Sexta-feira, 06 de janeiro de 2006
 ÍNDICE
 Artigos & Opiniões  
O falso dilema do conhecimento
Como Salvar o País - Entrevista com o Prof. Heitor Gurgulino
 Instituições de Ensino Superior  
Anúncio de demissões evita intervenção na PUC
Laboratórios são estímulo à pesquisa
Metodista e UniABC: novo vestibular
Novo reitor da Universidade Federal de Goiás toma posse hoje
PUC divulga aprovados e UTFPR inicia provas domingo
Novo reitor quer implantar 120 laboratórios na Uneb
Uesc e Fundação Palmares assinam acordo
Unifesp de Guarulhos começa em agosto
Mercury fecha parceria com Universidade de Administração de Singapura.
Ucsal oferece `lato sensu´ em auditoria governamental
IBM fecha parceria com Universidade de Mogi das Cruzes
 ProUni  
Alunos do ProUni devem confirmar informações até fevereiro
Centro-oeste tem quase 10% das bolsas do ProUni
 Ensino a Distância  
Tudo sobre ensino a distância em um só lugar
 Inovação  
Universidades brasileiras investem em programas de duplo diploma
 Ministério da Educação  
Governo prepara a primeira avaliação da educação profissional
MEC quer apoio das instituições federais no combate à desigualdade social
Programas do MEC beneficiam alunos negros
MEC prorroga inscrições para controle de freqüência escolar
 Direito Educacional  
Inadimplente não pode ir para o SPC
Reembolso da matrícula é direito do universitário
 Financiamento Estudantil  
Bancos financiam material escolar
MEC concede bolsas a alunos estrangeiros
Universidade: inscrições para o Bolsa Universidade vão até o dia 15
 Geral  
Segunda fase da Fuvest começa no domingo
Uece leva cursinhos para o Interior
Indústria do vestibular sofre com a redução de inscritos
Educação terá R$ 689 milhões no Pará
Mais mestres e doutores na escola
Inca vai mapear o consumo de cigarro entre estudantes
Livro na mochila, idosos partem para estudar no exterior
EUA asseguram que acelerou concessão de vistos a estudantes
 
Artigos & Opiniões

O falso dilema do conhecimento
Fonte: Gazeta Mercantil

06/01/2006 - O mercado gráfico sequer explorou todas as possibilidades da tecnologia digital e cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, já anunciam o desenvolvimento de um novo processo baseado na nanotecnologia. A impressão em nano-escala, por um método de micro-deslocamento, é de altíssima precisão e baixo custo e pode ser aplicada, por exemplo, na produção de rótulos, conforme as promessas de seus criadores.
Se a novidade — anunciada no site da Pira Internacional, um dos mais conceituados conteúdos sobre indústria gráfica — irá ou não se converter em alternativa prática para o mercado, somente o tempo dirá. O exemplo, contudo, ilustra a velocidade com que se renovam as tecnologias no mundo contemporâneo. O conhecimento da presente civilização dobra em prazos cada vez menores e se constitui em fator cada vez mais condicionante ao desenvolvimento, conforme relataram as “Novas Teorias de Crescimento”, de Paul Romer e colaboradores (Chicago, EUA). Até então, o conhecimento era considerado variável exógena à teoria econômica. O desafio de profissionais, empresas e nações é justamente o de conseguir acompanhar o ritmo da inovação e, de preferência, agregá-la como diferencial competitivo. Melhor ainda é ser o dono da idéia, o detentor da patente.
Pouca gente sabe, mas o Brasil está entre os 30 maiores exportadores de tecnologia no mundo. Auspicioso? Nem tanto, pois o número de patentes depositadas é de apenas duas para cada milhão de habitantes, ante 944 no Japão, por exemplo. Além disso, 99% das patentes pertencem a corporações multinacionais das nações do G-7. Assim, a despeito do inegável progresso da produção científica nacional nos últimos dez anos e de avanços como a Lei da Inovação, a verdade é que o País ainda precisa caminhar muito em P&;D e, sobretudo, na aplicação prática, no chão de fábrica, do conhecimento desenvolvido na academia.
O Brasil, assim como várias outras nações emergentes, ainda se mostra indeciso em termos de políticas públicas no campo da educação e do conhecimento. Parece ter continuidade por aqui o dilema desencadeado no Banco Mundial em 1980, quando os então jovens economistas indicados pelo ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan estabeleceram a doutrina de que, no caso das nações periféricas, a educação fundamental apresentava taxa de retorno muito maior do que a do ensino superior e o de tecnologia.
Foi o suficiente! Os Estados latino-americanos excluíram a universidade de suas prioridades. Isto ficou muito claro na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e também no atual governo brasileiro, cuja maior ousadia na área acadêmica foi a questionável instituição das quotas étnicas e a compra de vagas em instituições particulares de ensino superior. O Brasil fica patinando nas incertezas ideológicas, como se fosse impossível desenvolver uma política educacional consistente, abrangente e articulada, desde a alfabetização de crianças até a formação de doutores e pesquisadores.
É desejável e possível democratizar oportunidades com ensino público de qualidade para crianças e adolescentes e, ao mesmo tempo, criar condições para que a academia cumpra de forma ampla e irrestrita o seu papel na formação de recursos humanos e na área da ciência e da inovação. Enquanto se perdem preciosos anos na análise de um falso dilema, mantêm-se os gargalos na estrutura da educação, com um fator agravante: os altos preços da propriedade intelectual oneram e retardam o acesso dos setores produtivos à tecnologia de ponta e da população aos direitos essenciais da cidadania, como a saúde.
Tais dificuldades são muito claras para instituições responsáveis pela difusão de P&;D em seus respectivos setores de atividade. Para os manter atualizados em termos de conhecimento é necessário imenso esforço. Este empenho, porém, é fundamental, à medida que ajuda a garantir níveis mínimos de competitividade. É o caso da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG), responsável pela difusão tecnológica para a indústria gráfica. E lá vamos nós em busca da nanotecnologia…

(Fabio Arruda Mortara, M.A., MSc., empresário gráfico, é presidente executivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG)).

Artigos & Opiniões

Como Salvar o País - Entrevista com o Prof. Heitor Gurgulino
Fonte: Brasília em Dia - DF

06/01/2006 - Internacionalmente respeitado, o brasileiro Heitor Gurgulino possui um currículo que, se fosse encartado, pareceria mais um livro. Tantos foram os cargos ocupados no Brasil e pelo mundo, fazendo conferências para platéias selecionadas, em dezenas e mais dezenas de países. Sem falar nos títulos recebidos, condecorações e honrarias em reconhecimento a sua importância profissional, que poderia colecionar - se conseguisse tempo para se dar ao trabalho de ter um hobbie. Mas, a modéstia excessiva também impede-o de alardear o prestígio que o leva aviajar como um globe-trotter, reverenciado por onde vai.

Um site da ONU enaltece esse importante brasileiro, que mora, discretamente, em um duplex, na Asa Sul, ondesão colocadas em destaque peças de artes adquiridas, por ele e Lílian, sua musa e companheira, nas voltas que deram, várias vezes,pelo mundo. Mas, a síntese da importância do professor (é assim que ele gosta de ser tratado) está em um item do seu currículo - durante 10 anos foi o Reitor da Universidade das Nações Unidas, em Tóquio, onde deixou como uma das suas marcas o gigantesco edifício da UNU, além de uma bem sucedida política de globalização educacional.

Iniciando sua brilhante trajetória como professor, aos 22 anos, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, assumindo, a partir daí, o comando de universidades brasileiras e cargos executivos na área educacional, no governo federal e no exterior, logo conquistou merecida reputação internacional. Trata-se de um homem seriamente voltado para a educação, e nesta entrevista aponta como única saída para o Brasil emergir como potência - a educação. Mas, ressalva, desde que os homens que decidem o destino do país despertem para essa prioridade.

Marcone Formiga - A educação, que é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de uma Nação, é negligenciada no Brasil. Porquê?

Heitor Gurgulino- Acho que a nossa população em geral, e os nossos governantes, em particular nossos legisladores, ainda não se convenceram de que a educação não é só importante, a educação é prioritária e deve ser prioritária para o desenvolvimento do país. É um exemplo que vemos através do mundo, em países que dedicaram prioridade real à educação, com a simulação de recursos substanciais para o setor como um todo.

Marcone Formiga - Mas, não existe essa consciência no Brasil...

Heitor Gurgulino- Temos que pensar que é todo um aspecto que deve ser abordado. E o Brasil,infelizmente, está ainda investindo um pouco mais de 4% do seu PIB em educação. E isso é pouco, nós deveríamos estar investindo muito mais, porque outros países, como Japão, Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, para dar um exemplo de um país pequeno que está investindo muito em educação, todos estes países já fizeram isso há muito tempo atrás.

Marcone Formiga - Qual é o exemplo mais expressivo?

Heitor Gurgulino- O Japão começou há 100 anos, na época do famoso imperador Meiji, que, hoje, é praticamente um deus no país. Ele resolveu que a educação deveria ser uma prioridade mesmo, e começou,em 1856, quando assumiu o seu período e viveu até 1912. Ele decidiu que, realmente, tinha que educar o povo, educar todo mundo, nas vilas, nas fazendas,nas cidades pequenas. Com isso conseguiu dar um salto no Japão, que tinha ficado muito isolado, fecharam as fronteiras, e só no final do século 19,praticamente, que o Japão abriu suas portas para o mundo. E uma das coisas que ele fez, que foi muito interessante, trouxe para o sistema universitário japonês professores estrangeiros, os melhores que conseguiu na Europa, nos Estados Unidos, em vários países, e com isso alavancou as universidades japonesas que estavam precisandode uns ares frescos.

Marcone Formiga - O Brasil perdeu a virada?

Heitor Gurgulino- De certa maneira, no Brasil, isso ocorreu em 1934, quando o governador Armando Salles de Oliveira resolveu criar a nova Universidade de São Paulo, trazendo professores estrangeiros da Europa e dos Estados Unidos, que vieram começar a então chamada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. A verdadeira universidade brasileira começou, realmente, com a USP, em 1934, apesar de que no papel se diz que a universidade brasileira começou em 1920, quando foi criada a Universidade do Brasil, reunindo a Escola Politécnica, a Escola de Medicina e a Faculdade de Direito. Na época que o rei Alberto I da Bélgica veio fazer uma visita ao Brasil era tradicional que todo rei que fosse a um país recebesse o título de Doutor Honoris Causa, mas o Brasil não tinha universidade. Então, foi criada em 1920, há uma pesquisadora que contesta um pouco este fato, mas, realmente, foi criada a Universidade do Brasil em 1920, e o rei, quando chegou, recebeu o título de Doutor Honoris Causa. Mas, essa criação foi realmente no papel, porque não havia uma integração daquelas pré-existentes faculdades profissionais que começamos e importamos quando os nossos colonizadores permitiram que o Brasil tivesse ensino superior, que não era universidade ainda, apesar de que a tradução em Portugal fosse de universidade.

Marcone Formiga - Os colonizadores não investiram em educação...

Heitor Gurgulino- Quando o rei Dom João VI aportou aqui, digo sempre que devemos a nossa universidade, nosso ensino superior a Napoleão, porque tomou a Península Ibérica e o rei veio para o Brasil, e com isso percebeu que tinha que formar engenheiros, médicos, advogados. Então, em 1808, foram criadas as primeiras escolas superiores do Brasil, mas durante 308 anos o Brasil não tinha escola superior, não tinha uma universidade com tradição.

Marcone Formiga - E agora, o que falta?

Heitor Gurgulino Realmente, mostrar que educação é prioridade. Prioridade máxima. Tem que ser um esforço, não só dos governantes, dos ministros que sempre dizem que precisam de mais recursos;o Legislativo também tem lutado nessa linha; o Executivo tem dificuldade, mas a sociedade, como um todo, nós temos que fazer essa pressão para que a educação seja prioridade. Se não fizermos isso vamos ter muitas dificuldades, porque,nesse mundo globalizado que está aí, o que vai vencer é a força do conhecimento, e a força do conhecimento se deve a educação, ciência e tecnologia. Na verdade, isso é o tripé que temos que considerar. Se nós, realmente, não atribuírmos à educação, não só a prioridade retórica, mas a prioridade real, com recursos para valorizar o professor, realmente minar a chaga do nosso analfabetismo, como é que vamos resolver o problema da miséria, da pobreza, que infelizmente ainda é grande no nosso país?

Marcone Formiga - Como assim?

Heitor Gurgulino- Conseguindo eliminar esses 15, 17 milhões de analfabetos, dependendo de quem dá a estatística, é a chaga que temos que superar. E depois que alfabetizar, oferecer escolas para estes meninos, mantê-los nas escolas, fornecer ensino de qualidade. Não adianta colocar os meninos na escola se não tiver um ensino adequado, e para isso é preciso formar professores.

Marcone Formiga - A repetência e a evasão existem e também o problema da qualidade de ensino. Isso ocorre por quê?

Heitor Gurgulino- Parte do problema é a má formação dos professores. Porque se o professor não estiver bem formado o aluno não estará bem preparado. Se o aluno entra para a escola com deficiências, se realmente não sabe nem ler, nem escrever, depois de estar quatro anos matriculado, infelizmente esses levantamentos mostram isso, temos um grande desafio, que é como melhorar a qualidade desse ensino, como fazer com que esse aluno não apenas saiba ler e escrever, mas que possa continuar seus estudos.

Marcone Formiga - Qual o caminho a seguir?

Heitor Gurgulino- As coisas estão muito interligadas, o contingente do analfabetismo, que, por definição da Unesco, são os maiores de 15 anos que não sabem ler nem escrever, mas, na verdade, é preciso pensar que esse contingente de analfabetos adultos está sendo aumentado por um contingente de alunos que não estão na escola. Infelizmente, nem todos freqüentam escolas, apesar de que atingimos um alto percentual da nossa população em idade escolar matriculada hoje, superior a 97%, mas estes 3% são analfabetos potenciais. Com isso não estamos secando a fonte, é preciso não só atacar o analfabetismo dos adultos como colocar toda criança na escola, e isso é um trabalho que tem que ser do governo, das famílias e da sociedade. Não podemos excluir que a nossa sociedade é responsável, também, por isso, seja por influência dos pais, seja oferecendo incentivos como bolsa-escola, bolsa-família, todo tipo de bolsa que possamos imaginar para fazer com que o menino vá para a escola. Se ele não for para a escola, não terá aproveitamento e vai engrossar o contingente de analfabetos de amanhã...

Marcone Formiga - O problema pode ter sido iniciado com a colonização portuguesa, que trouxe para a população indígena um padrão de educação próprio da Europa?

Heitor Gurgulino- A educação que os nossos colonizadores trouxeram, que foi a educação do rei de Portugal, que era a educação dos setores religiosos, eles procuraram, através da religião e da catequese, ensinar àqueles meninos, mas não passou disso. O governo português não estabeleceu escolas no Brasil, essa é a verdade. Faltou o esforço real, não só no Brasil, esse problema não é só de Portugal, é um problema de todo país colonizador, que não oferece as condições de educação para o colonizado. Um exemplo é a nossa universidade, nosso ensino superior no Brasil é muito tardio! Os espanhóis, quando chegaram aqui no Novo Mundo, já em 1500 e pouco, montaram universidades no Peru, na República Dominicana - a universidade mais antiga da América Latina é a da República Dominicana, a Universidade Autônoma de Santo Domingo, criada nos anos de 1500.

Marcone Formiga - Foram os jesuítas que trouxeram os métodos pedagógicos, noções de moral...

Heitor Gurgulino- Exato. E isso, no fundo é parte do processo de educação, que, aliás, essas noções de moral seriam muito válidas, até nos dias de hoje. Acho que, se tivéssemos sido colonizados, talvez por holandeses, um exemplo clássico da invasão holandesa em Pernambuco, ou mesmo dos franceses no Maranhão, haveria mais preocupação com a cultura e a educação, que faz parte destes colonizadores. Não sei se tivesse colonizado o Brasil inteiro daria certo, também a colonização holandesa pelos lados da Ásia não deu certo, um pouco mais cedo do que por aqui...

Marcone Formiga - O Marquês de Pombal, quando expulsou os jesuítas, de certa forma, provocou a primeira crise no ensino do Brasil. Como foi aquilo?

Heitor Gurgulino- Nessa época, as crises do Brasil, em matéria de ensino, vinham da colônia antiga, não havia nada organizado. E o fato de ter criado aquelas capitanias e,dependendo de quem era o governador da Província, ele podia ou não tomar iniciativas e, em geral, eram restritas à área da capital da cidade principal daquela região. O governo português, obviamente, tinha interesse que a província continuasse se desenvolvendo até um certo nível, porque, realmente, quando os colonizados se organizavam um pouco mais,como fizeram os nossos inconfidentes - uma das propostas iniciais dos inconfidentes, e as pessoas esquecem desse fato, foi que propuseram a criação de uma universidade, lá pelos idos de 1700. Então, eles já tinham uma visão de que precisavam mudar o quadro, criando um ensino superior para formar algumas lideranças que pudessem resolver os problemas da colônia e, pelo menos, ter um nível de razoabilidade de formação de seus profissionais em um patamar que, naquela época, seria como o dos espanhóis. Acho que o problema da educação do Brasil e a crise que já vem da época do Marquês de Pombal é parte do processo cultural que nós herdamos, porque os colonizadores não têm na sua preocupação a educação, não tiveram e continuam não tendo.

Marcone Formiga - O que falta mesmo é a vontade política?

Heitor Gurgulino- Obviamente, é a vontade política e esclarecimento dos governantes e dos legisladores para que essa conjugação, vamos dizer, legislativa, executiva e a sociedade civil como um todo, tenham como bandeira essa mensagem. Vontade política, a expressão que você usou está certa. Se nós pensarmos nos dirigentes da República, temos um presidente da República que, muito orgulhosamente, diz que o primeiro diploma que recebeu foi quando chegou ao Palácio do Planalto. Acho que ele devia era lamentar que, infelizmente, ele e outros brasileiros não tiveram essa oportunidade de chegar ao ensino de qualidade. Estava vendo uma estatística, coletando uns dados do nosso sistema universitário brasileiro e, infelizmente, por exemplo, a cidade de Brasília possui coeficiente de alunos matriculados em escola superior muito alto comparado com a população, em termos de Brasil, como um todo. Apesar dos quatro milhões de alunos que estão na universidade, apesar da qualidade do ensino variar, temos universidades públicas e privadas com uma grande qualidade e ensino adequado. Temos que fazer um esforço, afirmar que a educação é importante, colocar recursos, valorizar e dar valor político. Isso tem que ser campanha política no sentido que colocar um “P” maiúsculo nessa política,porque é a salvação nacional.

Marcone Formiga - O senhor considera o vestibular um meio democrático de ter acesso a faculdade?

Heitor Gurgulino- O vestibular, infelizmente, é um mal necessário. Porque, evidentemente, o sistema de ensino superior não tinha, até uns anos atrás, capacidade de absorver todos os candidatos que iam entrar nesta universidade. Já que auniversidade tinha um número fixo de vagas, o processo de seleção tinha que ser feito. O processo de seleção, que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e foi objetivo de muita discussão na Conferência Mundial de Educação Superior, que a Unesco fez em Paris, em 1988. Trabalhei na época ajudando a fazer essa conferência. Um dos grandes princípios era que a universidade é um lugar onde o acesso é por mérito, não existe outra forma que não seja por mérito. Agora, esse mérito, claro, é baseado nos conhecimentos adquiridos em ensinos anteriores. Obviamente, se for possível oferecer mais vagas nas nossas universidades públicas, por exemplo, não seria o caso de uma universidade como a de Brasília, USP ou a federal do Rio de Janeiro, com um curso de medicina com 50 candidatos por vaga. Na universidade privada, talvez 10 candidatos por vaga, mas mesmo assim é um percentual muito elevado. No entanto, na área do magistério, que estávamos falando, a competição às vezes é de um candidato por vaga, ou até menos. Todo candidato que vai fazer a prova e obtiver a nota mínima, consegue ingressar na universidade. Isso não é só uma característica do Brasil, existe em outros países do mundo, há países em que todo aluno termina o segundo grau e automaticamente pode entrar na universidade, mas é preciso ter espaço nessa universidade para que todos entrem...

Marcone Formiga - Como é que o senhor explica que uma potência como os Estados Unidos ter um baixo nível escolar?

Heitor Gurgulino- Não é que tenham um baixo nível escolar. Os Estados Unidos são um país muito complexo, de população grande, muito rico, com uma renda per capita 10 vezes maior que a brasileira. Evidentemente, tem um grande número de imigrantes, inclusive brasileiros, que, em geral, tem um nível educacional baixo. O que acontece é uma coisa muito curiosa: nos Estados Unidos estão as melhores universidades do mundo. Inegavelmente, se conhece 100 ou 200 grandes universidades, mas se tem três mil universidades ou mais, então, há uma enorme gama de perspectivas para o aluno que pretende encontrar o que fazer. E depois, nos níveis anteriores de ensino, há outras modalidades de ensino superior, no caso dos Estados Unidos, que se chama Community Colleges, os colégios da comunidade, o que nós, no Brasil, começamos a fazer há uns 30 anos e chamamos de cursos de tecnólogos, de curta duração.

Marcone Formiga - Na prática, como funcionam?

Heitor Gurgulino- Eles podem sair destes cursos e exercer uma atividade profissional, ganhar dinheiro e, se tiverem muito interesse, podem continuar estudando à noite, estudando à distância. Fala-se que os Estados Unidos têm um nível ainda questionável porque a escola secundária americana não dá o suficiente valor às áreas cientificas. Os alunos fogem dessas áreas e o país tem perdido um contingente de alunos nas áreas profissionais ligadas às ciências exatas e até mesmo às ciências biológicas. E nessa competição internacional os países estão preocupados, e os Estados Unidos também. E com isso, eles estão fazendo um esforço para melhorar o nível de ensino. Como? Melhorando o professor, fazendo programas para reciclar as formações dos professores, cada estado melhorando o seu sistema de avaliação do professor.

Marcone Formiga - Qual é o modelo educacional que o senhor considera mais adequado, mais eficiente?

Heitor Gurgulino- É difícil, quando se vai fazer comparações, dizer qual é o melhor ou o mais adequado. Acho que cada país, em função da sua história, da sua cultura, da sua formação, dos recursos que dispõe, tem que procurar encontrar o seu modelo. O modelo japonês, pensando em termos de educação como um todo, é muito interessante, mas eles, no Japão, não estão contentes com o modelo, apesar de tudo, porque tem 1% de analfabetos. Hoje, o percentual de estudantes que chegam ao ensino superior, aqui no Brasil, está crescendo, mas ainda está muito baixo, mesmo comparado com os nossos vizinhos, como o Chile, a Argentina e o México. O Brasil ainda tem que aumentar muito o contingente de alunos no ensino superior, e sem falar nos Estados Unidos. O Brasil tem um percentual de alunos na ordem de 10%, na faixa dos 18 aos 24 anos, matriculados no ensino superior. Um Plano Nacional de Educação, aprovadoainda no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, e no governo do presidente Lula, visa triplicar esse número. Nós devíamos, realmente, ter quatro milhões e talvez estar com 12 milhões de alunos no ensino superior, hoje, que ainda seria um percentual relativamente baixo quando comparado aos Estados Unidos.

Instituições de Ensino Superior

Anúncio de demissões evita intervenção na PUC
Fonte: O Estado de São Paulo

06/01/2006 - O anúncio do corte imediato de pelo menos 20% da folha de pagamento dos professores fez com que a reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maura Bicudo Véras, conseguisse evitar, ao menos temporariamente, uma intervenção na instituição pelo cardeal d. Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo.
O agravamento da crise financeira da universidade fez com que o cardeal ameaçasse nomear um interventor para a administração, mantendo Maura no cargo, mas sem a autonomia atual - o que assustou alunos, professores e funcionários.
Segundo a reitora, após apresentar ao cardeal, na quinta-feira à noite, a decisão de fazer os cortes imediatamente e mobilizar o Conselho Universitário para ajudar no processo, d. Cláudio concordou em esperar mais um pouco para ver os resultados, que precisam ser obtidos até fevereiro. “Dezembro já acumulamos mais um déficit. O prazo é a nossa emergência”, disse ela.
“Tinha combinado com d. Cláudio de ir aos bancos e dizer que nós vamos pagar nossas dívidas, mas que não podíamos ter feito ajustes na folha dos professores antes por causa do ano letivo. Respeitamos os resultados, mas respeitamos o processo”, disse a reitora nesta sexta-feira.
Agora, a demissão de professores, que estava começando - cerca de 70 haviam sido indicados para o corte - será intensificada nos próximos dias.
Pressão de bancos
A possibilidade de intervenção foi cogitada pela pressão dos bancos que emprestaram R$ 82 milhões para a universidade em agosto - em uma operação de renegociação e prolongamento do prazo para pagar a dívida que acumulada há décadas.
Na segunda-feira, o cardeal deu dois dias de prazo para Maura adotar medidas para acabar com o déficit mensal de R$ 4 milhões da PUC. Com as ações tomadas até agora - extinção de setores, corte de funcionários, terceirizações, expansão de vagas e abertura de novas unidades - conseguiu-se chegar a pouco menos de metade do valor necessário.
Atualmente, a PUC-SP tem cerca de 1.870 professores, 50% deles doutores, que respondem por 76% da folha total de pagamento. A redução incluirá, além das demissões, uma modificação no contrato de trabalho, aumentando o número de créditos dados por alguns e reduzindo as horas-aulas de outros.
Além disso, para ajudar a reduzir o déficit, serão tomadas mais medidas em setores administrativos. O objetivo é reduzir gastos e enxugar onde for possível. “O limite é não prejudicar a vida acadêmica essencial da universidade”, complementa a reitora.
Para tentar aumentar a arrecadação, a PUC aposta no aumento da prestação de serviços, na criação de mais unidades - em Barueri e talvez no centro de São Paulo - e na abertura de cursos tecnológicos com duração de 2,5 anos para o segundo semestre do ano que vem.

Instituições de Ensino Superior

Laboratórios são estímulo à pesquisa
Fonte: Universia

06/01/2006 - Conheça alguns dos laboratórios e centros de pesquisa brasileiros que têm obtido destaque, inclusive em âmbito internacional, e, ainda, aqueles com grande potencial de crescimento.

Nos últimos anos, a pesquisa brasileira tem conquistado avanços expressivos. Prova de seu progresso são o grande número de defesas de teses de doutorado - só em 2005 foram cerca de 9.000; o avanço nas alternativas de estímulo a projetos de pesquisa, tanto por parte dos órgãos públicos como da iniciativa privada; e, ainda, segundo especialistas, uma aproximação mais efetiva entre universidade-empresa, dando vida a iniciativas inovadoras de interesse da sociedade.
Com objetivo de ressaltar o crescimento de um setor tão primordial para o avanço do Brasil o Universia preparou material especial que, dividido em etapas, trará a você, leitor, contato com informações sobre os principais projetos que contribuem para esta evolução, dando ênfase aos laboratórios e centros de pesquisa mais competitivos, como, também, aqueles que têm grande potencial de crescimento. Você, jovem, que aposta na Iniciação Científica, pode descobrir diferentes oportunidades em sua área de estudos, além de novos rumos para direcionar sua carreira. Confira!

Instituições de Ensino Superior

Metodista e UniABC: novo vestibular
Fonte: Diário do Grande ABC

06/01/2006 - A Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), com três campi em São Bernardo, e a UniABC (Universidade do Grande ABC), em Santo André, abriram inscrições para preencher as vagas remanescentes do primeiro semestre de 2006. É a chance para quem quer iniciar um curso superior já no início deste ano.
A prova do novo processo seletivo da Metodista será no dia 14 deste mês, às 13h, e deve ser feita digitalmente. A inscrição (R$ 30) pode ser feita até o dia 13, no campus Rudge Ramos, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e também no sábado, das 9h às 13h. O resultado será divulgado no dia 17 deste mês, no site da instituição.
As inscrições na UniABC serão aceitas até o dia 20 deste mês. A taxa para o novo vestibular é de R$ 20. A prova será realizada no dia 22, das 14h às 17h. As inscrições podem ser feitas pessoalmente no campus da instituição ou pela internet. No ambiente virtual, os candidatos terão prazo maior: poderão se inscrever até o dia 21.
Unicamp – A Universidade Estadual de Campinas divulga hoje a lista dos aprovados para a segunda fase do vestibular, no site da instituição. Além da classificação, os estudantes podem conferir as notas obtidas na primeira prova (questões e redação), e a relação candidato/vaga para a etapa decisiva. Desta vez, Arquitetura, Medicina e Farmácia estão entre os cursos mais concorridos.
A segunda fase do vestibular 2006 da Unicamp começa no próximo dia 15 e vai até o dia 18. Para algumas carreiras específicas, as provas de aptidão serão realizadas entre os dias 23 a 26 deste mês. Os locais das provas também podem ser consultados no site do processo seletivo. No dia 9 de fevereiro, a universidade divulgará a lista dos aprovados na primeira chamada e a respectiva lista de espera.
Teologia – O Instituto de Teologia da Diocese de Santo André recebe inscrições até o próximo dia 20 para o processo seletivo que será realizado no dia 23, às 19h. As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, na sede da instituição.

Metodista: campus Rudge Ramos (rua Alfeu Tavares, 149, São Bernardo). Site: www.metodista.br ou ainda pelo telefone 4366-5555.

UniABC: avenida Industrial, 3.330, bairro Campestre, Santo André. Site: www.uniabc.br ou ainda pelo telefone 0800-0194233.

Instituto de Teologia: avenida Príncipe de Gales, 667, Vila Príncipe de Gales, Santo André. Informações: 4992-0493.

Unicamp: www.comvest.unicamp.br

Instituições de Ensino Superior

Novo reitor da Universidade Federal de Goiás toma posse hoje
Fonte: Panorama Brasil

06/01/2006 - O ministro interino da Educação, Jairo Jorge, dá posse ao reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, nesta sexta-feira (6), em cerimônia às 10 horas na Sala de Cristal do ministério. Engenheiro agrônomo, Madureira formou-se em 1984 na UFG.
Na mesma instituição de ensino, cursou mestrado e doutorado em genética e melhoramento de plantas. Participou ainda de vários projetos de pesquisa e extensão e foi coordenador do curso de agronomia de 1996 a 1998. Como reitor, terá quatro anos de mandato, podendo ser reconduzido uma única vez ao cargo.

Instituições de Ensino Superior

PUC divulga aprovados e UTFPR inicia provas domingo
Fonte: Gazeta do Povo - PR

06/01/2006 - O ano virou e, mesmo assim, a maratona de provas ainda não terminou para alguns vestibulandos. Enquanto uns esperam pela lista de aprovados da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que será divulgada hoje, outros ainda revisam as matérias antes da prova da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ex-Cefet, que começa neste fim de semana.
Os cerca de 13 mil candidatos que participaram do processo seletivo da PUCPR descobrem hoje, às 11 horas, se garantiram uma das 7.790 vagas ofertadas pela instituição. O resultado será divulgado no câmpus do Prado Velho com direito a trio elétrico, banho de lama e barraquinhas dos centros acadêmicos com informações sobre os cursos. As matrículas ocorrem nos dias 12, 13, 16 e 17 de janeiro, com datas e horários específicos para cada curso o cronograma está no site da universidade (www.pucpr.br). Para os novos alunos, as aulas começam no dia 6 de fevereiro.

Tecnologia

A UTFPR, que inicia suas provas no domingo, realiza seu primeiro vestibular desde que a instituição ganhou o título de universidade. Este ano, 10.750 candidatos disputam as 1.813 vagas ofertadas em 41 cursos de Tecnologia, Engenharia e Ciências. As provas ocorrem de domingo a terça-feira, sempre com início às 9 horas e portões fechados às 8h45. Em Curitiba, haverá três locais de prova: a própria sede da UTFPR, o colégio Bagozzi, no bairro Portão, e o Colégio Estadual Pedro Macedo. As provas também ocorrem em Londrina, Maringá e nos câmpus da UTFPR em Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba, Medianeira, Pato Branco e Ponta Grossa. O candidato pode conferir o seu local de prova no site da instituição (www.utfpr.edu.br) usando uma senha que consta no comprovante de inscrição. O vestibulando deve levar o boleto bancário quitado ou o documento de isenção e um documento de identificação com foto. No primeiro dia serão realizadas provas de Redação, Português, língua estrangeira e Biologia. No dia 9, os candidatos resolverão questões de Física, Geografia e Química. No último dia ocorrem as provas de Matemática e História.

Instituições de Ensino Superior

Novo reitor quer implantar 120 laboratórios na Uneb
Fonte: Correio da Bahia

06/01/2006 - implantação de 120 novos laboratórios para atender aos cerca de 25 mil alunos da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) é o maior desafio do novo reitor, Lourisvaldo Valentim da Silva, que recebeu o cargo oficialmente, no início da noite de ontem, da antiga reitora Ivete Sacramento. A transmissão aconteceu no salão nobre da Uneb, no Cabula, e mobilizou centenas de membros da comunidade acadêmica, integrantes dos movimentos sociais que têm proximidade com a instituição, alunos e admiradores do professor. Também tomou posse a vice-reitora Amélia Tereza Maraux.
Dentre os representantes da sociedade civil estava a índia Zabelê, 72 anos, que pertence à aldeia Tibá, situada na região de Prado, sul do estado, dentro da área do Parque Nacional do Descobrimento. A aldeia está incluída nos projetos de extensão da Uneb e receberá a Oca Cultural este ano. O espaço servirá para a implantação de projetos de educação e, assim, fortalecer a revitalização cultural dos cerca de mil índios que vivem na região.
A secretária de Educação, Anaci Paim, e o secretário de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (Secomp), padre Clodovéo Piazza, representaram o governador Paulo Souto na cerimônia. Essa proximidade da universidade com os movimentos sociais é muito importante para ambas as partes. Primeiro, porque os estudantes têm a possibilidade de aplicar e desenvolver projetos acadêmicos nesses locais e, assim, ajudar as populações carentes a se desenvolver socialmente, afirmou Piazza.
Valentim assume a reitoria da maior universidade do estado depois de oito anos à frente da pró-reitoria de extensão e de ter sido eleito com 70,96% dos votos. Para financiar a construção dos laboratórios, assim como a melhoria física das unidades pertencentes à instituição, o novo reitor pretende lançar mão de parcerias com os governos estadual e federal, além de empresas privadas.
O trabalho já vinha sendo desenvolvido pelo professor durante sua gestão na pró-reitoria e resultou em uma ampliação significativa da instituição junto a comunidades carentes. Assim, a Uneb se destacou por ter a pró-reitoria que mais captou recursos dentre as universidades do país. Foram as parcerias com os ministérios, secretarias de estados, empresas, fundações que permitiram esse trabalho. A mesma coisa, vamos fazer na reitoria, concluiu.

Instituições de Ensino Superior

Uesc e Fundação Palmares assinam acordo
Fonte: Correio da Bahia

06/01/2006 - Um termo de cooperação firmado entre a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (Minc), promete um salto qualitativo nos estudos sobre a cultura afro-brasileira na Bahia - mais precisamente, no sul e extremo sul do estado. O acordo, por enquanto, é apenas um primeiro passo para que ações efetivas sejam promovidas e recursos do Minc aportem na instituição de ensino. Por isso, o documento que assinamos não contempla nenhum valor a ser investido. Trata-se, na verdade, de um `guarda-chuva´ em que abrigaremos os projetos específicos que vamos desenvolver, com o apoio da Palmares e do ministério, explica o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Uesc, Diego Frias.
O dirigente acadêmico estima que, já a partir de janeiro, os setores da universidade envolvidos no tema devem se reunir para definir quais os projetos e ações que terão prioridade na cooperação. Em abril e maio, já devemos estar fechando os primeiros contratos e convênios, prevê. Segundo Frias, serão implementadas, por exemplo, atividades de intercâmbio entre profissionais e docentes, e ações destinadas a preservar o patrimônio e as manifestações culturais dos afrodescendentes da região. Pelo acordo, Uesc e Fundação Palmares se comprometem a estimular e fortalecer o respeito às diferenças étnicas e culturais, apoiar o combate ao preconceito e discriminação racial, e desenvolver ações voltadas para a melhoria das condições de vida e dos indicadores sociais das comunidades negras urbanas e rurais e de remanescentes de quilombos na costa do cacau.
Como defende o professor Ubiratan Castro de Araújo (presidente da Fundação Cultural Palmares), não há apenas uma cultura afro-brasileira. Existem diferentes culturas afro-brasileiras. E o que queremos fazer é esse mapeamento das manifestações e do patrimônio da região, esclarece o pró-reitor. Diego Frias adianta que os resultados de todas essas ações serão traduzidas em publicações impressas, vídeos, programas de rádio, peças literárias e outros meios de difusão. Estão participando diretamente dos estudos e iniciativas na Uesc o Departamento de Comunicação, o Núcleo de Estudos da Cultura Afro-brasileira Kawe e o mestrado em cultura e turismo.

Instituições de Ensino Superior

Unifesp de Guarulhos começa em agosto
Fonte: O Estado de São Paulo

06/01/2006 - As aulas no novo campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Guarulhos devem começar em agosto. Ontem, o prefeito Eloi Pietá se reuniu com o reitor Ulysses Fagundes Neto. O plano é abrir inicialmente 250 vagas, em Pedagogia, Filosofia, Ciências Sociais e História. O Ministério da Educação (MEC) já aprovou também a contratação de 40 professores.

Instituições de Ensino Superior

Mercury fecha parceria com Universidade de Administração de Singapura.
Fonte: MAXPRESS

06/01/2006 - A Mercury Corp., líder global em software para BTO (Business Technology Optimization), acaba de anunciar uma parceria com a Universidade de Administração de Singapura (SMU, Singapore Management University) para a formação da próxima geração de profissionais de TI da região Ásia-Pacífico. O acordo prevê a doação de US$ 1 milhão em licenças do aplicativo Mercury Performance Center e a criação de um curso de BTO na Faculdade de Sistemas da Informação da SMU.
Com esta iniciativa, as aulas sobre desempenho de aplicativos passam a contar com a abordagem de um centro de excelência. Os estudantes aprenderão o quanto o gerenciamento de demanda, projetos e recursos, assim como a redução de riscos, são importantes no desenvolvimento de aplicativos de missão crítica no atual ambiente de negócios. Por fim, o curso foi desenvolvido para dar aos estudantes de graduação o conhecimento e a experiência necessárias para obter resultados de negócios da TI.
Para isso, a SMU implantou a recém anunciada versão 8.1 do Mercury Performance Center, parte do Mercury BTO Enterprise. Os módulos de software existentes no Performance Center incluem o Mercury LoadRunner, Mercury Diagnostics, Mercury Tuning, Mercury Capacity Planning e o Mercury Global Management.
"O Performance Center 8.1 é fundamental para ajudar nossos estudantes seniores de negócios e TI a se prepararem para desenvolver e testar soluções para o mundo real. Nossos alunos serão os primeiros da região a utilizar este software como parte de seu curso" afirma o professor Steven Miller, decano da faculdade de Sistemas da Informação da SMU.
"A próxima geração de profissionais de TI desta região será capaz de realizar a conexão entre resultados de negócios e desempenho de aplicativos de TI para obter sucesso. Utilizar produtos Mercury vai ajudá-los a adotar iniciativas de BTO e melhores práticas quando forem graduados", diz Mike New, country manager da Mercury para a região Ásia-Pacífico.

Liderança

Há 15 anos a Mercury vem ajudando milhares de clientes a otimizar a qualidade e o desempenho de seus aplicativos. De acordo com a IDC, a companhia é a "líder incontestável" na entrega de aplicativos, com mais de 58% do mercado, cerca de três vezes mais que qualquer outro concorrente. A Mercury também está posicionada no quadrante líder no estudo "Application Quality Ecosystem, 2005: Leaders and Challengers", publicado pelo Gartner.
Sobre a Mercury - a Mercury Interactive Corp., líder global em software para BTO (Business Technology Optimization), tem o compromisso de ajudar seus clientes a otimizar o valor de negócio da Tecnologia da Informação. Fundada em 1989, a Mercury tem negócios em todo o mundo e é uma das maiores fornecedoras de software da atualidade. A Mercury fornece software e serviços para governança em TI, entrega e gerenciamento de aplicativos. Clientes de todo o mundo confiam nas ofertas da Mercury para gerenciar prioridades, processos e pessoas em TI, além de testar e gerenciar a qualidade e o desempenho de aplicativos críticos para o negócio. As ofertas de BTO da Mercury são complementadas por tecnologias e serviços de parceiros globais de negócios. Para mais informações, visite: www.mercury.com.

Instituições de Ensino Superior

Ucsal oferece `lato sensu´ em auditoria governamental
Fonte: Correio da Bahia

06/01/2006 - As exigências impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal serão abordadas no curso de especialização, lato sensu, em auditoria governamental, uma iniciativa da Universidade Católica de Salvador (Ucsal). Prevista para ter início em março de 2006, a especialização transita por disciplinas nos campos orçamentário e financeiro da gestão pública, tendo como público-alvo profissionais das áreas de administração, auditoria, contabilidade, economia, servidores públicos dos três poderes, além de professores universitários e outros profissionais de nível superior desejosos de ampliar os conhecimentos na área. As inscrições, abertas até o dia 27 de janeiro, visam o preenchimento de 40 vagas.
O coordenador do curso, Eribaldo Santiago de Oliveira, explica que a especialização em auditoria governamental tem a proposta de promover a atualização na área de conhecimentos técnicos, tais como a orientação sobre a correta aplicação da legislação. Os fatos que vêm acontecendo e são divulgados pela imprensa demonstram falta de conhecimento em auditoria governamental em diversos órgãos, declarou Oliveira, que também é chefe do Departamento de Contabilidade da Faculdade de Ciências Contábeis da Ucsal.
O curso traz disciplinas como direito administrativo, normas e procedimentos em auditoria, contabilidade pública, orçamento governamental, controles internos, auditoria governamental, Lei de Responsabilidade Fiscal, licitações, metodologia do ensino superior, além de um trabalho orientado de conclusão de curso, perfazendo uma carga horária de 405 horas/aula. A pós-graduação terá regime de aulas quinzenal, às sextas-feiras e aos sábados, com previsão de encerramento das atividades em um total de 18 meses.
A seleção dos candidatos constará de análise curricular e entrevista. Os interessados devem se dirigir ao Cepex, no campus da Ucsal da Garibaldi, munidos de duas fotos 3x4, mais originais e cópias do RG, CPF, diploma de curso superior, histórico escolar e currículo resumido. O horário de atendimento se estende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 21h, e aos sábados das 8h às 16h. A taxa de inscrição custa R$20, sendo que o investimento total no curso pode ser dividido em até 18 parcelas de R$340.

Instituições de Ensino Superior

IBM fecha parceria com Universidade de Mogi das Cruzes
Fonte: MAXPRESS

06/01/2006 - Programa capacita alunos da instituição na área de testes de software.

A IBM amplia seu programa de relacionamento com o público acadêmico e fecha parceria com a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Com o acordo, 22 alunos da instituição, matriculados nas graduações de Informática e Engenharia, participam de curso extra-curricular com 76 horas de duração. A primeira turma se formou em dezembro.
O programa visa levar para a sala de aula a vivência de profissionais que atuam no setor de Tecnologia, com foco no segmento de teste de software. Este primeiro treinamento foi realizado por funcionários da IBM, da área de SEA&T (Systems Engineering Architecture and Tests), nos laboratórios de informática da UMC.
"Nosso objetivo é possibilitar que o aluno esteja cada vez mais preparado para ingressar no mercado de trabalho. Além do conhecimento e das aulas práticas, com o sucesso do curso, também conseguimos que os estudantes tivessem a oportunidade de estagiar na própria IBM, o que foi muito gratificante", afirma Henrique Quintino de Oliveira, gestor dos cursos de informática da universidade.
Para este programa, os estudantes recebem material didático e certificado de participação e graças a colaboração da IBM, por meio dos seus funcionários, o curso pode ser oferecido por um preço muito abaixo do que é praticado no mercado. "Foi um valor simbólico para cobrir somente as despesas administrativas", comenta Oliveira.
O projeto também já tem candidatos para 2006. As novas turmas estão previstas para fevereiro. Desta vez, docentes da própria instituição educacional, que participaram do primeiro curso, serão os novos professores do programa. "Essa parceria também trouxe benefícios para a imagem da UMC, pois contribuiu com o nosso principal objetivo que é formar com qualidade e para as necessidades reais do mercado de trabalho", conclui.

Sobre a Universidade de Mogi das Cruzes

Com 43 anos de história, a UMC já formou mais de 100 mil profissionais, nas mais diferentes áreas. Atualmente são oferecidos 47 cursos em dois campus, um em Mogi das Cruzes e o Campus Villa-Lobos, em São Paulo. Nas duas unidades, estudam hoje 17 mil alunos. Inaugurada em 1962 pelo professor Manoel de Bezerra Melo, a Organização Mogiana de Educação e Cultura (Omec) possui setores avançados de pesquisa e oferece serviços comunitários a toda população por meio dos quais os alunos estão em permanente contato com a prática de sua profissão.

ProUni

Alunos do ProUni devem confirmar informações até fevereiro
Fonte: MEC

06/01/2006 - A partir do dia 9 próximo, os estudantes pré-selecionados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) devem comparecer à instituição de ensino superior na qual foram aprovados para comprovar as informações da ficha de inscrição. O prazo se estenderá até 3 de fevereiro. Os alunos precisam confirmar renda familiar por pessoa de até R$ 450,00 para a bolsa integral ou até R$ 900,00 para a parcial, além do estudo na rede pública ou em escola particular com bolsa integral.
A lista dos pré-selecionados para o ProUni foi divulgada nesta sexta-feira, dia 6, pelo ministro interino da Educação, Jairo Jorge da Silva (foto). Das 91,1 mil bolsas ofertadas neste primeiro semestre, 86 mil foram preenchidas, o que representa 94,4% do total. “O aumento de 130% dos inscritos em relação a 2005 e o significativo preenchimento das vagas nessa primeira fase mostram que o ProUni vem se consolidando e tem uma avaliação extremamente positiva”, declarou o ministro.
Jairo Jorge destacou, ainda, o crescimento da nota média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que passou de 61 pontos em 2004 para 67 em 2005. “Para efeito de comparação, os estudantes de escolas particulares tiveram média de 52 pontos. Isso mostra que os jovens selecionados têm mérito e capacidade, mas não tinham oportunidade”, afirmou. Motivados pelas bolsas de estudo, 2,2 milhões de alunos fizeram o Enem no ano passado, mais do que o dobro em relação a 2004.
O ProUni recebeu inscrições de 797.840 estudantes, número 130% maior do que em 2005. Cada candidato pôde se inscrever em até cinco cursos. Assim como no ano passado, a nota de corte do Enem para o programa foi de 45 pontos, numa escala de zero a cem. Mais de um milhão de estudantes tiveram desempenho suficiente para se candidatar ao ProUni.
O número de instituições que participam do Universidade para Todos também cresceu: de 1.142 em 2005 para 1.232 este ano. Das 91,1 mil bolsas oferecidas, 63.027 são integrais e 28.073, parciais. Outras 40 mil, aproximadamente, estarão disponíveis no segundo semestre.
Remanescentes — Para as 5,1 mil bolsas remanescentes — 5,6% do total ofertado — será aberto um novo prazo de inscrição, entre os dias 10 e 14 próximos, na página eletrônica do programa. O MEC vai divulgar, pela internet, as instituições e os cursos disponíveis nessa segunda fase. O resultado dos candidatos aprovados nessa etapa será anunciado no dia 16.
Segundo Celso Carneiro Ribeiro, diretor do Departamento de Modernização e Programas da Educação Superior do MEC, os 20 melhores colocados pela nota do Enem escolheram os cursos de medicina (14 candidatos), ciências da computação (dois), direito, engenharia elétrica, ciências biológicas e química (um por curso). “Vale lembrar que esses estudantes ainda precisam confirmar os dados da ficha de inscrição na instituição de ensino para garantir a bolsa do ProUni”, disse Ribeiro.
A primeira colocada na seleção, Ana Carolina Gaudard e Silva, 18 anos, atingiu 97,6 pontos no Enem. Moradora de Campos, Rio de Janeiro, obteve bolsa integral para a Faculdade de Medicina de Petrópolis. Após ter cursado o ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Campos, ela comemora a conquista, pois será a primeira pessoa da família a ter curso superior. “O ProUni é uma oportunidade sem igual para que jovens de baixa renda entrem na universidade e sigam seus sonhos”, afirmou.
Para seu pai, Washington de Oliveira e Silva, é uma realização familiar. “O ProUni veio democratizar o ensino superior porque as oportunidades ficaram iguais para todos”, afirmou.

ProUni

Centro-oeste tem quase 10% das bolsas do ProUni
Fonte: Diario da Cidade - MS

06/01/2006 - O governo Federal destinou 8.477 bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para a região centro-oeste. Para Mato Grosso do Sul, o governo Federal reservou 1.535 bolsas integrais, segundo divulgou ontem o Ministério da Educação (MEC). Outras 423 bolsas são parciais.
Mato Grosso terá 1256 bolsas integrais e 999 parciais; o Distrito Federal 952 e 1.242, respectivamente e o Estado de Goiás terá 1.636 bolsas integrais e 434 parciais.
São Paulo é o Estado brasileiro com o maior número de bolsistas, sendo 19.170 integrais e 8.701 parciais.A partir de hoje os candidatos à bolsa podem verificar a classificação no site do ministério: www.mec.gov.br/prouni

Ensino a Distância

Tudo sobre ensino a distância em um só lugar
Fonte: Comunique-se

06/01/2006 - Portal reúne as principais notícias sobre e-learning e é aberto ao público
Quem se interessa pelo mundo virtual e gosta de navegar pela internet em busca de novidades encontra tudo o que precisa no portal webAula (www.webaula.com.br). Especializado em ensino a distância, o portal tem as principais notícias e artigos, armazenados desde 2003, sobre e-learning. São mais de mil textos que podem ser encontrados através de uma robusta ferramenta de busca incorporada ao portal. O grande diferencial é que Professores, empresários, alunos ou apenas curiosos podem procurar o que precisam por palavras ou conjunto de palavras dentro dos documentos armazenados no próprio site . Os resultados aparecem em ordem cronológica de publicação.
O portal webAula já tem mais de setenta mil visitações por mês e é aberto a quem quiser se informar sobre o e-learning. O diretor de tecnologia da webAula S/A, Eduardo Amorim, explica que este mercado tem inovações constantes. “Quem quer se manter informado precisa estar sempre em busca de novidades e informações, pois a cada dia surgem novas idéias, novos cursos e novas tecnologias para quem quer aprender ou ensinar a distância”.
Sobre a webAula S/A - Joint venture dos grupos Zargon, de Belo Horizonte e Poliedro, de Brasília, vem ao longo dos últimos anos ampliando sua forma de atuação no mercado de ensino à distância e hoje é uma das poucas empresas que oferece uma solução completa de e-Learning, abrangendo os três pilares do ensino - Tecnologia, Conteúdos e Gestão do Conhecimento. É referência nacional em aprendizado remoto, sendo reconhecida com diversos prêmios e certificados, como Prêmio Candango, e-Learning Brasil 2002, 2003, 2004 e 2005, certificado ISO 9001:2000 e certificado do padrão SCORM pela ADL nos Estados Unidos.

Inovação

Universidades brasileiras investem em programas de duplo diploma
Fonte: O Liberal - PA

06/01/2006 - O que era exceção no ensino superior brasileiro há menos de cinco anos, o mundo globalizado está fazendo virar exigência. Universidades públicas - e poucas particulares - passaram a oferecer o chamado duplo diploma. Uma parte dos estudos é feita no Brasil e a outra, no exterior, quase sempre numa instituição francesa. O diploma de graduação é assinado pelas duas universidades e vale tanto lá quanto cá.
Os convênios são fechados entre cursos de uma mesma área dos dois países.
E prevê troca de estudantes - brasileiros podem estudar no exterior e vice-versa. Mas a proporção de quem vai e quem vem ainda é desequilibrada. Na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a pioneira na internacionalização, 300 alunos já fizeram parte do curso de Engenharia fora. Os programas existem desde 2001 e, desde então, somente 80 estrangeiros vieram para o País.
“Estamos cada vez mais atraindo alunos de escolas estrangeiras porque vêem os resultados dos nossos alunos lá”, diz o presidente da comissão de relações internacionais da Poli e membro da Comissão de Cooperação Internacional da USP, Adnei Melges de Andrade. Ele lembra que os primeiros convênios na Poli ocorreram por iniciativa dos franceses. Hoje, há parcerias com École Polytechnique e Écoles Centrales, entre outras.
A mais recente parceria na USP foi fechada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, e a francesa Pari-tech. É o primeiro duplo diploma no País em Engenharia Agrícola e começa este ano. São cinco vagas para cada lado e só alunos que já completaram o 3º ano podem se inscrever. Assim como nas outras instituições que têm duplo diploma, boas notas e um plano de estudo no exterior qualificam o candidato. “Na França, a agricultura familiar tem alta tecnologia. O Brasil tem culturas tropicais em larga escala. É uma troca de experiência importante”, diz a coordenadora do convênio na Esalq, Maria Lucia Vieira.

Ministério da Educação

Governo prepara a primeira avaliação da educação profissional
Fonte: Folha On Line

06/01/2006 - A primeira avaliação da educação profissional no país deve ser feita neste ano. O objetivo é ter uma radiografia do ensino.
Segundo o Ministério da Educação, elaborar um quadro geral de alunos e professores, identificar experiências bem-sucedidas, revisar currículos e avaliar a qualidade dos cursos são itens básicos a serem considerados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica na preparação do Saep (Sistema de Avaliação da Educação Profissional).
Grupo de trabalho criado para este fim tem até junho para definir as diretrizes da avaliação. Integram o grupo representantes dos ministérios da Educação, da Justiça e do Trabalho e Emprego, do Conselho dos Diretores das Escolas Técnicas Vinculadas às Instituições Federais de Ensino Superior, do Conselho Nacional das Escolas Agrotécnicas Federais, do Conselho Nacional dos Centros Federais de Educação Tecnológica e do Sistema S, composto por entidades como Senai, Sesi, Senac e Sesc.

Ministério da Educação

MEC quer apoio das instituições federais no combate à desigualdade social
Fonte: MEC

06/01/2006 - O ministro interino da Educação, Jairo Jorge da Silva, disse que o maior desafio da educação brasileira é o combate à desigualdade e à exclusão social e que as instituições federais devem assumir o seu papel nessa luta. O comentário foi feito durante a posse do reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil, nesta sexta-feira, 6, no edifício-sede do Ministério da Educação, em Brasília. “É fundamental recompor a relação do Estado com as universidades públicas, incentivando o protagonismo no enfrentamento da desigualdade social”, afirmou Jairo Jorge.
Ele comentou que o MEC está investindo em quatro frentes para consolidar o elo entre as partes: recuperação do custeio de manutenção das universidades – passou de R$ 543 mil em 2004 para cerca de R$ 1 milhão este ano; recomposição salarial de professores e funcionários – os técnicos administrativos tiveram aumento de 60%, em relação a 2002, e receberão este ano R$ 1.797; aumento no número de vagas no quadro docente – serão criados quatro mil novos cargos até julho; e expansão dos campi universitários no interior do país – ocorrerá em 19 instituições de 14 estados, com 125 mil novas vagas nos próximos cinco anos.
Convênio – O ministério também firmou um convênio com a Universidade Federal de Goiás para melhorar a qualidade dos campi de Jataí e Catalão. Serão investidos R$ 8 milhões na infra-estrutura e contratados mais 80 professores, 40 para cada unidade.

Ministério da Educação

Programas do MEC beneficiam alunos negros
Fonte: O Paraná

06/01/2006 - O Ministério da Educação desenvolve uma série de programas que ressaltam a diversidade étnico-racial e a inclusão educacional e ajudam a colocar o estudante negro na universidade. Um deles é o Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). Desenvolvido pelas secretarias de Educação Superior (SESu/MEC) e de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), cumpre acordo de cooperação firmado entre o MEC e os núcleos de estudos afro-brasileiros (Neabs), vinculados às instituições públicas de educação superior, federais e estaduais.
O programa está em fase de conclusão para liberar recursos referentes a 18 instituições aprovadas - nove estaduais e nove federais. Pela projeção dos técnicos, os trabalhos devem ser iniciados ainda este mês. O edital do Uniafro tem três eixos: acesso e permanência, com o envolvimento de alunos negros bolsistas em atividades acadêmicas; formação de professores, com cursos de extensão; e especialização, nos termos da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, e do Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE/MEC) que trata do ensino de história e da cultura africana e afro-brasileira.
A SESsu é tutora de três projetos no Programa Integrado de Ações Afirmativas para Negros (Brasil Afroatitude), do Ministério da Saúde. O programa oferece bolsas a alunos negros cotistas que participem de atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para sua manutenção no ensino superior. A secretaria acompanha os projetos das universidades estaduais de Mato Grosso do Sul (UEMS), de Minas Gerais (UEMG) e de Londrina (UEL).
Em agosto do último ano, o MEC lançou a segunda edição do Programa de Apoio à Extensão Universitária (Proext), com investimentos de R$ 6 milhões. Voltado para o desenvolvimento de políticas públicas de inclusão social, o programa financia cerca de 130 projetos de 49 instituições e atua em áreas remanescentes de quilombos.
Por iniciativa do MEC, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 3.627/2004, que institui reserva de vagas nas instituições federais de educação superior para afrodescendentes e indígenas.

Afroatitude

Os benefícios do programa Afroatitude são destinados a alunos cotistas de graduação que queiram pesquisar a relação entre a epidemia e questões sociais, econômicas e culturais dos afrodescendentes. A distribuição de bolsas acontece de acordo com os planos de ação apresentados pelas universidades participantes.

Ministério da Educação

MEC prorroga inscrições para controle de freqüência escolar
Fonte: O Liberal - PA

06/01/2006 - O prazo para o cadastramento de alunos, professores e escolas da educação básica no Projeto Presença, do Ministério da Educação, foi prorrogado até o dia 27 deste mês, informou a Secretaria Executiva de Educação (Seduc). O cadastro corresponde à primeira etapa do projeto, que se propõe a oferecer informações atualizadas sobre o ensino no País, ajudando a tornar as políticas públicas educacionais mais eficientes. O cadastro pode ser feito através do endereço eletrônico mec.gov.br">https://cadastroescolar.mec.gov.br.
Depois do cadastramento, será implantado o novo Sistema de Acompanhamento de Freqüência Escolar dos alunos dos ensinos fundamental e médio da rede pública. Segundo a técnica da Seduc Anamaria Matos, coordenadora do Projeto Presença, no Pará, o sistema vai permitir o acompanhamento, em tempo real, da freqüência dos estudantes na escola, com objetivo de garantir a permanência do aluno em sala de aula com medidas de combate à evasão, em parceria com as unidades de ensino. O monitoramento da freqüência ocorrerá por meio de um cartão, que será entregue a cada estudante.
Passadas as duas primeiras etapas, será experimentado em cidades-piloto o Censo Escolar 2006 em tempo real. A idéia é utilizar os dados atualizados, isto é, números referentes ao próprio ano da pesquisa e não com dados do ano anterior ao censo, como é feito atualmente. A expectativa é de que, a partir de 2007, com os dados atualizados, o governo federal consiga agir de forma mais rápida e precisa em vários programas educacionais, como Alimentação Escolar, Livro Didático e Transporte Escolar, e distribua melhor os recursos para a educação.
A secretária executiva de Educação, Rosa Cunha, alerta para a importância de que todas as escolas forneçam seus dados, pois caso a instituição não seja cadastrada, não receberá recursos federais. A última etapa do projeto corresponde à integração do Sistema de Freqüência Escolar com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). As informações coletadas estarão disponíveis para todas as escolas e secretarias municipais e estaduais de Educação.

Direito Educacional

Inadimplente não pode ir para o SPC
Fonte: O Liberal - PA

06/01/2006 - A inclusão de alunos e pais inadimplentes nos serviços de proteção ao crédito está se tornando prática comum das escolas em Belém. Entretanto, a medida está longe de ser consenso entre o órgão de defesa do consumidor e sindicatos e associações do setor. Se de um lado o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino garante que a prática é legal por se tratar de uma prestadora de serviço, por outro, o Procon recomenda que os pais procurem a Justiça para reverter a situação, já que o serviço de educação é considerado especial por ser uma concessão pública.
De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado do Pará (Sinep), Suely Menezes, este é um dos poucos recursos que as escolas têm para se resguardar em relação aos pagamentos em atraso que já ultrapassam 90 dias. “Já que não podemos fazer nada com relação ao aluno inadimplente, podemos fazer com o pai, que é o responsável por esta situação”, afirmou. Ela explica ainda que este procedimento é comum e adotado quando findam as negociações com a escola e a cobrança já passa para a esfera judicial. Mas, no entendimento do Procon, a inclusão do devedor no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa é tão ilegal quanto a retenção de documentos no ato da transferência escolar.
A diretora do Procon no Pará, Eliana Uchôa, explica que a medida expõe o devedor ao rídiculo e gera constrangimentos, qualificando-se uma prática abusiva incompatível com os princípios ideológicos estabelecidos no artigo 4º do Código de Defesa do Consumidor e amparado na legislação federal, que determina que o serviço educacional é reconhecido como público. “Além de inconstitucional, a prática é desnecessária, já que as escolas têm outros meios legais para cobrar a dívida, seja judicialmente ou administrativamente, impedindo a renovação da matrícula”, afirmou.
Ela conta que muitos pais sequer sabem dos seus direitos e isso faz com que poucas queixas nesse sentido sejam registradas pelo órgão. No ano passado, apenas uma universidade procurou orientação neste sentido.
No meio desta queda-de-braço está a Associação de Pais e Alunos Intermunicipal do Estado do Pará (Apaiepa). O órgão, que ainda não tem uma posição definida a respeito do assunto, afirma que esta é uma discussão que não está restrita ao Pará. “Em todo Brasil está se questionando a legalidade desta inclusão no cadastro de devedores, mas as leis são muitos diversas e confusas. Alguns entendem que sim; outros, que não. Então, orientamos os pais a nos procurarem para tentar intermediar o problema com a escola e, quem sabe abrir um canal de negociação”, orientou Hilton Durães, presidente da Apaiepa, ressaltando que as reclamações tendem a aumentar no início do ano.
“Quando começa o período de matrículas começam também os questionamentos. Muitos procuram orientações sobre como proceder para evitar que a inadimplência afaste o filho dos bancos escolares”, diz Durães.
Documentos - Apesar da inclusão na lista de devedores ser comum, a retenção de documentos continua sendo a líder de reclamações com relação às escolas no Procon. Só nesta primeira semana do ano, já foram registrados cerca de 15 atendimentos e duas queixas formais. O motivo é sempre o mesmo: pai que está em débito não consegue transferir o filho da escola porque a ressalva e o histórico escolar, necessários para matrícula, foram retidos.
“Esta é uma prática abusiva e que deve ser combatida. Esta proibição está na Lei Federal 9.870, de 1999, que aborda a inadimplência. Por isso orientamos aos pais que estejam nesta situação que nos procurem para que possamos fiscalizar estas escolas”, alertou Eliana, informando ainda que as fiscalizações estão sendo intensificadas neste período, chegando o Procon a visitar cerca de três escolas por dia.
Em 2005, o número de reclamações foi considerado alto. Foram registrados 114 atendimentos e 51 formalizações de denúncias. “Quando a pessoa chega para registrar a queixa é sinal que o canal de negociação com a escola já foi esgotado, e aí o melhor caminho é procurar seus direitos na Justiça”, orientou.

Direito Educacional

Reembolso da matrícula é direito do universitário
Fonte: A Tribuna - Baixada Santista

06/01/2006 - Quem se matriculou em uma faculdade e desistiu, antes do início das aulas para seguir o curso em outra instituição, tem direito ao reembolso do valor integral pago no ato da matrícula, conforme prevê o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor.
A única exceção é para os casos em que uma cláusula no contrato firmado com a universidade estabeleça multa por desistência.
Segundo o coordenador do Centro de Informação, Defesa e Orientação ao Consumidor (Cidoc) de Santos, João Carlos Vieira, essa é uma informação a qual todos os universitários devem estar atentos na hora de requisitar a devolução da matrícula.
De acordo com ele, após o estudante verificar se foi feito um contrato, é ‘‘suportável’’ que as universidades retenham uma porcentagem de até 20% do que foi pago no ato da matrícula. ‘‘Acima disso, é considerado abuso, cobrança excessiva ao consumidor, e ele pode reclamar seus direitos juducialmente’’, informa.
No entanto, segundo Vieira, esse valor não se refere a uma multa por desistência, mas sim por eventuais despesas administrativas da instituição, como envio e impressão de documentos.
O coordenador do Cidoc ressalta ainda que é necessário que o pedido de reembolso seja protocolado detalhadamente na secretaria da universidade. Após o encaminhamento por escrito, o estudante deve aguardar cerca de cinco dias úteis pela devolução.
Universidades
Em Santos, as principais universidades cumprem o que estabelece a legislação federal. A UniSantos, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que deduz 4% da semestralidade do valor pago na matrícula, quando o aluno desiste em favor de outra instituição.
A Unisanta, por sua vez, restitui 80% do valor da matrícula, desde que o aluno comprove o ingresso em outro estabelecimento do Ensino Superior até um dia antes do início das aulas, que começam em 31 de janeiro.
A Unimes também retém 20% como despesas administrativas, segundo a assessor, e efetua a devolução do restante após a comprovação do ingresso em outra instituição. A solicitação também deve ser feita até o último dia antes do ano letivo, também 31 de janeiro.
O mesmo procedimento é utilizado pelo Unimonte, que devolve 80% da matrícula até um dia antes do início das aulas, no dia 22 de janeiro.
Já o Centro Universitário Lusíada (Unilus) informou que restitui 80% do valor pago na matrícula.
Embora procuradas, a Unip e a Esamc não foram encontradas pela Reportagem para falar sobre o assunto.

Financiamento Estudantil

Bancos financiam material escolar
Fonte: Diário do Grande ABC

06/01/2006 - Às vésperas do período de volta às aulas, bancos e papelarias do Grande ABC travam uma guerra – cada um em seu segmento – para oferecer alternativas aos consumidores na compra de material escolar. Enquanto instituições bancárias direcionam linhas de financiamento para as despesas de início de ano – que também inclui pagamento de IPVA e IPTU –, o varejo busca estratégias próprias, como parcelamentos em até quatro vezes sem juros e descontos.
A rede de papelarias Nivaldir, de Santo André, decidiu colocar toda a linha de material escolar em promoção já na primeira semana de janeiro. Além de descontos no preço à vista, os produtos podem ser pagos em quatro parcelas sem acréscimo ou em dez vezes por meio de cartão de crédito.
“Temos boas opções de pagamento para o cliente que quer comprar tudo de uma vez, mas não quer pagar juros altos. Mesmo quem decidir entrar no financiamento de longo prazo, aqui vai pagar juros abaixo da média de mercado”, relata o gerente Luis Antonio Ferreira, da loja do Calçadão Oliveira Lima, em Santo André.
De olho nas vendas antecipadas, a papelaria Loja Nelson, em Santo André, também lançou parcelamento próprio. Em parceria com fabricantes e fornecedores, a empresa colocou todas as linhas de cadernos, fichários, mochilas e acessórios em promoção. “A estratégia é oferecer aos clientes alternativas de pagamento numa época de grandes despesas, como é o começo de ano”, argumenta a gerente Iraudete Rosa Vitor.
Bancos – Além das opções oferecidas pelas próprias papelarias, o consumidor não precisará garimpar o mercado se quiser outras alternativas de financiamento. Embora a maioria dos bancos não tenha linhas específicas de concessão de crédito para a compra de material escolar, há empréstimos pessoais que resolvem o problema. Além disso, as instituições bancárias têm produtos e serviços voltados ao pagamento das despesas de início de ano.
A Nossa Caixa, por exemplo, disponibiliza empréstimo de R$ 200 a R$ 10 mil para clientes e não-clientes. Os prazos e pagamentos variam entre seis e 24 meses, com juros de 4,25% a 6,96% ao mês. “Trata-se do Cred Mais Fácil, uma linha de financiamento que facilita o pagamento de tributos, em especial de material escolar e IPVA”, diz Francini Nogueira, coordenadora da Divisão de Estratégia Comercial de Varejo da Nossa Caixa.
Apesar de não possuir linha específica para esse fim, a Caixa também está de olho no período de volta às aulas. O banco intensifica desde dezembro a divulgação de empréstimos que se encaixam nas necessidades dos clientes para o começo do ano. Com juros de 2% a 6%, a instituição oferece crédito para pagamento de impostos, material e matrículas escolares.
Foco – Já o banco Banestes e a financeira Fininvest direcionaram os empréstimos para os gastos com escolas. No primeiro caso, o valor mínimo para empréstimo é de R$ 200 e o juro de 1,75% ao mês, com prazos que vão de dois a 36 meses. Entre as formas de financiamento do Banestes, destacam-se o consignado em folha, Crediserv (para servidores públicos) Credifácil (para clientes comuns) e Crédito Pessoal. A taxa mais barata é de 1,75% a 3,5% na consignação em folha, salta para 3% a 4% no Crediserv, 3% a 3,9% no Credifácil e 5,5% a 6,2% no Crédito Pessoal.
A Fininvest, por sua vez, lançou o Fininvest Educação, que financia os gastos com material escolar, mensalidades, cursos técnicos, graduação ou pós-graduação. Nesse caso, o valor financiado é mais alto e pode chegar a R$ 6 mil, que podem ser pagos em até 36 meses. A taxa mínima cobrada é de 3,9%.

Financiamento Estudantil

MEC concede bolsas a alunos estrangeiros
Fonte: MAXPRESS

06/01/2006 - Termina no próximo dia 13 o prazo para as instituições federais de ensino superior (Ifes) se inscreverem no Projeto Milton Santos de Acesso ao Ensino Superior (Promisaes), que concederá cerca de 500 bolsas de estudos para universitários estrangeiros. Até agora, só dez universidades federais se inscreveram no projeto, cujo edital, aberto em 16 de dezembro, pode ser acessado no endereço eletrônico www.mec.gov.br/promisaes . Nesta quarta-feira, 4, a Secretaria de Educação Superior (SESu/MEC) enviou ofício aos reitores reforçando o pedido para o preenchimento do termo de adesão.
O Promisaes oferece apoio financeiro, de um salário mínimo por mês, para estudantes estrangeiros, principalmente de países africanos. O auxílio, em 12 parcelas, ajuda a manter os estudantes no curso, uma vez que a maioria é de países e famílias pobres. Para participar do Promisaes o universitário estrangeiro deve fazer parte do Programa Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que, segundo dados do MEC, beneficiou cerca de três mil alunos de cursos de graduação das Ifes em 2005. Do total, 2.297 são de países africanos e a maioria de língua portuguesa.
Em 2005, cerca de 1.600 universitários de 34 países, principalmente da África, América Latina e Caribe, estavam matriculados em universidades brasileiras. Mais da metade em universidades da região Sudeste, 753 alunos; seguida da região Nordeste, 276; Sul, 344; Centro-Oeste, 154; e Norte, 62 alunos. A universidade com maior número de estrangeiros é a Federal do Rio de Janeiro, com 117 alunos, seguida da UnB, com 87 alunos.
Lista - As Ifes também terão até o dia 27 para enviar à SESu a lista dos pré-selecionados. É necessário preencher o Termo de Adesão, no endereço www.mec.gov.br/promisaes e enviá-lo, por fax ou pelos Correios, para o Ministério da Educação, Secretaria de Educação Superior (SESu), Departamento de Política de Educação Superior (Depes/SESu), Divisão de Assuntos Internacionais (DAI), Bloco L, Edifício Sede, sala 219, Esplanada dos Ministérios, CEP 70.047.903, Brasília - DF, fax 61-2104-9204.
Os selecionados não poderão estar cursando o último semestre letivo e nem receber outra bolsa de estudos ou exercer atividade remunerada, mesmo para fins curriculares. As universidades deverão fazer a pré-seleção dos bolsistas, segundo critérios como condição socioeconômica, rendimento acadêmico, freqüência e envolvimento do aluno em atividades acadêmicas. De acordo com o chefe do Departamento de Política da Educação Superior (Depes/SESu), Godofredo de Oliveira Neto, o MEC investirá R$ 3,1 milhões no Promisaes, em 2006. "O projeto fortalece relações e laços de cooperação entre o Brasil e países em desenvolvimento", diz. Segundo ele, o Promisaes responde ao compromisso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de contribuir para a diminuição das desigualdades sociais no mundo.
Milton Santos - O Promisaes leva o nome de Milton Santos, um dos maiores geógrafos brasileiros. Negro, neto de escravos, baiano de Macaúbas, Milton Santos trabalhou na Universidade de São Paulo (USP). Seus pais, professores primários, o alfabetizaram em casa. Em Salvador, custeava os estudos ensinando geografia. Estudou e lecionou em vários países. Escreveu mais de 40 livros, traduzidos para diversas línguas. Sua obra é referência para a compreensão do mundo atual.

Financiamento Estudantil

Universidade: inscrições para o Bolsa Universidade vão até o dia 15
Fonte: Info Money

06/01/2006 - Quem quiser concorrer a uma das bolsas de estudo integrais oferecidas pelo Bolsa Universidade deve se inscrever até o próximo dia 15, através do site do programa Escola da Família.
Os alunos contemplados com 100% de gratuidade no custeio de seu curso devem dedicar seus finais de semana ao programa Escola da Família, totalizando 16 horas junto às escolas públicas estaduais e municipais conveniadas.

Requisitos para se candidatar

Para poder se candidatar, o interessado deve ter concluído o ensino médio na rede estadual ou municipal paulista (onde deve ter estudado por, no mínimo, 3 anos) e estar regularmente matriculado em algum curso de graduação em uma das 339 Instituições Privadas de Ensino Superior conveniadas ao Programa.
O estudante não pode estar recebendo outro benefício para custeio da mensalidade e deve ter interesse e disponibilidade em participar das atividades desenvolvidas nos fins de semana.

Mais sobre o Bolsa Universidade

O programa já beneficia cerca de 30 mil jovens, que contribuem para diminuir a violência no entorno das escolas, pois a comunidade tem a chance de se reunir e desenvolver diversas atividades recreativas nas instituições de ensino da rede pública aos fins de semana.
O custeio das mensalidades é feito pelo Estado e pela própria faculdade. Metade do valor, desde que não exceda R$ 267/mês, é pago pelo Governo de São Paulo. A outra metade é financiada pela própria instituição de ensino superior.
Além de reduzir drasticamente a inadimplência, os universitários contribuem com a comunidade local e obtêm uma preciosa experiência profissional antes mesmo da conclusão do curso.
O Programa é realizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, a Unesco, o Instituto Faça Parte - Brasil Voluntário, o Instituto Ayrton Senna, 339 Instituições de Ensino Superior e mais 134 municípios. Mais informações podem ser obtidas pela Internet ou através do telefone 0800 77 000 12.

Geral

Segunda fase da Fuvest começa no domingo
Fonte: Folha On Line

06/01/2006 - A segunda fase do vestibular da Fuvest começa no próximo domingo (8). As provas de aptidão e de habilidades específicas serão realizadas entre os dias 10 e 13.
No domingo, acontece o exame de português e redação para os 31.104 convocados.
Na segunda-feira (9), o dia é dos exames de história e química. Terça (10), é a vez de geografia ou biologia; quarta (11), de física; e, por último, na quinta-feira (12), acontece a prova de matemática.
A lista de aprovados será divulgada dia 8 de fevereiro, e as matrículas deverão ser feitas nos dias 13 e 14.
A primeira fase foi disputada por mais de 170 mil pessoas. O número de candidatos aumentou 10,34% em comparação com o ano passado. Do total, 12.629 são treineiros.

Geral

Uece leva cursinhos para o Interior
Fonte: O Povo - CE

06/01/2006 - Mirele Brandão da Silva, 17, concluiu o Ensino Médio em 2005 no Eusébio, a 29 quilômetros de Fortaleza, e da primeira vez que prestou vestibular foi aprovada na primeira fase de duas universidades de Fortaleza. Ela passou para Pedagogia na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e História na Universidade Federal do Ceará (UFC). Moradora da localidade de Jabuti, ela, ao mesmo tempo que cursava o 3º ano, participou do curso preparatório para o vestibular promovido pela Uece por seis meses, o Uecevest, e afirma que se surpreendeu com seu desempenho na primeira etapa.
Assim como Mirele, outras 360 pessoas de diferentes faixas etárias foram atendidas pelo Uecevest no Eusébio em 2005.2, a primeira experiência do cursinho no interior do Estado. O trabalho foi desenvolvido em três localidades do município: Centro, Jabuti e Pedras. Ao todo, são 36 alunos que passaram na primeira etapa do vestibular de alguma universidade da Capital. Antônio Edésio Caetano, por exemplo, passou na Uece, UFC e ainda no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet).
De acordo com a coordenadora administrativa do Uecevest no Eusébio, Rejane Moreira, a experiência no município foi positiva. ""A organização foi ótima. O município deu muito apoio em todas as atividades"", disse, garantindo que a prefeitura do município já planeja a parceria para o segundo semestre deste ano. Para a pró-reitora de políticas estudantis e inclusão social da Uece, Maria Ercília Mota, o cursinho é uma atividade importante dentro da linha da inclusão social, pois ""colabora com a sociedade para que esses alunos tenham acesso à universidade, já que a maioria é de escola pública"".
Ercília afirma que o diferencial do cursinho da Uece está na equipe pedagógica, formada por professores da instituição, inclusive com titulações. São eles que orientam a equipe de professores do Uecevest, composta por estudantes da universidade, a mesma que leciona na capital, atendendo a 1500 alunos por semestre no Campus do Itaperi.
A preocupação da equipe de professores, de acordo com ela, não é restrita à transmissão de conteúdos, pois a meta é trabalhar também com a cidadania e auto-estima do aluno. No decorrer do cursinho, algumas pesquisas são realizadas com o objetivo de criar melhores condições de desempenho nos candidatos. Muitas vezes, o curso não visa apenas a preparação para o vestibular, mas também outras seleções e concursos.
Para este primeiro semestre de 2006 estão previstos acordos com pelo menos dois municípios: Maracanaú, que deve oferecer 500 vagas, e Horizonte, com 200. Ainda nesta semana haverá reuniões com estas prefeituras a fim de estabelecer a parceria e dar início às matrículas. As aulas devem ser iniciadas ainda em fevereiro.
Por enquanto, o Uecevest tem trabalhado com municípios mais próximos da Capital, por conta do deslocamento das equipes. No caso do Eusébio, o transporte era oferecido pela prefeitura do município. Mas segundo Ercília, ainda neste ano será discutida a possibilidade de as unidades da Uece no Interior assumirem o cursinho, proporcionando a preparação para o vestibular também em municípios mais distantes.

SERVIÇO:
Informações sobre o Efivest pelo número: 3101-9658.

Geral

Indústria do vestibular sofre com a redução de inscritos
Fonte: A Razão On Line

06/01/2006 - A coincidência com o vestibular da URGS e a seca que atingiu o estado são apontadas como principais causas Fernanda Meneghel
Todo ano, a cidade começa cedo a se preparar para receber os milhares de estudantes que se deslocam até Santa Maria para as provas do vestibular. Bares, restaurantes, hotéis... Diversos segmentos da economia local são alavancados nesta época do ano.
Se depender do ramo hoteleiro, entretanto, em 2006 o agito não deve ser tão grande. Segundo o diretor de hotéis da Associação dos Hotéis, Restaurantes, Agências de Viagem e Turismo de Santa Maria, José Rafael D’Império, a ocupação atual de 55% dos quartos disponíveis está muito abaixo dos números registrados em 2005.
“No ano passado, a menos de uma semana do vestibular já não tinha mais nenhum quarto disponível em hotéis da cidade. Acredito que a seca, que representou o empobrecimento de muitas famílias e a coincidência com a data do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul são as principais causas para uma queda tão significativa no número de inscritos para o concurso”, lamenta José Rafael.
Ainda de acordo com ele, a maioria dos vestibulandos opta por apartamentos duplos e triplos. A média de preço fica em torno de R$ 65,00 por pessoas, por noite, com café da manhã. Para quem pretende gastar menos, as casas de família e o camping são uma boa alternativa.
O registro de famílias para receber estudantes já é uma tradição no período de vestibular da UFSM. O cadastro é feito pela Comissão Permanente dos Vestibulares(Coperves), que repassa o contato destas pessoas para vestibulandos interessados. Segundo a coordenadora do Serviço de Assistência ao Vestibulando (Saves), Janaína Souza, a procura por esta opção de hospedagem também diminuiu muito este ano em comparação com 2005.
“O público-alvo deste tipo de serviço são estudantes que não moram em Santa Maria e não tem muito dinheiro para gastar. Com a data do vestibular coincidindo com o da URGS, muitos destes vestibulandos optaram por Porto Alegre e nem vieram para cá”, lamenta.
Os preços são variados, bem como as facilidades oferecidas pelos hospedeiros. Por R$ 15, o candidato pode ter uma cama para dormir e um local para tomar banho. Quem quer um pouco mais de mordomia, por R$ 50, famílias se propõem a oferecer todas as refeições do dia, além de transporte desde a chegada na rodoviária.
Mais informações sobre os locais de hospedagem podem ser obtidas em postos do Saves instalados nos Shoppings Monet e Santa Maria, no campus e na rodoviária. A Coperves ressalta que não se responsabiliza pela qualidade das acomodações e que o único papel da Comissão é botar o aluno em contato com a família hospedeira.
O camping do vestibulando oferece instalações de banheiro com água quente, por uma diária de R$ 5. Casas também podem ser alugadas no local pelo valor de R$ 10 por dia. Tanto para a área de barracas quanto para a ocupação das casas, é necessário que se faça um cadastro pelo telefone 3220 8160.

Número de ônibus será ampliado para transportar os vestibulandos

Mais de 30 ônibus estarão à disposição dos vestibulandos a partir das seis horas da manhã de terça-feira. Fique atento aos horários:

No início das provas: para quem optar pelo transporte público para chegar aos locais de prova, o número de ônibus será ampliado durante o vestibular. Fique atento aos horários das principais linhas:

UFSM - Centro: o primeiro ônibus parte da frente do banco Bradesco da Avenida Rio Branco às seis horas da manhã. A partir daí, até as oito da manhã, cerca de 25 ônibus farão o translado a cada cinco minutos.

A partir das 6h20, outras linhas sairão da Praça dos Bombeiros com a mesma periodicidade até as oito horas da manhã, quando as linhas se normalizam com saída da Vale Machado.

Na saída das provas, o número de ônibus na direção Centro - UFSM e UFSM-Centro também será ampliado. Mais informações sobre os horários do ônibus podem ser obtidas através do telefone 32208397.

Geral

Educação terá R$ 689 milhões no Pará
Fonte: O Liberal - PA

06/01/2006 - Vai para o setor de educação a maior parte do orçamento do Estado destinado à área da Promoção Social, em 2006, com um montante de R$ 689 milhões, informou o secretário especial de Promoção Social, Gerson Peres. E a determinação, de acordo com ele, é avançar ainda mais nas metas estabelecidas pela Agenda Mínima do governo. Os recursos deste ano serão voltados ao aumento da qualidade do ensino superior, ampliação do número de salas de aula para o ensino médio e à educação profissional, além de garantir a preservação do patrimônio histórico e criar novos espaços culturais no Estado.
Segundo o secretário adjunto da Seduc, Philadelfho Cunha, este ano devem ser construídas 200 novas salas de aula e reformadas outras 200 escolas espalhadas pelos 143 municípios do Estado. Ele ressalta que, com isso, o governo vai ultrapassar as metas estabelecidas na Agenda Mínima, que previa a construção de 200 novas salas de aula a cada ano. É que nos três últimos anos já foram construídas cerca de 700 novas salas de aula no Estado.
Na área de Promoção Social, cujo orçamento total é de R$ 930 milhões, também estão previstos vários investimentos. As obras irão consumir R$ 115 milhões do total do orçamento. No no ano passado, foram investidos R$ 44 milhões.
Segundo a gerente de Planejamento das áreas de Proteção e Promoção Social da Secretaria Executiva de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), Sandra Sampaio, a verba deste ano para promoção social é maior que a de 2005 - de R$ 748 milhões - devido ao aumento de receita do Estado.
Além da área de educação, os setores de cultura, ensino superior e esporte receberão, seguidamente, a maior parte dos investimentos. A Secretaria Executiva de Cultura (Secult) ficará com R$ 83 milhões. Para a Universidade do Estado do Pará (Uepa) foram destinados R$ 79 milhões, para a ampliação dos campi em Belém, Moju, Redenção e Santarém e a construção de núcleos universitários em mais quatro municípios.
A conclusão do Centro de Convenções do Pará é uma das prioridades do Estado em 2006. Será um espaço para feiras e eventos, não apenas locais, mas também nacionais e internacionais. Para o centro, estão previstos R$ 33 milhões. Outra obra, que também está em andamento, é a restauração da Catedral Metropolitana de Belém, com recursos no valor de R$ 9,6 milhões.
Também está garantida a construção da Escola de Trabalho e Produção (ETTP), no Distrito Industrial de Icoaraci, e outra em Marabá, no sul do Pará. O governo também inaugura a ETTP de Abaetetuba, que já está em funcionamento.
Três projetos importantes se destacam na área cultural: os dez anos da Feira Pan-Amazônica do Livro; os cinco anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz; e os dez anos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. A Secult promove, durante todo o ano, eventos que marcam essas datas. A cultura popular será contemplada com R$ 2,5 milhões para reforma e adaptação de todos os espaços da Fundação Cultural Tancredo Neves.

Geral

Mais mestres e doutores na escola
Fonte: Zero Hora - RS

06/01/2006 - Profissionais da educação já foram desprestigiados e sofrem com os baixos salários. Uma parcela deles parece estar dando a volta por cima.
Ao buscar uma pós-graduação, professores da rede privada aprimoram a atividade profissional, conquistam melhores salários e garantem qualidade de vida.
O que já se percebia em conversas com docentes da rede privada agora está confirmado por pesquisa. O interesse em fazer cursos de mestrado e de doutorado cresceu entre os professores de instituições privadas.
Segundo estudo do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS), 8,9% dos 750 docentes gaúchos entrevistados são doutores e 27,7%, mestres. Em 1999, apenas 2,9% tinham doutorado, e 18,9% mestrado. No Estado, há 27.818 professores no ensino privado.
Os salários acompanham o aperfeiçoamento cultural, principalmente para os educadores do Ensino Superior. A maioria dos professores universitários recebe entre R$ 2.501 e R$ 5 mil, bem acima do que ganham os demais - em geral de R$ 1 mil a R$ 2,5 mil.
Docentes preferem se dedicar exclusivamente a dar aulas
A pesquisa mostra que quase todos os professores ouvidos têm casa própria, carro, acesso à Internet e celular. Pagam plano de saúde, preferem se informar pelo jornal e têm na leitura o principal hábito de lazer. Eles trabalham em média 31 horas por semana e se dizem satisfeitos com a atividade.
Com boas condições de vida, estão preferindo se dedicar exclusivamente à profissão e não pensam em deixar a docência - 49% desejam estar dando aulas e ganhando mais no futuro. Para a maioria, o caminho é fazer pós-graduação.
A expectativa de permanecer na carreira é comemorada pelo diretor do Sinpro/RS, Marcos Fuhr, que destaca ainda o ganho em qualidade de ensino para os alunos. O estudo também constata que os docentes estão envelhecendo. Há seis anos, apenas 31% tinham acima de 41 anos. Em 2005, essa faixa representou 47,6% dos entrevistados.

Geral

Inca vai mapear o consumo de cigarro entre estudantes
Fonte: Correio da Bahia

06/01/2006 - Universitários serão o alvo das pesquisas realizadas este ano.

Todos os dias cem mil crianças se tornam fumantes regulares em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a realidade não é diferente. As últimas informações divulgadas pela Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola) revelam que cerca de 13% dos estudantes cariocas de 13 a 15 anos podem ser considerados fumantes freqüentes. A partir deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, pretende repetir o estudo em pelo menos uma capital a cada ano. Para 2006 também estão previstas pesquisas sobre uso de cigarro entre universitários de 18 a 24 anos.
A continuidade do Vigescola é fruto de uma parceria entre o governo federal e a Organização Pan-americana da Saúde (Opas). Este ano, o Inca realizará pesquisas com estudantes de ensino superior de universidades públicas e particulares em todo o país. Esse trabalho começará no Rio de Janeiro, com a entrevista, inicialmente, de alunos de cursos da área de saúde, como medicina e enfermagem.
A OMS considera fumantes regulares os jovens que fumaram pelo menos um dia no último mês. Segundo os resultados do Vigescola, esse percentual varia de uma capital a outra e entre meninos e meninas. Fortaleza apresentou o maior índice de garotos fumantes (27%). Em Porto Alegre, as garotas que fumam freqüentemente representam 24% das entrevistadas. Para a chefe da Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Almeida, o grande número de jovens fumantes resulta de uma combinação de fatores.
Em primeiro lugar, há uma certa tolerância social em relação ao consumo do cigarro pelos adolescentes. A maioria deles fuma em casa. E os comerciantes, por sua vez, não dificultam o acesso ao tabaco. Burlam a lei ao venderem cigarro para menores, observa. Ela lembra que grande parte das pessoas não tem consciência de que o cigarro pode comprometer a qualidade de vida dos jovens no futuro.
Um indivíduo é considerado dependente quando já fumou mais de cem cigarros ou cinco maços na vida. Quarenta e um por cento dos jovens pesquisados em Palmas (TO) e 37% Porto Alegre (RS) preenchem esse requisito. Quem começa a fumar cedo tem menos chances de abandonar o cigarro. Os adolescentes desenvolvem dependência mais rapidamente, já que o vício surge em um período que vai de seis meses a um ano de consumo.
Além de provocar um impacto no orçamento dos adolescentes, a médio prazo o fumo compromete a capacidade respiratória de seus usuários. Um fumante tem mais dificuldade para realizar atividades cotidianas como subir escadas ou praticar esportes. O cigarro aumenta a probabilidade de que esses jovens desenvolvam doenças cardiovasculares, respiratórias e vários tipos de câncer na vida adulta, como o de boca e o de pulmão.
Liz Almeida adverte que no caso das meninas, a situação é ainda mais problemática, por conta da questão reprodutiva. Se essas garotas começam a fumar cedo, será mais difícil parar de fumar durante uma gravidez. Mães que fumam durante a gestação têm filhos com baixo peso e correm risco de sofrerem aborto, alerta.

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Encontro discute controle do tabaco
Além de ser o responsável pelo Vigescola, o Inca coordenou em 2005 o Seminário Internacional de Estudos Qualitativos para o Controle do Tabaco na América Latina. O encontro aconteceu de 30 de novembro a 2 de dezembro do ano passado e propôs discutir que contribuição os estudos qualitativos podem oferecer para a vigilância do tabagismo em jovens. Outra proposta do evento foi debater um protocolo de pesquisa que orientará um estudo qualitativo sobre o hábito de fumar em estudantes do Brasil, México, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Esses países estão dispostos a tentar entender a influência das propagandas de cigarros sobre os jovens e saber onde eles estão vendo esses anúncios, já que a maioria dos entrevistados pelo Vigescola afirmou ter visto publicidade de cigarros nos últimos 30 dias. Resta saber quais são as brechas que a indústria tabagista encontrou para divulgar seus produtos. Queremos saber se ela está em novelas, filmes ou se ocorre em mensagens subliminares, questiona Liz Almeida.
Outros programas como o Vigescola recebem o apoio do governo brasileiro, desta vez na área de prevenção ao tabagismo. O Saber Saúde introduz a discussão do tabagismo nas disciplinas escolares. Basta a Secretaria de Educação do município ou estado solicitar, que o Inca envia treinamento e material para que o conteúdo seja desenvolvido. O Programa de Tabagismo Ambiental proíbe que as pessoas fumem em ambientes fechados como shoppings e bares. A medida procura inibir o comportamento dos fumantes e proporcionar qualidade do ar para os não-fumantes.

Geral

Livro na mochila, idosos partem para estudar no exterior
Fonte: Último Segundo

06/01/2006 - Eles têm mais de 60 anos, mas trocam os pacotes turísticos com hotel, guia e city tour pelos alojamentos de universidades e as hospedagens em casas de família. Preferem se aventurar em aulas de inglês, francês ou espanhol do que contratar um tradutor. Acostumados a pagar cursos de férias para filhos e netos, estão descobrindo que intercâmbio não tem limite de idade.
"Eu tinha comprado um programa de intercâmbio para a minha neta, mas ela tinha desistido porque entrou na faculdade. Aí voltei lá e perguntei se tinha limite de idade. Me falaram que com menos de 16 anos era preciso autorização dos pais. Eu falei: "não, limite para cima"", brinca Elvira Lima Gentil, de 75 anos. Aposentada, no ano passado ela passou três meses fazendo aulas de inglês e morando no alojamento de uma universidade em Nova York. "Fui com muito medo de como ia ser recebida por ser mais velha. Eu tinha idade para ser mãe do professor e avó dos alunos", conta.

Receio inicial

Passado o receio inicial, a viagem foi tão gratificante que fez com que Elvira retornasse em julho, levando junto a nora, de 45 anos, e a neta, de 18. Todas estudaram na mesma classe e ficaram no mesmo alojamento. "Sempre gostei de Nova York, ia aos musicais, gostava do visual, mas não entendia a língua. Agora troco e-mails em inglês com amigos que fiz do Japão e do Canadá", diz.
Experiências como a de Elvira começaram a aparecer com mais freqüência nas agências de viagens que trabalham com intercâmbios de férias, fazendo com que elas enxergassem nesses estudantes da terceira idade um nicho de mercado. "A demanda tem crescido. Tem aqueles que chegam para dar de presente uma viagem para os netos, outros que descobrem cursos na internet e aqueles que viajam bastante e procuram alguma coisa diferente", diz Luisa Vianna, supervisora educacional da Central de Intercâmbio.

Adaptações

Os programas para esse público não diferem dos feitos para adolescentes. As agências e escolas fazem apenas adaptações. Nos programas para universitários, por exemplo, as escolas combinam as aulas, que acontecem no período da manhã, com visitas a empresas e escritórios, feitas à tarde. Para a terceira idade, a parte profissional é substituída por visitas a museus, teatros e pontos turísticos.
"Os programas foram redesenhados sem perder a experiência de estudante, porque vimos que era o que eles queriam. Eles não querem ficar separados, querem ter aulas com os mais jovens, sair com eles, ficar em casa de família. Percebemos que buscam a mesma sensação de descoberta que os jovens", afirma Marcos Calhari, diretor geral da EF no Brasil.

Roteiros

Segundo Calhari, os roteiros mais procurados são os de cursos de inglês nos Estados Unidos e Inglaterra e espanhol na Argentina ou Espanha. Mas as possibilidades de intercâmbios para terceira idade são mais amplas e incluem países como França, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, entre outros. Os preços variam bastante, dependendo do país e das atividades incluídas, mas podem ser encontrados a partir de US$ 700, sem contar a passagem aérea.
Outra diferença, e que acaba sendo uma vantagem tanto para escolas quanto para agências, é que por ser um perfil de cliente que não está mais estudando ou trabalhando, os intercâmbios podem ser feitos durante todo o ano, inclusive nos meses de baixa temporada.
"Eu nunca tinha viajado sozinha nem me dedicado a estudar uma língua. Achei que seria uma oportunidade, mesmo a essa altura da vida", conta a dona de casa Alice Medeiros, de 70 anos, que escolheu o mês de setembro para ir ao Canadá, pela diferença no preço. "Não sabia o que meu filho e minha neta iriam achar, mas foram os primeiros a me incentivar."

Geral

EUA asseguram que acelerou concessão de vistos a estudantes
Fonte: UOL Últimas Notícias

06/01/2006 - Os atrasos de semanas e meses acumulados após os atentados de 11-9 na concessão de vistos dos EUA para estudantes de outros países se reduziu para alguns dias, mas o Governo deve fazer mais, disse hoje o Departamento de Estado.
A secretária de Estado adjunta para Assuntos Culturais, DinaPowell, declarou que cerca de 97% dos estudantes que solicitamvisto, o recebem em questão de dois dias, e que foram criadas maisde 500 vagas nos consulados no exterior para atender a demanda.
Mais de 565.000 estudantes internacionais vão a centroseducativos nos EUA e aportam mais de U$13 bilhões à economia dopaís, mas os números caíram gradualmente desde os atentados de 11 desetembro de 2001.
Entre outras razões, isso se deve a um endurecimento dascondições para obter esses vistos, a oposição à política externaamericana entre a população de muitos países e a percepção de que osvisitantes podem sofrer discriminação nos Estados Unidos.
Segundo o Instituto de Educação Internacional, o número deestudantes estrangeiros matriculados em centros americanos nosúltimos dois anos caiu 2,4% e 1,3%, respectivamente.
Segundo Powell, "precisamos tornar público que nossoprocessamento de vistos melhorou, porque se continua ouvindo queixasa respeito. Temos que divulgar a mensagem de que trabalhamos parasolucionar estes problemas e damos as boas-vindas a estudantesestrangeiros".
A secretária de Estado adjunta indicou que as longas esperasafetam só o "diminuto" número de estudantes aos quais é precisorevisar sua solicitação, e inclusive nestes casos o prazo se reduziupara menos de 14 dias.
As declarações de Powell aconteceram por ocasião da realização no Departamento de Estado de uma reunião com os reitores de mais de umacentena de universidades para ressaltar a importância de acolherestudantes estrangeiros nos EUA para fomentar o entendimento entreas nações.

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