumentar a participação dessas pessoas no ensino superior", afirmou.

Mais de 200 mil universitários se inscreveram na edição atual do ProUni e, destes, 43.614 estão pré-selecionados, devendo fazer suas inscrições até o dia 14 de julho, nas universidades onde foram contemplados. O candidato que não comparecer no prazo estabelecido perderá a bolsa de estudos.

A lista com os pré-selecionados encontra-se no portal do MEC -
http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/estatistica.shtm - e pode ser conferida também pelo telefone 0800.616161. Para saber se foi contemplado, o candidato deve ter em mãos o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 24 de julho, o MEC divulgará o resultado da reclassificação, no site do ProUni e pelo telefone 0800-616161.

Democracia
O ProUni possibilita o acesso de milhares de jovens de baixa renda à educação superior. O programa concede bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior, oferecendo, em contrapartida, isenção de alguns tributos àquelas que aderirem ao programa. Em 2005, o ProUni ofereceu 112.275 bolsas e em 2006, 138.668, o que significa aumento de 24% no número de bolsas.(MEC)

Ensino a Distância

Instituições gaúchas apostam na modalidade
Fonte: DCI

30/06/2006 - As universidades particulares gaúchas estão intensificando as apostas no ensino a distância. A Universidade do Vale do Rio do Sinos (Unisinos) pretende lançar dois cursos de graduação totalmente a distância a partir do próximo ano. Serão oferecidas 400 disciplinas de graduação, ou 20% do currículo total.
Hoje a Unisinos tem 20 disciplinas que funcionam por distância e atendem a 400 alunos na área de graduação. A partir do segundo semestre, serão ofertadas 50 disciplinas para o atendimento de 2 mil alunos. O valor da mensalidade é idêntico ao de uma cadeira normal, pois para a universidade se torna cerca de 60% mais caro oferecer o ensino à distância. “Isso ocorre porque precisamos pagar a mais o professor para a elaboração de material. Outro problema é que a disciplina virtual tem um número de alunos reduzidos, de 60 para 40 por turma”, explica a coordenadora do programa de ensino a distância da Unisinos, Susane Garrido.
Na área de especialização, a Unisinos tem um curso de associativismo e cooperativismo e dois na área de informática que iniciam em agosto. Outros cursos serão oferecidos a partir de 2007.
A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) assinou, em dezembro de 2005, o convênio de colaboração com o Iesde — Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino de Curitiba, que passou a distribuir para todo o Brasil cursos e programas da universidade. A parceria com a Ulbra representou de imediato a oferta de dois cursos: Pedagogia - Séries Iniciais e Gestor Imobiliário, de graduação tecnológica.
A primeira oferta, realizada em março passado, conta hoje com 15 mil alunos matriculados em Pedagogia e dois mil de Gestão Imobiliária em 360 municípios brasileiros. A UlbraOrbe, divisão encarregada da política de ensino a distância desde 2000, fez sua primeira oferta de cursos no semestre 2003, beneficiando 1.096 alunos da graduação. Hoje, 70 professores especialistas, mestres e doutores estão agrupados no UlbraOrbe.

Ensino a Distância

Unicamp leva curso pela web a escolas públicas
Fonte: Gazeta Mercantil

30/06/2006 - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realiza atualmente um dos maiores cursos de e-learning feitos por uma instituição de ensino no Brasil. Com investimento próximo dos R$ 10 milhões e financiado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, atinge 6 mil representantes das 5,8 mil escolas públicas geridas por São Paulo.

O curso tem caráter lato sensu e é voltado à gestão educacional, visando ao treinamento de dirigentes regionais, diretores e subdiretores de escolas estaduais. Não é obrigatório.

De um total de 390 horas-aula, 180 horas são ministradas pela internet, o que facilita sua participação. Os alunos se encontram em aulas presenciais realizadas na capital e na própria Unicamp durante apenas a metade da carga horária e para fazer um projeto final. As aulas se estendem a novembro deste ano.

Com a grande quantidade de alunos acessando o conteúdo do curso, há necessidade de uma infra-estrutura tecnológica parruda. "É equivalente ao último dia de entrega da declaração do imposto de renda", brinca o coordenador associado do grupo gestor de projetos educacionais da Unicamp, Fernando Antonio Arantes.

A empresa responsável pela formatação do curso na web e pelo suporte tecnológico foi a Isat Educação, que trabalhou de acordo com o conteúdo produzido por 300 pessoas da Faculdade de Educação da Unicamp, incluindo 120 doutores.

Ensino a Distância

Professor diz que educação a distância tem crescido acima de 100% no Brasil
Fonte: Administradores

30/06/2006 - A educação a distância tem crescido acima de 100% nos últimos anos no Brasil. A afirmação é do diretor executivo do Programa de Educação a Distância da Fundação Getúlio Vargas (FGV Online), professor Carlos Longo.

Segundo ele, em termos de instituições credenciadas junto ao Ministério da Educação (MEC), o ensino a distância triplicou de tamanho de 2004 para 2005 e tem tendência de dobrar de novo em 2006. "Em termos de número de alunos, em cursos credenciados pelo MEC, já vai chegando a mais de 300 mil", afirmou Longo.

Ele destacou, entretanto, que, apesar dos avanços no setor, o país ainda apresenta deficiências em comparação com outros países, incluindo países em desenvolvimento, como a Costa Rica, por exemplo. Na Costa Rica, 80% dos lares têm internet com banda larga, enquanto no Brasil o índice é inferior a 20%.

De acordo com o professor, o fato de a sociedade brasileira aceitar o novo com facilidade é uma vantagem em relação a países da Europa, América do Norte e da América Central. Ele ressaltou que, embora tenha limitações de infra-estrutura, hoje, o ensino a distância atende no Brasil a Amazônia, o Norte e o Nordeste. "É um país de dimensões continentais que acaba incluindo um grande número de pessoas. Em termos de qualidade e de número de pessoas absolutas, ele tem se inserido no contexto internacional de uma maneira bastante significativa", afirmou.

Pelo segunda vez, o FGV Online recebeu o prêmio de Referência Nacional em e-Learning, concedido pelo e-Learning Brasil. O prêmio será entregue durante o congresso anual da entidade, que começa amanhã (28) e vai até sexta-feira (30), em São Paulo.

Longo disse que a FGV trabalha com ensino a distância há seis anos. "A Fundação é uma instituição de ensino e pesquisa que se caracteriza pelo binômio tradição com inovação", afirmou. Como a entidade foi pioneira no Brasil em todas as áreas do ensino de administração, economia e direito nos últimos 60 anos, acrescentou o professor, não podia ficar atrás no uso da tecnologia na educação. Por isso, começou a trabalhar na linha de ensino a distância de internet e satélite, em nível de pós-graduação, ou educação executiva, também conhecida como educação continuada.

De acordo com dados da assessoria de imprensa do FGV Online, atualmente mais de sete mil alunos estão matriculados nos cursos de ensino superior da instituição. No ano passado, as inscrições passaram de 18 mil.

Ensino a Distância

Cursos a distância contam com mais de 300 mil estudantes matriculados
Fonte: DCI

30/06/2006 - O ensino superior à distância (EAD) cresce no País a cada ano. Em 2005, o número de alunos matriculados em cursos de graduação, pós-graduação e seqüenciais cresceu 88,7% sobre 2004, com mais de 300 mil estudantes matriculados. A quantidade de cursos cresceu 22% entre os anos, totalizando 467 no ano passado. Os dados são do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (Abraead 2006).

Segundo Fabio Sanchez, coordenador do Anuário, 2006 poderá ser positivo, devido à criação da Secretaria Especial de Ensino à Distância e da Universidade Aberta do Brasil, e por decreto baixado em dezembro de 2005 que permite a criação de cursos stricto sensu em EAD. Segundo os dados do Anuário, os cursos de EAD pretendem investir 58,5% em 2006 em produção de conteúdo e equipe terceirizada, 5,4% em equipamentos de tecnologia e 8,2% na aquisição e desenvolvimento de softwares.

O IBMEC São Paulo oferece dez cursos seqüenciais on-line. Segundo Camila Du Plessis, gerente comercial do Núcleo de Ensino a distância do Ibmec São Paulo, só no primeiro quadrimestre deste ano o número de alunos matriculados é maior do que o do ano de 2005, contabilizando 1.662 até abril, comparativamente a 1.442 de 2005. “Nós esperamos aumentar 100% de nossas parcerias com outras instituições de ensino no País, oferecendo cursos de pré-requisito para MBA”, afirma a executiva.

Na Fundação Getúlio Vargas , 20% a 25% dos cursos oferecidos são à distância. A maior parte dos alunos está inscrita nos chamados cursos in company, nos quais as turmas são fechadas para funcionários de certas empresas, como Brasdeco e Basf . Em 2005, dos 18 mil alunos registrados, os que “freqüentavam” as turmas in company eram mais da metade, 11.600. “Percebemos uma demanda muito grande do mercado corporativo”, disse o diretor do FGV online, Carlos Lango. Visando esse público, a fundação obteve junto ao MEC o primeiro registro do Brasil para oferecer MBA à distância. Foi o curso MBA em executivo de administração, com duração de 18 meses. Mais de dez turmas já se formaram neste curso, com alunos inclusive do exterior.

Agora, a universidade se volta para um novo público. A partir de 2007, vai oferecer seu primeiro curso de graduação, em gestão empresarial. Com duração de três anos, o curso visa atingir profissionais entre 25 e 45 anos que já estão no mercado de trabalho, mas que, por algum motivo, não puderam concluir a faculdade.

“Identificamos este segmento e pretendemos atender a esta demanda de gora em diante”, disse Lango. Se der certo, a FGV pretende ampliar o leque de cursos de graduação no futuro.

Reforma Universitária

Reforma universitária terá comissão especial
Fonte: Verdes Mares

30/06/2006 - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, informou nesta quinta-feira (29) que será criada comissão especial para analisar o Projeto de Lei 7200/06, do Executivo, que trata da reforma universitária. A informação foi dada ao final do encontro de Aldo com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta. Na audiência, a UNE defendeu um amplo debate sobre a reforma universitária. Petta também apresentou ao presidente da Câmara as emendas formuladas pela entidade à proposta do Poder Executivo e pediu apoio para votação do texto ainda neste ano.

O presidente da comissão especial que vai analisar o PL 7200/06 será o deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), e o relator o deputado Paulo Delgado (PT-MG). Os dois são integrantes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Emendas

As emendas da UNE contemplam três eixos principais. O primeiro propõe o aumento no percentual de recursos para a assistência estudantil (Artigo 47 do PL) de 9% para 14% do total previsto para o ensino superior. A entidade acredita que boa parte das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) já destinam o valor equivalente ao proposto no atual projeto e que muitas "maquiam" os recursos direcionados à assistência.

Outra emenda diz respeito à proposta da UNE para construir mecanismos de controle e fiscalização nos reajustes das mensalidades. O terceiro ponto é sobre a eleição para o mandato de reitor e vice–reitor para as universidades federais. A UNE defende que a escolha seja realizada diretamente pela comunidade acadêmica, garantida a sua participação paritária no resultado eleitoral.

Também participaram do encontro o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Tiago Franco; e a presidente da Confederação dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Ensino Superior, Madalena Guasco. O encontro aconteceu no gabinete da Presidência da Câmara.

Projeto de cotas

Aldo Rebelo também recebeu hoje, juntamente com o presidente do Senado, Renan Calheiros, representantes do movimento Observa, que acompanha as ações afirmativas no ensino superior. Na reunião eles discutiram o Projeto de Lei 73/99, que trata da reserva de 50% das vagas para alunos selecionados durante o ensino médio, e o Projeto de Lei 3198/00, que cria o Estatuto da Igualdade Racial. As duas propostas tramitam no Congresso.

A professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Yvonne Maggie, representante do movimento, disse que eles são contra os dois projetos por "ferirem o princípio da igualdade política e jurídica dos cidadãos". Na visão do grupo, o Estatuto da Igualdade Racial implanta uma classificação racial oficial dos cidadãos brasileiros, estabelece cotas raciais no serviço público e cria privilégios nas relações comerciais com o Poder Público para empresas privadas que utilizem cotas raciais na contratação de funcionários. "Se forem aprovados, a nação brasileira passará a definir os direitos das pessoas com base na tonalidade da sua pele, pela "raça". A história já condenou dolorosamente essas tentativas", diz o manifesto entregue pelo grupo aos presidentes da Câmara e do Senado.

Aldo Rebelo defendeu a discussão de políticas contra o racismo que sejam adequadas para a realidade do País.

 

Pós-graduação, MBA

Enfermagem abre inscrições para doutorado
Fonte: Olhar Direto

30/06/2006 - As inscrições para o Curso de Doutorado em Enfermagem para o ano de 2006 estarão abertas no período de 16 a 18 de agosto na Secretaria da Pós-Graduação da Faculdade de Enfermagem, no antigo CCBS III, 1ºandar, no horário das 8:00h às 11:30h e das 14:00h às 17:00h.

Este doutorado é interinstitucional, sendo realizado pelas faculdades de enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

O curso oferece quinze vagas vinculadas à na área de concentração ´´Fundamentos e Práticas de Enfermagem no Processo Saúde/Doença´´, contemplando seis linhas de pesquisa, quais sejam fundamentos e práticas de enfermagem na saúde da criança e do adolescente; fundamentos e práticas de enfermagem na saúde da mulher; fundamentos e práticas de enfermagem na saúde do adulto e do idoso; fundamentos e práticas de enfermagem em saúde soletiva; gerenciamento de serviços de saúde e de enfermagem; e informática, tecnologia da informação e comunicação em saúde e enfermagem.

As informações referentes aos documentos exigidos para a inscrição dos candidatos e aos demais requisitos podem ser obtidas no Portal www.ufmt.br, no link Pós-Graduação ou através do telefone (65) 3615-8022.

Geral

Universidade aberta aos idosos
Fonte: Jornal da Tarde

30/06/2006 - A turma da terceira idade interessada em voltar aos estudos pode se preparar. Já neste semestre, dezenas de faculdades estão com inscrições abertas. Os cursos vão desde filosofia até informática.

Na PUC-SP, as inscrições estão abertas desde o início deste mês para o curso de atualização cultural. Chamada de Universidade Aberta à Maturidade, a PUC organizada o curso em três grandes módulos, em quatro semestres, nos períodos de agosto a dezembro. O custo, a partir de R$ 600, pode ser parcelado.

Na Uni Sant"ana, as inscrições permanecem abertas até o dia 28 de julho para a Universidade Sênior, no curso de extensão cultural, que inclui as disciplinas de psicologia, filosofia e medicina ortomolecular. O curso tem valor semestral de R$ 400. O aposentado Nelson de Jesus, de 57 anos, é um dos alunos da instituição. "Antes do curso eu ficava em casa sem fazer nada. Agora tenho amigos e me sinto útil na vida".

No Mackenzie os interessados podem se inscrever em quantos cursos desejarem. Cada aula tem duração de 90 minutos por semana. Somente os cursos de cerâmica, aquarela, pintura, escultura, arte em vidro, marchetaria, funcionam em período integral, das 14h às 17h. O período de inscrições e matrículas para o 2º semestre vai até dia 10 de julho.Os preços devem ser consultados na universidade.

No Projeto Sênior para a Vida Ativa, da Universidade São Judas Tadeu, os cursos são gratuitos nas áreas de educação física, nutrição e farmácia. O Programa tem duração de 1 ano. O diretor do centro de extensão, Fernando Duch afirma que os cursos desenvolvem a auto-estima do idoso. "Eles aprendem que têm condição de produzir em qualquer idade". Em algumas escolas, como a Universidade Aberta à Terceira Idade, da Unifesp, a fila de espera chega a mil pessoas.

Geral

Conheça o curso: Gestão de instituições financeiras
Fonte: Portal Universia

30/06/2006 - Formar profissionais aptos para a gerência de organizações bancárias e financeiras, com capacidade de análise crítica, visão global de negócios e conhecimentos das diversas atividades do mercado financeiro e bancário. Esse é o objetivo do curso tecnológico de gestão de instituições financeiras, que começa a ser ofertado pela PUC Minas, no câmpus Barreiro, no segundo semestre deste ano. "A diferença desse curso para um tradicional de administração ou de ciências contábeis é que ele é bastante específico", ressalta a coordenadora Myrna Pimenta de Figueiredo.

Ela explica que esse tecnólogo está apto a trabalhar na gerência de bancos e em cooperativas de crédito. "Não estamos formando pessoas para trabalhar na área financeira de uma empresa qualquer. Esse profissional é focado em organizações do mercado financeiro", explica.

Para ela, entre os assuntos que os candidatos devem ter interesse estão a bolsa de valores, taxas de juros e índices econômicos. Também é necessário se preparar para a constante atualização de conteúdo. "Para esse profissional, a informação é fundamental. O mercado varia muito e com rapidez. É preciso estar disposto a enfrentar essa dinâmica."

Com duração de dois anos e meio, o curso tem um vestibular diferenciado. "As provas são realizadas pouco depois do vestibular tradicional. E, para os cursos de tecnologia, a avaliação inclui 40 questões fechadas de português e produção de texto." Na grade curricular estão matérias dos cursos de economia, administração e direito. Entre elas estão direito de trabalho, produtos e serviços financeiros, regulação financeira e bancária, gestão de riscos, análise de balanço e concessão de crédito, contabilidade das instituições financeiras, mercado financeiro e economia.

MÓDULOS O curso é dividido em dois módulos com certificação. O primeiro, referente aos três primeiros períodos, garante ao aluno a qualificação profissional de nível tecnológico em gerência administrativa em instituições financeiras. Com a conclusão do 4º período é emitido mais um certificado, o de qualificação profissional de nível tecnológico em gerência de negócios em instituições financeiras. Com a integralização do currículo, o aluno recebe o diploma de tecnólogo em gestão de instituições financeiras.

Geral

Criação de Licenciatura Indígena é formalizada em Dourados
Fonte: Agência Popular - MS

30/06/2006 - Campo Grande (MS) - A oferta de curso superior de Licenciaturas Indígenas que formará professores para atuar nas escolas indígenas de ensino médio de Mato Grosso do Sul será formalizada hoje, às 10h, no auditório da Universidade Federal da Grande Dourados, em Dourados. A solenidade de assinatura do convênio contará com a presença do diretor do Departamento de Educação para a Diversidade e Cidadania do Ministério da Educação, Armênio Bello Schimidt, do secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima, e autoridades locais.

O curso superior “Teko Arandu” será voltado aos índios guarani e kaiowá e terá 60 vagas, inicialmente. O sistema de ensino adotado será o da alternância pelo qual a carga horária será dividida em aulas presenciais (tempo-universidade) e não-presenciais (tempo-comunidade). Com uma abordagem curricular alternativa e flexível, a licenciatura indígena favorecerá o diálogo intercultural entre as diversas ciências e os diversos tipos de saberes. O processo seletivo especial para a licenciatura indígena está marcado para o período de 10 a 21 de julho. O curso será oferecido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED), que coordenou a proposta de criação da licenciatura, e com a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

A licenciatura indígena vem suprir uma demanda de formação de mão-de-obra para atuar nas escolas de ensino médio. A proposta pedagógica do curso vem sendo discutida há dois anos, com efetiva participação dos índios guarani e kaiowá. A formação de professores índios, em nível superior, é uma proposta pioneira e fundamental para a implantação de escolas indígenas específicas, bilingües e interculturais – processo que vem sendo implantado há algum tempo. A rede estadual de ensino já possui onze escolas exclusivamente indígenas, atendendo mais de 600 alunos. Para habilitar educadores da própria comunidade que possam atuar nessas escolas, de acordo com a legislação atual, a Secretaria de Estado de Educação oferece formação continuada durante todo o ano.

A maior demanda para o curso de licenciaturas indígenas, porém, é proveniente do Curso Normal em Nível Médio de Formação de Professores Guarani/Kaiowá – projeto “Ára Verá” (que significa espaço-tempo iluminado). Oferecido pela Secretaria de Estado de Educação, o Ára Verá tem habilitado professores, em nível médio, para atender alunos de educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental em suas comunidades. Na primeira turma, 70 professores kaiowá/guarani, provenientes de 17 áreas indígenas, foram habilitados. A segunda turma, com previsão de término para o segundo semestre deste ano, formará 66 educadores.

A educação escolar indígena adquiriu base legal como subsistema diferenciado das demais modalidades de ensino a partir de 1988. Esse ensino específico deve respeitar o uso da língua materna e as práticas culturais dos povos indígenas. Entre as principais características que diferem a educação escolar indígena das outras modalidades de ensino são o ensino bilíngüe, o calendário indígena, considerando a crença de cada etnia, a grade curricular diferenciada, o número de salas e o número de alunos por sala. Nesses moldes, os estudantes indígenas aprendem português e inglês ou espanhol, arte e expressões culturais, questões indígenas brasileiras e módulos de produção, em que os alunos aprendem trabalhos agropastoris. Tanto a administração das escolas quanto a elaboração da proposta pedagógica têm efetiva participação dos representantes das comunidades. Vivian de Castro Alves - SED

Geral

Administração é curso com mais inscritos
Fonte: O Paraná

30/06/2006 - Com um campo de trabalho abrangente, que vai de bancos a pequenas empresas de serviços, administração se tornou a mais procurada carreira entre os estudantes brasileiros.

Segundo dados do Censo de 2004 do Ministério da Educação, o mais recente disponível, os cursos de administração tiveram 606.729 inscritos no vestibular em todo o país.

Com uma formação que inclui disciplinas de humanas e exatas, o administrador tem o papel de garantir que a organização em que trabalha (seja ela pública ou privada) atinja seus objetivos de maneira eficiente.

“O administrador deve ser capaz de produzir resultados por meio das pessoas. Por isso, deve ser alguém com capacidade de liderança e que goste de trabalhar em equipe”, afirma Isak Kruglianskas, chefe do departamento de administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA).
Ele pode trabalhar em instituições públicas, privadas e nas sem fins lucrativos, o chamado terceiro setor, mas não precisa ser um especialista no foco da empresa onde atua.

Nos próximos cinco anos, a tendência do mercado de trabalho é exigir profissionais com cada vez mais especialização. “A graduação será uma porta de entrada no mercado, mas não o suficiente para o profissional se manter”, diz o professor da FEA-USP Joel Dutra, para quem o administrador precisa continuar se aperfeiçoando com pós-graduação, cursos de especialização, MBAs etc.

De acordo com ele, entre as áreas em ascensão, que devem ter um crescimento considerável nos próximos cincos anos, está a de gestão da informação, que cuida do relacionamento da empresa com os clientes e com o mercado financeiro por meio da informática e de sistemas integrados de informação.

Para Marta Farah, coordenadora do curso de administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), o terceiro setor tende a se consolidar cada vez mais como uma boa opção no mercado de trabalho.

Na administração pública, as agências reguladoras devem crescer e absorver mais profissionais. “É uma área com muita flexibilidade de escolha”, afirma ela.

Geral

Integrantes de movimento negro entregam carta anti-cotas no Congresso
Fonte: Mogi News

30/06/2006 - (Folhapress) - Representantes do Movimento Negro Socialista entregaram ontem no Congresso um manifesto contra a votação dos projetos que estabelece cotas para negros em universidade federais e que cria o Estatuto de Igualdade Racial. As duas propostas estão prontas para serem votadas na Câmara, mas o movimento quer que os projetos sejam retirados da pauta.

Formado por cinco pessoas, o grupo foi recebido pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), presidente da Câmara. Entre os integrantes do movimento, estava a professora titular de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ivone Maggi.

"No dia a dia, é difícil a gente conseguir se manifestar contra esses projetos. É preciso fazer o debate. Por isso ter vindo aqui já foi um avanço, afirmou Ivone, durante a audiência com Aldo e Renan presenciada por jornalistas.

Foi o presidente da Câmara que conseguiu marcar a audiência. Apesar de não ter ser se manifestado claramente ontem, Aldo Rebelo tem posição contrária ao estabelecimento de cotas. "Reconhecemos esses conflitos sociais, mas precisamos encontrar uma solução mais consistente, afirmou.

Já o presidente do Senado tem simpatia pela cotas. "O Congresso tem que ser caixa de ressonância da sociedade. Por isso, não pode deixar de discutir o assunto, disse Renan. Defensor da proposta, o senador Paulo Paim (PT-RS) questionou o manifesto. "São as elites se articulando contra o povo, disse.

Geral

Universidade Aberta do Brasil começa hoje a funcionar com curso-piloto
Fonte: Último Segundo

30/06/2006 - O programa Universidade Aberta do Brasil, criado para aperfeiçoar a formação de professores do ensino básico de estados e municípios, tem início nesta sexta-feira, com as aulas inaugurais do curso-piloto, à distância, de Administração. Vinte e cinco universidades, em 87 pólos de 17 estados e do Distrito Federal, participam desta etapa, atendendo cerca de dez mil alunos neste ano. A meta do programa é oferecer 90 mil vagas para professores a partir de 2007. Para isso, foram assinados hoje, em cerimônia com a presença do presidente Luis Inácio lula da Silva, convênios de cooperação técnica para desenvolvimento dos pólos do programa.

Para implantação de cursos a distância em 311 pólos de 305 municípios, o governo federal vai investir este ano mais de R$ 20 milhões em material didático, pagamento de bolsas e capacitação de professores. Para 2007, o repasse previsto às instituições federais de ensino superior é de R$ 175 milhões.

Serão oferecidos 198 cursos em 40 universidades federais e dez centros de educação tecnológica (Cefets). A partir da assinatura do acordo de cooperação técnica, serão avaliadas as propostas de curso das instituições de ensino e dos pólos. As propostas aprovadas deverão ser divulgadas no final de outubro deste ano, e o primeiro processo seletivo da Universidade Aberta está previsto para o início de 2007.

Além de formar professores, a Universidade Aberta também vai oferecer cursos superiores para capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados e municípios. O objetivo é qualificar o ensino básico, levando os cursos a áreas distantes dos grandes centros urbanos. O Sistema contará com cursos oferecidos pelas instituições federais de ensino superior e com pólos de apoio presencial, instalados e mantidos pelos próprios municípios interessados na iniciativa. Por meio de convênio, o MEC destinará recursos para que as instituições de ensino montem e ofereçam os cursos à distância, sem a geração de novas despesas para o governo federal, uma vez que tal custo será coberto pelas dotações orçamentárias atuais.

A Universidade Aberta do Brasil é resultado dos esforços dos participantes do Fórum das Empresas Estatais pela Educação, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, para consolidação de um sistema pioneiro para a educação brasileira. Faz parte também da agenda do governo federal para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), ao consolidar a educação à distância como modalidade importante para ampliação do acesso ao ensino superior e para formação de professores para educação básica.

Geral

Ensino superior terá mais 90 mil vagas em 2007 com pólos de educação
Fonte: Olhar Direto

30/06/2006 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, às 9 horas, no Palácio do Planalto, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Às 10h30, participa de cerimônia de assinatura de acordos de cooperação técnica para criação dos pólos de educação da Universidade Aberta do Brasil. Os pólos permitirão a abertura, a partir de 2007, de mais 90 mil vagas no ensino superior público.

À tarde, às 15 horas, Lula recebe o assessor especial da Presidência, Cézar Alvarez. Em seguida (16 horas), despacha com o ministro Tarso Genro, chefe da Secretaria de Relações Institucionais. A agenda prevê ainda despacho, às 17 horas, com o ministro Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Geral

Estudantes de Paulínia vão ao TJ
Fonte: Correio Popular

30/06/2006 - Nice Bulhões

Universitários e professores do Instituto de Ensino Superior de Paulínia, popularmente conhecido por Faculdade Pública de Paulínia, entraram com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para cassar a liminar de reintegração de posse, concedida pela 2º Vara Cível do Foro Distrital do município à Fundação de Pesquisas, Estudos Sociais e de Políticas Públicas (Fupespp), administradora da faculdade. Os universitários permaneceram acampados dentro do campus entre os dias 5 e 22 de junho, quando foram retirados pela Guarda Municipal, que cumpriu ordem judicial. Os educadores e alunos aguardam a decisão do TJ para o final da tarde de amanhã.

No quesito questão de direito, o advogado José Acurcio Cavaleiro de Macêdo, que é professor da faculdade, fundamentou o recurso na falta de parecer do Ministério Público (MP) no processo da ação de reintegração de posse, movida pela Fupespp. "Uma matéria de interesse público tem de passar pelo MP, que tem de ser intimado para se manifestar sobre o assunto sob pena de nulidade", explicou Macêdo. Já no quesito questão de mérito, Macêdo alegou que "os bens públicos são insuscetíveis de posse". Segundo o advogado, o administrador público é mero detentor da coisa pública. "E, a faculdade é um bem público de uso especial, que recebe alunos e professores."

O diretor-superintendente da Fupespp, João Natanael de Souza, disse que não comentaria o assunto. "Preciso ter conhecimento do agravo." O presidente do Centro Acadêmico de Comércio Exterior e Administração Pública (Caceap), Edson Sena, informou que os alunos continuam acampados na calçada da faculdade desde quando foram despejados. Os universitários protestam contra o plano da Fupespp de reduzir de 5.760 para 3.200 horas/aula a carga horária de seus dois cursos para ingressantes a partir de 2007. Os cursos são de administração pública e comércio exterior. As aulas estão suspensas até 31 de julho.

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Conselho exige lei para fechar faculdade de Paulínia
Fonte: Correio Popular

30/06/2006 - O Conselho Estadual de Ensino (CEE) declarou ontem que a Fundação de Pesquisas, Estudos Sociais e de Políticas Públicas (Fupespp) de Paulínia só poderá encerrar atividades caso seja criada uma nova lei municipal. O fato de a Instituição mantenedora do Instituto de Ensino Superior de Paulínia (IESP) ter sido criada através da legislação municipal obriga o prefeito Edson Moura (PMDB) a levar um projeto de lei para a votação na Câmara dos Vereadores, segundo afirmou o CEE.

Na tarde de ontem, pelo menos 100 alunos seguiram com os protestos e caminharam com faixas, caixas de som e microfone do campus da faculdade até o Fórum municipal. Logo depois, seguiram para a Câmara. Os estudantes levaram um novo companheiro nas manifestações no carro de som: um boneco de pano que tentava imitar a imagem do prefeito Moura.

Durante o protesto, alguns alunos da faculdade recordaram a matéria publicada no Diário Semanal do Município de número 633, no último dia 12 de Junho, que explicava a intenção da Prefeitura em "criar novos cursos e ampliar o número de vagas na faculdade". Para alguns universitários, a notícia nem mesmo chegou a convencer. "Depois que começamos a manifestar, eles publicaram esta notícia, mas logo depois nos avisam que a faculdade vai fechar para que seja construída uma creche?", questionou o estudante do 3 ano de administração pública, Benedito Francisco Ferreira.

O aluno do 5 semestre de administração pública, João Paulo Cavalcanti, também mostrou que continua lutando pela continuidade do funcionamento da faculdade, embora tenha sido preso na tarde de anteontem, durante os protestos. "A Guarda tentou impedir que um carro que nos escoltava passasse. Aí, fui falar com eles, mas um guarda me empurrou e, como mostraram as imagens, eles me seguraram através do enforcamento. Depois me jogaram no carro para levar até a polícia. Passavam reto nas lombadas e eu, como estava algemado, fiquei bastante machucado. Até soco no estômago levei ontem (anteontem)?, disse o estudante, que pagou uma fiança de R$ 500,00.

Por volta das 15h, os estudantes pararam o trecho entre as avenidas José Paulino e Pio XII, no Centro de Paulínia e, em uma roda, diziam estar sem lugar para ter aula. "Já que não temos onde estudar. Já que nos deixaram na rua, vamos sentar aqui mesmo e ter aula. Só nos restou a rua", discursou o presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE), Ricardo dos Reis.

Pelo menos 50 alunos continuam acampados em frente à faculdade. Em forma de revezamento, o protesto segue para o 25 dia e, segundo a professora de informática Raquel Chibabi, os funcionários ainda não foram informados sobre nenhuma decisão. "Estamos perdidos e sem informações. E olha que já cansamos de procurar a Prefeitura", explicou. O movimento foi finalizado em frente à Câmara Municipal.

Os alunos tomaram o espaço interno da Câmara e receberam uma "aula" do professor de sociologia e ciência política da faculdade, Glauco Barsalini, que falou sobre a educação no Brasil. "Convido a todos para uma aula, já que não temos mais espaço na faculdade", declarou. Em um ato simbólico, alguns estudantes "lavaram" a frente do Legislativo com sabão e água. "Vamos limpar essa corrupção", diziam.

De acordo com o advogado dos alunos e professores, José Acurcio Cavaleiro de Macêdo, o agravo de instrumento pedido no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para cassar a liminar de reintegração de posse do campus foi negado ontem. Hoje à noite, os interessados no caso se reunirão em Campinas.

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Cota racial: grupo é contra essa política
Fonte: Correio do Povo - RS

30/06/2006 - Um grupo de 114 intelectuais, artistas e ativistas do Movimento Negro - entre eles o cantor Caetano Veloso, o poeta Ferreira Gullar e o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos - lançou ontem manifesto contra o projeto de lei que institui a política de cotas nas universidades federais e cria o Estatuto da Igualdade Racial, com reserva de vagas para negros no ensino superior e no serviço público. Uma comissão entregou o documento aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Aldo Rebelo.
O texto pede a rejeição dos projetos que tramitam na Câmara porque a adoção de políticas específicas para negros poderia acirrar os conflitos raciais, pois dá status jurídico ao conceito de raça. Para a antropóloga Yvonne Maggie, da UFRJ, a medida pode dividir a nação entre brancos e negros. Segundo ela, a melhor forma de combater o racismo é eliminar a idéia de raça e encontrar outras formas de inclusão, como o aumento de vagas em universidades públicas.

Autor do projeto do estatuto, o senador Paulo Paim considera a mobilização um "manifesto da elite". Ele afirma que o projeto pretende reparar aos negros a falta de oportunidades decorrente da escravidão.


 

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Ensino superior protesta por verbas
Fonte: Jornal do Commércio - RJ

30/06/2006 - Funcionários, professores e estudantes de três universidades paulistas Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) - participaram ontem à tarde de manifestação na Assembléia Legislativa de São Paulo. Eles pediram maior repasse de verbas para a educação. A Comissão de Finanças e Orçamento da Alesp deve analisar o relatório da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do Estado. A votação pode ser adiada para agosto.

Parte dos 5.000 professores da USP paralisaram as atividades hoje para participar do ato.

Os funcionários da universidade estão em greve desde o dia 8. Os professores da universidade não aderiram à greve.


Paralisação
A Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo não soube informar o número de educadores que aderiram à paralisação ontem. A associação tem 2.800 filiados, mas isso não quer dizer que 100% deles interromperam as atividades, segundo a entidade.

O Fórum das Seis esteve na segunda com o deputado estadual Edmir Chedid (PFL), relator da LDO, para reiterar proposta de participação de 33% da receita total de impostos para a educação, 11,6% do ICMS do Estado para as universidades estaduais e vinculação de 2,1% do imposto para o Centro Paula Souza

Os reitores propõem 10,03% do ICMS para as universidades. Servidores e docentes também pedem reajuste salarial de ao menos 7%.

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Mulheres concluem mais os estudos
Fonte: O Paraná

30/06/2006 - Em todos os níveis de ensino, as mulheres são as que mais chegam ao fim e conquistam o diploma ou certificado. A diferença entre os sexos é maior no ensino superior, no qual 62,6% dos concluintes são mulheres.
As informações são do Censo Escolar e Superior de 2004, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). De acordo com o órgão do Ministério da Educação, a diferença pode se dever à necessidade dos homens de ingressarem antes no mercado de trabalho.
O número de matriculados no ensino superior também favorece aquele que já foi chamado de sexo frágil. Entre os universitários de todo o país, 56,4% são mulheres, sendo que, na sociedade, 51,3% da população é do sexo feminino.
Em todas as regiões do País há mais mulheres do que homens na faculdade. A região Norte é a que apresenta maior disparidade: lá são 59,7% de mulheres no campus e 40,3% de homens. No ensino médio, o número de concluintes é um pouco mais próximo. Nessa etapa, os homens são 43,3%. No ensino fundamental, as porcentagens dos que concluem se aproximam ainda mais: o sexo masculino representa 46,3% das conclusões.
É apenas no ensino fundamental que os homens são a maioria dos matriculados: eles são 17.395.062, e elas, 16.617.372. O que dá 51,1% de homens e 48.9% de mulheres.
 

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Intelectuais lançam manifesto contra cotas
Fonte: O Globo

30/06/2006 - Demétrio Weber

BRASÍLIA. Um grupo de 114 intelectuais, artistas e ativistas do movimento negro, entre eles o cantor e compositor Caetano Veloso, o poeta Ferreira Gullar e a professora Yvonne Maggie, lançou ontem manifesto contra o projeto de lei que institui a política de cotas nas universidades federais e o que cria o Estatuto da Igualdade Racial, com reserva de vagas para negros no ensino superior e no serviço público. Cinco dos signatários entregaram o documento aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Intitulado “Carta Pública ao Congresso Nacional — Todos têm direitos iguais na República democrática”, o texto pede aos parlamentares que rejeitem os dois projetos. O argumento é que a adoção de políticas específicas para negros pode acirrar conflitos raciais ao dar status jurídico ao conceito de raça, além de não atacar o problema estrutural da desigualdade no país, que é a falta de acesso universal à educação de qualidade.

Aldo disse ter restrições ao modelo de cotas raciais adotado nos Estados Unidos, com reserva de vagas para negros tal qual prevê o Estatuto da Igualdade Racial e, em menor escala, ao projeto de cotas nas universidades federais proposto pelo MEC, que reserva 50% das vagas para alunos da escola pública, com subcota para negros e índios.

Pré-vestibulares para os pobres

O manifesto é assinado pelo ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Simon Schwartzman e pela ex-secretária de Política Educacional do Ministério da Educação Eunice Durham, ambos no governo Fernando Henrique. Eunice é favorável à criação de cursos pré-vestibulares para a população pobre.

— Políticas contra a pobreza são necessárias e incluem necessariamente a população não-branca. Mas não se trata somente de abrir espaço e sim de dar oportunidades de estudo e trabalho a quem necessita. O que explica a pobreza de grande parte da população não-branca no Brasil não é a discriminação, mas a falta de oportunidades, que afeta também um grande número de brancos, e que não podem ser discriminados — disse Schwartzman em entrevista por e-mail.

— A universidade não é prêmio para a injustiça passada. Não se repara injustiça premiando descendentes de quem foi vítima da injustiça — disse Eunice.

Autor do projeto do Estatuto da Igualdade Racial, o senador Paulo Paim (PT-RS) disse que a proposta tem o objetivo de reparar a população negra pelo sofrimento e pela falta de oportunidades decorrentes da escravidão. Paim afirmou que ainda são raros os negros que ocupam cargos na direção de empresas ou instituições bancárias:

— Esse é um manifesto da elite, pois dar espaço aos negros não interessa. Hoje temos política de cotas para mulheres nos partidos políticos e ninguém reclama.

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