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Terça-feira, 15 de agosto de 2006
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Os artigos/opiniões são de inteira responsabilidade de seus
autores.
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Destaques - CM News
O salto que falta
Fonte: Veja - edição 1969
15/08/2006 - O pesquisador diz que o Brasil precisa aumentar o
número de cientistas no setor privado. É da união dessas forças
que nasce a inovação
"Mais do que as universidades, as empresas conhecem as demandas do
mercado"
Uma marca distintiva das nações mais inovadoras do planeta é o
fato de a esmagadora maioria de seus pesquisadores estar na
iniciativa privada. Esse não é o caso do Brasil. Por aqui, o
físico Carlos Henrique de Brito Cruz fez as contas e constatou que
a universidade é o endereço de sete em cada dez cientistas. Sobram
apenas três para as empresas. Alterar essa má distribuição da
massa cinzenta nacional é crucial para que o país cresça de forma
consistente, com base no conhecimento. "A pesquisa aumenta a
capacidade de inovação, permitindo que países e empreendedores
encontrem atalhos para usufruir vantagens competitivas no mercado
internacional", diz o físico. Brito Cruz, de 50 anos, é uma
referência no debate sobre a alocação de neurônios, pois conhece
os dois lados da moeda. Atual diretor científico da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi reitor da
Unicamp. No outro lado do balcão, trabalhou nos Laboratórios Bell,
um dos mais renomados centros privados de pesquisa mundial. A
seguir, trechos da entrevista concedida a VEJA.
Veja – Todos dizem que é importante inovar. Mas, afinal, o que é
inovação?
Brito Cruz – Uma empresa inova quando coloca no mercado, com
êxito, produtos, serviços ou processos que não existiam
anteriormente. Essa é uma inovação radical. É possível inovar
também modificando alguma característica de algo que já existe.
Chamamos de inovação tecnológica aquela que se baseia no
conhecimento científico para sua realização.
Veja – O senhor pode citar alguns exemplos de inovação?
Brito Cruz – Exemplos clássicos de inovação tecnológica são o
laser, o transistor e o computador pessoal. Eles foram realizados
por empresas e mudaram a nossa vida. No Brasil, o motor
bicombustível é um caso interessante. Ele foi desenvolvido quase
que simultaneamente, mas de forma independente, por várias
empresas automotivas. Isso porque houve estímulo oficial por meio
da redução de impostos. Outra vantagem das inovações: quem chega
primeiro ao mercado normalmente obtém os maiores ganhos.
Veja – Apenas 30% dos cientistas brasileiros estão em empresas.
Por que isso é ruim para a inovação?
Brito Cruz – Todos os países que construíram uma agenda de
desenvolvimento baseada no conhecimento têm distribuição oposta a
essa. Nos Estados Unidos e no Japão, a relação é inversa: apenas
20% dos pesquisadores estão nas universidades e os outros 80%, nas
empresas. Na Coréia do Sul, a iniciativa privada fica com 67%; no
Canadá, na França e na Inglaterra, com 60%. Isso é invariável e
quer dizer que esses países têm na indústria um lugar relevante
para a criação do conhecimento.
Veja – Mas como as empresas desses países conseguiram reunir
tantos neurônios na linha de produção?
Brito Cruz – Essa distribuição tem raízes históricas. Começou na
segunda metade do século XIX, com o surgimento da indústria
química na Alemanha. Ela estava fortemente baseada em inventores
que vendiam ou licenciavam suas criações para as empresas. As
companhias perceberam que seria mais eficaz ter seus próprios
pesquisadores e começaram a contratá-los. Isso aconteceu com a
Bayer e a Hoechst. Depois se ampliou para a Siemens, a GE, a AT&T
e a DuPont. Foi a pesquisa que tornou essas empresas gigantes
globais.
Veja – Agora, então, temos de atrair mais pesquisadores para a
indústria?
Brito Cruz – Sim, mas sem tirar os que já estão na universidade.
Eles exercem o papel importantíssimo de formar novas gerações de
pesquisadores. A estratégia correta é criar oportunidades para que
parte dos formados a cada ano possa trabalhar como cientista em
empresas. E temos de fazer isso com rapidez.
Veja – Formamos 10.000 doutores por ano. Isso é pouco?
Brito Cruz – Não. É um número competitivo. É similar ao da
Inglaterra, da Índia e da Coréia do Sul. Nesse caso, a fragilidade
brasileira não está no número, mas no perfil. Formamos poucos
doutores em engenharia e ciências naturais, áreas importantes para
o incremento da inovação.
Veja – Por que chegamos a esse placar tão dilatado de 7 a 3 para a
universidade contra a indústria?
Brito Cruz – Nenhuma empresa contrata pesquisadores e investe em
pesquisa à toa. Até os anos 90, a economia brasileira era muito
fechada. As indústrias estavam pouco expostas à competição
internacional. E esse é um fator desestimulante para a pesquisa.
Sem concorrência, ninguém precisa avançar. A Coréia do Sul foi
movida por princípio oposto. Considerou o mundo como um mercado a
ser conquistado e se abriu. Hoje, tem empresas entre as mais
inovadoras do planeta. No Brasil, tivemos ainda uma inflação
estratosférica, que também inibiu os investimentos em produção e
pesquisa.
Veja – Sob o ponto de vista da inovação, o que prejudica o
ambiente empresarial no Brasil?
Brito Cruz – Problemas como a abertura e a instabilidade já foram
relativamente contornados. Mas juros e principalmente a limitada
confiança que as empresas podem ter nas regras são barreiras
importantes. Os empresários precisam de mais segurança para
aplicar recursos em pesquisa porque a maturação desse investimento
é de longo prazo. Como fazer uma aposta pensando longe com regras
que mudam a todo momento?
Veja – Muitos acadêmicos odeiam o lucro, ainda têm ojeriza ao
capitalismo e detestam o mercado. Esse tipo de postura também é um
obstáculo à pesquisa privada?
Brito Cruz – Nos últimos vinte anos, houve uma mudança de atitude
fortíssima nas universidades. Elas perceberam que interagir com a
empresa pode ser bom. Mas o fato é que a academia tem a função de
educar e avançar o conhecimento. Mais do que as universidades, as
empresas conhecem as demandas do mercado.
Veja – Mas esse tipo de postura criou a idéia de que o grande
cientista está na academia. Nas indústrias, os pesquisadores
apertam parafusos.
Brito Cruz – O que é uma idéia totalmente equivocada. A liberdade
acadêmica é valiosa, mas é possível um cientista se realizar
plenamente num laboratório industrial. Vários prêmios Nobel foram
dados a pesquisadores do setor privado. Muitos laboratórios
industriais se dedicam a criar um ambiente intelectual cativante,
igual ao das melhores universidades, o que é fundamental para a
pesquisa. Temos exemplos interessantes na Microsoft Research e nos
Google Labs.
Veja – Como incentivar a inovação no Brasil e atrair mais cérebros
para a indústria?
Brito Cruz – Primeiro, as empresas brasileiras têm de ver o mundo
como um mercado. Têm de se abrir. A exposição no comércio
internacional, um ambiente competitivo em que vencem as melhores
idéias, é fundamental para a inovação. Por outro lado, o Estado
deve realizar um conjunto de ações para estimular as empresas.
Isso se faz reduzindo o risco intrínseco da atividade de pesquisa.
Veja – Como se reduz esse risco?
Brito Cruz – Em várias frentes. É preciso oferecer um bom sistema
universitário, capaz de formar bons profissionais. Isso a empresa
não vai fazer. Outro ponto é assegurar a propriedade industrial. O
Brasil, nesse campo, tem muito chão a percorrer. O caminho começa
pelo registro de patentes, que é lento e problemático. Foi
impressionante o fato de o Instituto Nacional da Propriedade
Industrial (Inpi), no qual são registradas as patentes, não ter
tido um presidente durante o primeiro ano e meio do governo Lula.
Teve apenas um interino. Ninguém vai investir em pesquisa sem ter
a certeza de que a legislação e o sistema jurídico vão lhe
garantir o benefício de ter sido o primeiro a criar alguma coisa.
Veja – Quais as outras frentes?
Brito Cruz – É preciso que haja estímulo do governo à pesquisa. O
país tem de achar um jeito de fazer isso sem perder a eficiência e
o clima de competitividade. Outras nações acharam. A subvenção é
fortemente utilizada nos Estados Unidos e na Europa. É feita, por
exemplo, por meio de compras públicas. O termo correto é
encomendas tecnológicas. É isso o que acontece no programa
espacial americano. Esse tipo de projeto, além de mandar para o
espaço um foguete, tem o mérito de desenvolver a tecnologia da
indústria local. As empresas aprendem a fazer coisas que,
posteriormente, serão usadas por aqui. Foi assim que surgiram
dezenas de inovações, como o sistema de GPS (Global Positioning
System).
Veja – Não é difícil para um país como o Brasil fazer esse tipo de
encomenda?
Brito Cruz – O Brasil já fez algo parecido com a Embraer. A Força
Aérea encomendava aviões não só para aumentar a sua frota, mas
para criar um fabricante de aeronaves. O Proálcool também
incentivou a pesquisa. Por mais polêmicas que iniciativas desse
tipo tenham sido, precisamos encontrar uma maneira razoável de
realizá-las hoje de forma que o consumidor seja beneficiado.
Veja – O tema inovação já é parte importante da agenda do país?
Brito Cruz – Começou a entrar na agenda oficial em 1999. Antes
disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia considerava a pesquisa
um patrimônio da universidade. Isso começou a mudar. O governo
Lula, felizmente, não jogou fora o que vinha sendo feito na
administração anterior. Hoje, a política para inovação começa a
ser maior do que os governos. Passa a ser de Estado. O nosso atual
problema é que a velocidade ainda é muito baixa. Temos de acelerar
esse processo.
Veja – Intervenções ideológicas como a realizada pelo PT na
Embrapa também atrasam o país nessa tentativa de inovar?
Brito Cruz – Certamente. O que aconteceu na Embrapa foi muito
ruim. Houve uma tentativa de sindicalizar a instituição. Isso foi
um erro brutal. Tudo com base num antagonismo ideológico existente
no atual governo contra a palavra agronegócio. Esse antagonismo
ainda existe, mas parece que, em função da necessidade de
resultados que beneficiem o contribuinte, uma parte do governo
parou de falar mal do agronegócio. Percebeu que é ele que exporta,
produz, gera emprego, comida mais barata. O pior é que o problema
na Embrapa não acabou. A instituição ainda sofre com um orçamento
limitado. Isso desarticulou um sistema vital para o país. A
pesquisa agropecuária no Brasil depende muito de organizações
estaduais articuladas pela Embrapa. Mas a entidade perdeu sua
capacidade de articulação.
Veja – O Brasil já perdeu o trem da evolução tecnológica em áreas
como a microeletrônica. Qual é o trem que estamos perdendo desta
vez?
Brito Cruz – Na verdade, como as mudanças são muito rápidas e
existem atalhos, esses trens podem passar de novo. Por isso a
pesquisa nas empresas é importante. Mas existe uma locomotiva
imensa, escancarada na nossa frente: a geração de energia por meio
de fontes renováveis. No caso específico do Brasil, a produção de
etanol. É um fato incomum na vida brasileira o país ocupar a
liderança numa atividade científica e tecnológica. E, hoje, somos
líderes nesse campo. Isso é tão raro que estamos enfrentando
dificuldade para tratar desse assunto.
Veja – Que cuidados o país tem de tomar?
Brito Cruz – Nossa vantagem no etanol não foi construída só pela
sorte ou pelo clima. Somos líderes nesse ramo porque conseguimos
criar uma tecnologia inovadora. Mas precisamos intensificar a
pesquisa, senão seremos superados. O mundo, premido pela escassez
de petróleo, já presta muita atenção no Brasil. Os outros países
estão em busca de alternativas. E vão encontrá-las.
Veja – Os americanos já testam transgênicos para produzir etanol a
partir da celulose. Esse produto pode rivalizar com o álcool
brasileiro?
Brito Cruz – Os americanos vêm investindo nessa rota, e já
aprenderam muito. Têm empresas com plantas-piloto de etanol da
celulose, mas ainda não conseguiram resultados economicamente
competitivos. Mas conseguirão. É por isso que o Brasil deve
caminhar rapidamente.
Veja – Em que direção o Brasil deve seguir?
Brito Cruz – Várias. Em pesquisa, temos de fazer várias apostas
simultâneas, pois não sabemos previamente onde elas vão dar. Mas a
tecnologia sempre foi usada para melhorar a cana para a produção
do açúcar. Agora, podemos fazer o mesmo, pensando na produção de
álcool. O uso de transgênicos pode ser importante nessa frente de
pesquisa. A cana é uma planta especial na natureza, e podemos
aproveitá-la de forma ainda mais eficiente. Ela facilmente gera
mais energia do que consome para produzi-la. O milho não tem essa
capacidade. Ele consome mais energia fóssil do que consegue gerar
de etanol.
Veja – O Brasil investe pouco em pesquisa e desenvolvimento?
Brito Cruz – As verbas caíram um pouco nos últimos anos. Em 2001,
aplicávamos 1,1% do produto interno bruto. Agora, estamos em 0,9%
do PIB. É pouco, comparado ao aplicado pelos países desenvolvidos
ou pelos principais emergentes, que investem mais de 2,2%. Além
disso, temos um problema de alocação. No Brasil, de cada 10 reais
investidos em pesquisa e desenvolvimento, 7 vêm do governo e
apenas 3, da iniciativa privada. É o mesmo problema verificado na
distribuição dos pesquisadores
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Artigos & Opiniões
Educação integral: muitos modelos possíveis
Fonte: Folha de São Paulo
15/08/2006 - Más notícias costumam trazer nas entrelinhas um apelo
para que a sociedade se organize em torno de soluções. Por isso, é
natural que, depois do resultado da Prova Brasil, em que o MEC
concluiu que os alunos terminam a oitava série com o conhecimento
que deveriam ter adquirido até a quarta série, fique uma sensação
de inquietude. Mesmo sentimento já havia surgido antes, com o
resultado da pesquisa realizada por ocasião da conferência
Responsabilidade Social em Educação, quando foi divulgado que
cerca de 50% dos estudantes do Brasil saem da quarta série como
analfabetos funcionais.
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Lideranças comprometidas com a educação procuram mobilizar a
sociedade, transformando esse tema na grande prioridade do Brasil
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Por isso, diversas lideranças comprometidas com a causa da
educação procuram mobilizar a sociedade em amplo movimento que
envolva a todos, transformando esse tema na grande prioridade do
Brasil.
Abrir o debate para toda a sociedade é ponto de partida para toda
transformação social. E um tema obrigatório nessa discussão são os
artigos 34 e 87 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da educação
nacional. Eles prevêem a implantação progressiva de um sistema
educacional integral. Dez anos se passaram desde a promulgação da
LDB e quase nada foi feito para transformar a diretriz em
realidade.
O próprio conceito de educação integral está em construção. Não se
pode resumir o assunto ao aumento no tempo que alunos passam
dentro da sala de aula. Oferecer educação integral é possibilitar
o desenvolvimento das diferentes potencialidades humanas, em uma
jornada mais longa. Entre os educadores, há pouca divergência
sobre a importância do sistema. As grandes questões giram em torno
dos mecanismos para sua implantação.
O primeiro ponto a ser pensado é a infra-estrutura. É preciso
espaço adequado. As escolas estão dimensionadas para atender os
alunos em turnos, e não é possível abrigar todos ao mesmo tempo.
Quanto à qualidade da educação, é preciso oferecer atividades
interdisciplinares e transversais. Não se pode simplesmente
confinar as crianças nas salas de aula sem atividades
complementares de qualidade e sem mudar o paradigma de educação.
O modelo fragmentado, adotado em várias escolas, deve ser
substituído por um modelo sistêmico, que estabeleça conexões entre
as várias áreas do conhecimento. São muitos os conhecimentos
fundamentais para a formação de cidadãos plenos, e integrá-los de
forma significativa é um desafio. Tudo, é claro, sob a
responsabilidade de bons profissionais.
A saída pode estar numa reflexão anterior: o processo educativo se
dá somente nas escolas? Há muito tempo, as classes médias e altas
descobriram que não. E matriculam seus filhos em aulas
complementares. Então, por que não oferecer essas mesmas
atividades na educação integral para os alunos da rede pública,
fazendo valer o direito à educação garantido a todos pela
Constituição?
Assim como são muitas as perguntas sobre o assunto, há muitas
respostas possíveis. Há uma certeza, no entanto: as soluções só
serão viáveis a partir do reconhecimento da responsabilidade de
toda a comunidade e do estabelecimento de uma rede englobando
governos, escolas, educadores, ONGs, familiares e iniciativa
privada.
Não há um modelo único de educação integral. Na verdade, alguns
Estados e municípios já se articulam para implementar propostas
próprias, segundo condições locais e recursos disponíveis. Isso
mostra que cada comunidade pode fazer sua própria estratégia de
adoção do sistema de acordo com sua realidade. A iniciativa
privada, por exemplo, pode disponibilizar sua capacidade de gestão
e seus investimentos em prol da articulação para fortalecimento do
processo. As ONGs podem se responsabilizar por atividades
complementares. Os pais podem se comprometer com uma participação
mais ativa. E as secretarias de educação podem propor parcerias
com as pastas de Planejamento e Desenvolvimento Social.
Um esforço nesse sentido será feito hoje, amanhã e na
quinta-feira, quando cerca de mil pessoas, entre professores e
técnicos de educação, educadores de ONGs e representantes de todas
as instâncias do poder público, se reunirão em São Paulo para o
"Seminário Nacional Tecendo Redes para a Educação Integral". Esse
é um esforço da Fundação Itaú Social, Unicef, Cenpec e seus
parceiros no Programa Educação e Participação, que procura gerar
sementes que poderão desabrochar em propostas concretas de
educação integral pelo Brasil afora.
*ANTONIO MATIAS*
*ANTONIO MATIAS , 59, engenheiro de produção pós-graduado em
administração de empresas, é vice-presidente do banco Itaú e da
Fundação Itaú Social e diretor-executivo da Febraban (Federação
Brasileira de Bancos).
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Artigos & Opiniões
Virada na educação
Fonte: Folha de São Paulo
15/08/2006 - SÓ HÁ UM projeto capaz de nos unir: educação. E a
união construída nesse campo pode gerar os recursos políticos e
morais para fortalecer nossa capacidade de resolver todos nossos
outros problemas. Quais são as grandes diretrizes -viáveis com
meios de que o país já dispõe ou que possa em pouco tempo
encontrar- da mudança necessária em matéria de educação? Em
primeiro lugar, aproveitar a maré montante do Fundef para
instituir sistema federal que assegure mínimos de investimento por
aluno e de desempenho por escola em todo o país, independentemente
dos recursos e das capacidades de que cada município ou Estado
disponha. O Fundef é só o começo: é preciso negociar pacto
federativo para poder redistribuir recursos e pessoal dos lugares
mais ricos para os mais pobres. De nada adianta sem procedimentos
para monitorar resultados e intervir corretivamente quando forem
inaceitáveis. Se os mínimos deixarem de ser preenchidos, entidade
específica, dirigida pelo governo federal, com representação dos
Estados e municípios, deve poder intervir para administrar
diretamente um sistema escolar local, sob limites impostos pela
vigilância do Judiciário, até que se supram as faltas de meios, de
quadros ou de eficiência. Em segundo lugar, enfrentar o problema
do conteúdo e do método. Nas comparações internacionais, nosso
desempenho em matemática é constrangedor. E a leitura de um texto,
quando não encarada como ocasião para memorizar, costuma ser vista
entre nós como pretexto para fantasiar, em livre associação de
idéias. Por conseguinte, também não se aprende a pensar e a
traduzir pensamento em escrita: como formular, decompor,
desdobrar, fundamentar e reconstruir conceitos. Tudo o mais no
currículo ou deve ser subsidiário a essas capacitações analíticas
básicas ou deve servir para exercitá-las. Não conseguiremos
colocar tais capacitações no centro do ensino sem qualificar o
professorado e sem incentivá-lo nacionalmente, sob a
responsabilidade do governo central. Em terceiro lugar, formar, a
partir da educação reformada, uma contra-elite de merecimento. Ao
aluno pobre esforçado e talentoso dirá a República: Você, que não
tem herança, herdará de mim. Eu o cumularei de apoios econômicos
abrangentes e de oportunidades acadêmicas extraordinárias até
levá-lo às alturas do saber. Insisto: tudo isso é viável no Brasil
de hoje. Começar a viabilizá-lo é mexer a fundo com o país. É
insuflar, em toda a parte e já, dinâmica de inquietação ambiciosa.
É libertar o povo brasileiro.
ROBERTO MANGABEIRA UNGER
www.law.harvard.edu/unger
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Capes
Capes apóia programas com a Espanha
Fonte: Mec
15/08/2006 - A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior do Ministério da Educação (Capes/MEC) vai apoiar projetos
de pesquisa e cooperação científica desenvolvidos em conjunto por
universidades do Brasil e da Espanha. A idéia é estimular o
intercâmbio e o aperfeiçoamento de professores e pesquisadores dos
programas de pós-doutorado e de doutorado-sanduíche, aquele em que
o doutorando inicia o doutorado no Brasil, passa uma segunda fase
no exterior e retorna ao país para a fase final.
As áreas prioritárias são: educação, matemática, meio ambiente,
tecnologia, tecnologia de alimentos, ciências biológicas, ciências
econômicas, ciências do mar, química, psicologia, agricultura e
controle de pragas.
A equipe de cada país deverá ter pelo menos dois doutores. Além
disso, o coordenador do projeto deverá ser docente com título de
doutor há pelo menos quatro anos. O projeto tem duração prevista
de dois anos, podendo haver prorrogação por igual período, a
critério das agências financiadoras.
As equipes que já participaram em outras edições devem respeitar
as regras para apresentação de novos projetos. “É necessário
observar o intervalo de dois anos para encaminhar novas
propostas”, diz a assessora da Coordenação Geral de Cooperação
Internacional (CGCI/Capes), Maria Luiza Pereira de Carvalho. Ela
destaca, ainda, que as propostas devem ser vinculadas a um
programa de pós-graduação avaliado pela Capes, com conceitos 5, 6
ou 7, preferencialmente.
Benefícios – Bolsas de estudos em nível de doutorado-sanduíche e
pós-doutorado, passagens áreas internacionais e diárias para a
equipe brasileira na Espanha, nos termos das normas vigentes da
Capes, fazem parte dos benefícios desse programa, que é
desenvolvido em parceria com a Direção Geral de Universidades do
Ministério da Educação e Ciências (DGU/MEC) da Espanha. Desde sua
criação, em 2001, já foram beneficiados 102 projetos. Atualmente,
75 projetos estão em andamento.
As propostas de projetos devem ser encaminhadas à Capes até 15 de
setembro de 2006. Acesse o edital na página eletrônica da Capes.
Repórter: Fátima Schenini
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Enade
Exame do MEC reprova 20% dos cursos universitários
Fonte: Correio Web
15/08/2006 - Dos 5.511 cursos universitários avaliados pelo Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), 27% obtiveram
conceito considerado alto: quatro ou cinco. A maioria (53%) obteve
três e 20% foram reprovados, com um e dois, informou o diretor do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), Dilvo Ristoff. O Inep é vinculado ao Ministério
da Educação.
O exame utilizou um novo índice para medir a qualidade dos cursos,
chamado Indicador de Diferença entre o Desempenho Observado e o
Esperado (IDD). “Os cursos que tiveram conceito um e dois e o
mesmo IDD vão ter uma atenção especial”, explicou Ristoff.
A nota definitiva virá após a avaliação in loco de especialistas
nas universidades. “Num exame desse tipo, há certas coisas que
ninguém controla. Por exemplo, um aluno com má vontade e um grupo
com má vontade podem efetivamente afetar a nota do curso”.
Se a nota for inferior a três, a instituição terá de assinar com o
Ministério da Educação um protocolo de intenções com prazo
determinado para corrigir as deficiências e omissões. Se não forem
corrigidas, o curso terá o vestibular suspenso e poderá inclusive
sofrer intervenção, informou Ristoff.
O maior número de IDDs positivos foi registrado no Sul,
proporcionalmente ao número de cursos existentes. Todas as demais
regiões tiveram mais IDDs negativos do que positivos. O Norte teve
o pior desempenho. Cada curso recebeu o seu relatório com 35
páginas, informando como os ingressantes e concluintes se saíram
em cada uma das 40 questões da prova.
O próximo Enade vai ser aplicado no dia 12 de novembro. A
expectativa, segundo Ristoff, é que 1 milhão de estudantes
participem, o dobro da última edição.
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Enade
Faculdades se queixam da prova e de estudantes
Fonte: O Estado de São Paulo
15/08/2006 - Diferenças regionais, provas difíceis, falta de
compromisso dos estudantes e falhas da graduação são apontadas por
reitores de universidades como explicações para alunos de alguns
cursos com conceito máximo no Enade acertarem menos de 50% da
prova.
"As provas podem ter sido muito duras. Mas também o próprio curso
pode estar insatisfatório e precisar de mudanças", diz o reitor da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Carlos
Hennemann.
"Quando as melhores faculdades têm médias baixas, a gente deve
questionar primeiro a própria prova. Depois, a motivação dos
estudantes e, por fim, a própria instituição", diz Regina Vinhais,
da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).
Para Virginia Simão Abuhid, coordenadora do curso de Biologia da
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), o fato
de a prova ser feita por amostragem e em cursos de licenciatura
que tiveram modificações nos currículos em 2004 também deve ser
levado em conta.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou uma nota na qual
afirma que "uma análise sobre os conceitos obtidos pelos cursos da
Unesp e as porcentagens de acertos dos alunos de cada campus no
Enade requer estudos específicos e aprofundados". A universidade
alega que há variáveis matemáticas que podem levar a resultados
diferentes para cursos semelhantes.
"Temos de estudar melhor esses números antes de apontar causas",
isenta-se Marconi de Souza, pró-reitor de graduação da
Universidade Federal de Ouro Preto.
Simone Iwasso
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Enade
SP vai mal e Sergipe é o melhor
Fonte: O Estado de São Paulo
15/08/2006 - Os cursos de universidades de São Paulo perdem para
os de instituições do Sergipe, Ceará, Bahia, Paraíba e Rondônia no
conceito que mostra quanto elas agregaram de valor aos seus alunos
durante o curso. A comparação foi feita a partir da porcentagem de
conceitos 5 (máximo) de cada Estado no Índice de Diferença do
Desempenho (IDD). A nova taxa foi criada pelo MEC e fez parte da
divulgação do Enade.
A maior quantidade de conceitos 5 foi de Sergipe, com 9,5%. Há, no
entanto, apenas 11 instituições no Estado, enquanto São Paulo, que
teve índice de 2,1%, tem mais de 500. Para o presidente do Inep/MEC,
Reynaldo Fernandes, o desempenho dos paulistas pode ser explicado
pela ausência da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp). As duas instituições são
consideradas as melhores do País e não participaram do Enade por
discordarem da metodologia e por terem avaliações próprias de seus
alunos.
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Enade
Melhores alunos do Enade não acertaram nem metade da prova
Fonte: O Estado de São Paulo
15/08/2006 - Exame repete falha do Provão: não estabelece meta
para estudante, só compara instituições
Renata Cafardo
Alunos de cursos que tiveram conceito máximo no Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (Enade) não acertaram nem metade das
questões da prova. Levantamento feito pelo Estado mostra que há
cursos de instituições públicas e conceituadas, como a
Universidade Estadual Paulista (Unesp), que tiveram médias em
torno de 45, numa escala de 0 a 100, e receberam conceito 5 no
final, o mais alto.
Isso ocorre porque o Enade apenas ordena os melhores e os piores a
partir do desempenho do grupo, sem determinar previamente a que
nível o estudante deveria chegar para receber o maior conceito. O
Provão, seu antecessor, tinha a mesma distorção. Há cursos com
conceito 5 no País, porém, que chegaram a 70% de acertos."Não
adianta só mostrar quem é melhor do que quem, é preciso mostrar o
que sabe cada um deles", diz o coordenador do Grupo de Avaliação e
Medidas Educacionais da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), Francisco Soares.
O especialista foi um dos consultores do Provão durante o governo
Fernando Henrique Cardoso e afirma, no entanto, que essa
metodologia é intrínseca às avaliações de ensino superior. Para
Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep/MEC),
responsável pela prova, é muito difícil definir critérios do que é
bom ou ruim em cursos de graduação. "Quem vai dizer o que deve
saber o estudante ao fim do curso?", questiona.
Segundo ele, isso é mais fácil de ser feito quando se trata do
ensino básico. A Prova Brasil, por exemplo, que avalia alunos de
escolas de todo o País da 4ª e da 8ª série, não apresenta a mesma
distorção. O Inep montou escalas que vão de 0 a 500 pontos. A cada
nível que a criança chega é possível dizer o que ela sabe em
português ou matemática, além de qual aquisição de conteúdo é
esperada para alunos de cada série.
DESCOMPROMISSO
Entre os cursos com conceito 5 no Enade, uma das mais baixas notas
é a dos formandos de Engenharia de Telecomunicações da
Universidade de Brasília (UnB): 42. Também chamam a atenção os
desempenhos dos cursos de Biologia da Universidade Federal de
Alfenas e da Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC-MG),
com 44,9 e 45,2 de médias. Apesar de o MEC dar notas de 1 a 5 para
as instituições, as médias absolutas estão disponíveis na
internet.
Para o educador Carlos Henrique Araújo, ex-presidente do Inep e
secretário-executivo da ONG Missão Criança, as notas mostram que
os estudantes estão mal preparados. "Os alunos já chegam à
universidade com déficit em todas as competências, não dá para
resolver o problema lá", alega. "O Enade é o reflexo da falta de
qualidade de toda a educação brasileira."
Segundo o presidente do Inep, a metodologia também não permite
determinar se o exame foi difícil demais para os estudantes, já
que não há pré-teste das questões, como na Prova Brasil. Todos os
ingressantes e concluintes selecionados por amostra pelo MEC fazem
provas de conhecimentos gerais e específicos. A primeira é igual
para todos os cursos e, em 2005, questionou os alunos sobre
reforma política e eleitoral, terrorismo, literatura, devastação
da Amazônia, camada de ozônio. As questões gerais representam 25%
da nota.
Para o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo
Petta, outro elemento pode contribuir para as baixas notas: o
descrédito dos alunos com a avaliação. "Eles acreditam que o exame
não prova nada e não se esforçam para ter um bom desempenho. Os
alunos de universidades públicas, que já têm nome, não acham que a
instituição precisa da legitimação do Enade." A melhor nota do
País foi de Adriano Caribe Ribeiro, que cursava Matemática na
Universidade Católica de Salvador e tirou 93,7.
O exame de 2005 foi feito por 277,4 mil estudantes de cerca de
cinco mil cursos de graduação de Arquitetura e Urbanismo,
Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharias (distribuídas
em 8 grupos), Filosofia, Física, Geografia, História, Letras,
Matemática, Pedagogia e Química.
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Tecnologia
Utilizando a tecnologia a seu favor
Fonte: Universia
15/08/2006 - As tecnologias já invadiram os meios acadêmicos.
Conheça as vantagens
Publicado em 15/08/2006 - 00:01
O avanço da tecnologia permitiu que o acesso à informação se
tornasse muito mais rápido e fácil. E, como não poderia ser
diferente, o meio acadêmico também foi atingido pelas revoluções
ocorridas no mundo. O giz, o quadro negro, o caderno e os livros
já não são mais as únicas ferramentas utilizadas em sala de aula.
Neste turbilhão de mudanças, tudo foi transformado. Desde a
maneira como professores e estudantes se relacionam, até a maneira
de se lecionar.
Diante desta nova realidade, você deve estar se perguntando:
"quais são os principais reflexos destas transformações para a
vida do professor e do aluno?"; e ainda, "como isso pode e tem
contribuído para a educação?". Nesse aspecto, ao contrário do que
muitos pensam, a tecnologia não é uma adversária, tampouco uma
inimiga. Para os docentes mais antenados com a chamada "era
digital", ela se tornou uma poderosa ferramenta de trabalho.
Naturalmente, os resultados dependem da maneira como este
instrumento será utilizado dentro e fora de sala de aula.
"A tecnologia surge para incrementar não só a carreira do docente,
como também a de muitos outros profissionais. E pode, sim,
contribuir muito para o processo de aprendizagem. Porém, é preciso
saber explorá-la para obter bons resultados", afirma o professor e
coordenador do curso de Administração do IBMEC São Paulo, Sergio
Lazarini. "Do mesmo jeito que aquela tonelada de lições passadas
na lousa pode ser cansativa e improdutiva, uma longa apresentação
de slides também pode", exemplifica.
"Herói da resistência"
Em meio à toda esta revolução tecnológica, ainda há professores
que resistem - e têm muito sucesso. Obviamente, em sala de aula,
outros aspectos são levados em conta, entre eles a didática e o
conhecimento do professor.
Um exemplo destes - talvez um dos mais expressivos, inclusive -, é
o professor de História da Moda da FAAP (Fundação Armando Álvares
Penteado) João Braga, que evita o uso de qualquer tipo de
tecnologia. Nada de celular, e-mail ou mesmo computador. "Lógico
que reconheço os benefícios destas ferramentas, mas não preciso
delas para conduzir minhas aulas e a minha vida", conta o
professor.
Nem por isso, no entanto, suas aulas deixam de chamar a atenção.
Hoje, o professor coleciona um número cada vez maior de "fãs". A
comunidade "Eu amo o João Braga", no Orkut - criada por uma de
suas alunas - possui mais de 700 integrantes. Detalhe: Braga
conheceu o grupo por intermédio de um aluno, pois nunca visitou o
site de relacionamentos. "Confesso que minhas aulas são
convencionais, com um único objetivo: torná-las mais humanas",
aponta.
"Quando um professor é bom no que faz, não precisa de tecnologia
alguma para deixar a aula atraente, interessante e produtiva",
garante a estudante do curso de Moda da FAAP Roberta Oliveira de
Mattos. "Uma boa aula precisa ter estas características, não
importa como ela é conduzida", conclui.
Desta forma, a criatividade do docente é a peça-chave para
transformar o sistema de ensino em algo atraente e produtivo. E
não há como negar que o uso das tecnologias tem contribuído muito
neste processo, porém não o suficiente. "Estas novas metodologias
devem ser consideradas como facilitadoras da aprendizagem, mas
jamais devem substituir a importância da informação e do ensino",
garante o educador, mestre em Ciências Humanas e especialista em
inteligência e cognição Celso Antunes.
Vantagens
Passar lição na lousa? Para que isto, se hoje é possível utilizar
o Datashow e até os projetores para transmitir todo o conteúdo de
aula de uma maneira muito mais rápida? Certamente, a otimização do
tempo é uma das principais vantagens que a tecnologia vem
proporcionando ao mundo, inclusive, aos meios acadêmicos. O que é
bom para o professor e para o aluno. Pois, além de contribuir para
o aprendizado, facilita na elaboração das aulas.
Segundo o professor Antunes, toda a aula tem uma informação que
precisa ser transformada em conhecimento. E para ele, a tecnologia
pode reduzir o tempo deste processo de aprendizado. "Na primeira
parte deste procedimento, que é tornar visível e imediata a
identificação da informação, a comunicação eletrônica é muito
útil. Isso porque, é capaz de reduzir o tempo desta etapa,
aumentando o da próxima, que é a mais importante: a transformação
desta informação em conhecimento, em que a figura do professor é
fundamental", explica.
Além disso, os métodos de ensino convencionais já não agradam
muito os alunos de hoje. Para conseguir despertar a atenção dos
estudantes é preciso estar atento ao seu cotidiano e, mais,
integrado com as mudanças tecnológicas. Dada a proporção da
situação, não seria impossível um aluno "copiar" o conteúdo da
lousa, que o professor demorou os cinqüenta minutos de aula para
passar, em apenas um segundo com um clique da máquina fotográfica
acoplada a seu inseparável celular. Assim, a utilização da
tecnologia também tem servido como uma ferramenta estratégica para
aproximar o estudante da aula.
O aluno de Gestão de Sistemas e Informação da Unibero (Centro
Universitário Ibero-Americano), Edson Douglas da Silva, confessa
que não gosta de copiar as matérias do quadro negro e que as aulas
convencionais não o agradam muito. "Os universitários trabalham o
dia inteiro e já chegam na faculdade, à noite, muito cansados. Por
isso, as aulas precisam ser interativas e a tecnologia facilita
muito", argumenta.
Tecnologia a seu favor
Com tantas vantagens que a tecnologia tem proporcionado ao
ambiente acadêmico o professor Lazarini não quis desperdiçar a
oportunidade de colocá-la em prática dentro de sala de aula. "O
que não quer dizer que tenha abolido o giz e a lousa", afirma.
Sempre que necessário, ele recorre aos artifícios da tecnologia
para transformar as suas aulas mais produtivas e dinâmicas. "Uma
ferramenta sempre boa, desde que esteja fundamentada no princípio
de facilitar a aprendizagem e a motivação do aluno", aponta.
É importante destacar, porém, que certos cuidados devem ser
tomados para não transformar a aula em um show tecnológico,
distorcendo o objetivo do ensino. "A tecnologia enriquece a aula,
mas não pode ser colocada à frente do conteúdo", diz Lazarini.
"Muitos professores acabam abusando do uso das tecnologias para
encobrir a ineficiência e a falta de preparo. Ferramenta nenhuma é
capaz de substituir a informação e o professor", ressalta.
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Ministério da Educação
Ministério da Educação indefere dezenas de pedidos feitos por
instituições de ensino superior
Fonte: Jornal da Educação
15/08/2006 - O Ministério da Educação, através de atos da
Secretaria de Educação Superior, indeferiu diversos pleitos
formulados por instituições de ensino superior objetivando
credenciamentos, autorizações e aprovação de Planos de
Desenvolvimento Institucional.
Os despachos foram publicados no Diário Oficial da União de 14 de
agosto e a listagem completa está acessível por meio do site
www.in.gov.br
(seção I, páginas 9 e 10).
Atualmente cabe ao Departamento de Supervisão do Ensino Superior a
apreciação dos pleitos feitos pelas mantenedoras das escolas
quando os processos versam sobre cursos de graduação.O direito de
recurso contra a decisão flui a partir da publicação no Diário,
entretanto a reanálise cabe ao próprio MEC e é feita através da
mesma Secretaria que negou as solicitações.
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Financiamento Estudantil
Financiamento do BNDES exclusivo para o Ensino Superior
Fonte: Besf - Brasil sem fronteiras
15/08/2006 - Muitas IES estão sofrendo por falta de investimentos,
tanto financeiro quanto educacional. Algumas instituições não
estão aptas, fisicamente, para oferecer mais vagas.
É fato que para oferecer um bom ensino, a instituição deve estar
preparada como um todo para receber seus alunos e professores.
Deve haver, além do bom ensino, material adequado, um bom ambiente
e equipamentos.
Visando atender tais necessidades o MEC – Ministério da Educação e
o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
criaram o Programa de Recuperação e Ampliação dos Meios Físicos
das Instituições de Ensino Superior
O programa apóia o conjunto de Instituições de Ensino Superior na
realização de projetos de investimentos que visem à conclusão,
renovação e ampliação dos seus meios físicos voltados ao ensino, à
pesquisa e à administração.
Para se habilitar aos benefícios deste Programa, cada IES deverá
apresentar um Projeto Institucional Acadêmico e um Projeto de
Investimento.
O Grupo BESF – Brasil Educação Sem Fronteiras, através de seus
Consultores, criou uma linha de serviço exclusiva para atendimento
as IES.
Para mais informações ligue para (21) 2533-5405 / 2220-2971 ou
envie um e-mail para
besf@besf.com.br.
Fonte: Assessoria de Imprensa BESF
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Geral
PUC-PR lança hospital virtual
Fonte: Jornal do Paraná
15/08/2006 - A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR),
em parceria com o Serviço de Neurocirurgia do Hospital
Universitário Cajuru (HUC) acaba de
lançar o site
www.neuropucpr.com.br , destinado a pacientes, comunidade
acadêmica, médica e egressos da PUCPR. O site, que futuramente irá
funcionar como um hospital virtual, traz informações sobre
patologias
neurocirúrgicas, consultas, tratamentos, cirurgias, linhas de
pesquisa e
currículos de especialistas.
De acordo com o chefe do Serviço de Neurocirurgia do HUC, Dr. Luiz
Roberto
Aguiar, os objetivos do site são: orientar os pacientes em relação
aos
tratamentos e exames, manter um banco de informações para
pesquisas
científicas (mestrado e doutorado) e estabelecer uma relação mais
estreita
entre os médicos da equipe e ex-residentes, que poderão fazer
consultas de casos para ouvir uma segunda opinião...
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Geral
Administração da Unisinos passa a ter doutorado
Fonte: Zero Hora - RS
15/08/2006 - A Unisinos é a segunda universidade gaúcha a oferecer
doutorado na área de Administração. Com a aprovação da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para este
novo curso, a universidade passa a contar com 16 programas de
pós-graduação.
O doutorado oferecerá 10 vagas e seu início está programado para o
próximo ano. O curso será voltado para organizações e
competitividade e desenvolverá pesquisas a respeito de estratégias
organizacionais e relações interorganizacionais.
Conselho do LeitorO conselho do leitor se reuniu no dia 10 de
julho para fazer uma avaliação da última edição e dar sugestões
para os próximos cadernos. Foi elogiada a reportagem sobre como
universidades podem ajudar as empresas. Um dos leitores considerou
superficial a matéria sobre livros de gestão e liderança que usam
temas espirituais. Entre as idéias sugeridas pelos conselheiros,
estão produtos específicos voltados para micro e pequenas
empresas, relações entre pequenas e grandes empresas e eficácia de
serviços de atendimento ao cliente. A próxima reunião do conselho
do leitor será no dia 7 de agosto, às 19h30min.
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Geral
Federal de São Paulo expande cursos
Fonte: Folha de São Paulo
15/08/2006 - Quem busca uma vaga em universidade pública terá
novas oportunidades neste ano. A Unifesp (Universidade Federal de
São Paulo) vai oferecer 600 vagas em dois novos campi, um em
Guarulhos e outro em Diadema. O número mais que dobra a quantidade
atual, 490, e com outras dez abertas no campus Baixada Santista
chegará a 1.100 em 2007.
A maior novidade será a expansão para as áreas de humanas e de
exatas. Guarulhos terá 400 vagas em cursos de ciências sociais,
pedagogia, história e filosofia. Já em Diadema serão ministrados
os de farmácia e bioquímica, ciências biológicas, química e
engenharia química, com 50 vagas cada um.
De acordo com o pró-reitor de graduação, Luiz Eugênio Mello, 49,
os cursos foram pensadas de acordo com a realidade e demanda
locais. Diadema, por exemplo, área rica em mananciais, sediará a
graduação em ciências biológicas.
As carreiras serão interligadas, modelo já adotado no campus de
Santos, inaugurado neste ano. Assim, alunos de diferentes cursos
farão juntos algumas disciplinas. "O objetivo é formar
profissionais mais completos e que saibam trabalhar em equipe",
afirma Mello.
A interligação permitirá que os graduados em Guarulhos sejam
também licenciados, além de bacharéis, com exceção do curso de
pedagogia (apenas licenciados).
Desafio
A Escola Paulista de Medicina, fundada em 1933 e que se
transformou em Unifesp em 1994, ficou tradicionalmente conhecida
por seus cursos na área de ciências da saúde.
"É um desafio [oferecer cursos em outras áreas] que dá prazer.
Tivemos uma experiência em Santos com bons resultados. Os alunos
vestiram a camisa", afirma Mello.
O aumento no número de vagas oferecidas deve continuar. Uma nova
expansão já está em negociação entre a Unifesp e o MEC (Ministério
da Educação) para a construção de novos campi em Praia Grande, São
José dos Campos e Santo Amaro (zona sul de São Paulo).
Estudantes
Ticiane Damasceno, 17, vai tentar uma vaga em um novo curso da
Unifesp. A proximidade e a qualidade de ensino são os motivos
apontados pela estudante do terceiro ano do ensino médio e
residente em Diadema para tentar a carreira de química na federal.
"É uma chance a mais em exatas. Por ser faculdade pública, acho
que o curso será bom, mesmo sendo o primeiro ano."
O mesmo otimismo não é partilhado pela coordenadora-geral do DCE
(Diretório Central dos Estudantes) da Unifesp, Luciana Mayumi
Gutiyama, 22.
Ela afirma que os cursos já existentes têm problemas estruturais
que deveriam ser resolvidos antes de uma expansão. "Temos
problemas como a falta equipamentos e de livros. A variação dos
cursos é algo positivo, mas de repente a qualidade de ensino não
será mantida." Luciana afirma temer que os novos alunos não tenham
os mesmos benefícios que os antigos, como o auxílio-saúde.
Sobre as críticas, Mello afirma que não conhece uma faculdade com
livros para todos os estudantes e que os novos alunos terão os
benefícios, mas não soube precisar quando.
MÁRCIO PINHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
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Geral
Iniciativa busca formar artista empreendedor
Fonte: Jornal do Commercio - AM
15/08/2006 - A Prefeitura de Manaus, por meio do Concultura
(Conselho Municipal de Cultura) promove a partir do dia 18 de
agosto, oficinas de capacitação, atualização e formação de
produtores culturais sob a ótica da economia da cultura, da
indústria da criatividade e economia solidária. O primeiro evento
nesta perspectiva é a Oficina de Empreendedorismo Cultural, que
enfatiza que “todos os artistas podem caminhar com seus próprios
pés, transformando a cultura em um bom negócio”.
O evento será desenvolvido em 40 horas. As inscrições podem ser
feitas, de forma gratuita, na sede do Conselho, na rua Rio Jutaí,
37, quadra 35, Vieiralves, fone 3232-5086. A turma vai de 21 a 25
de agosto de 2006. Estão previstas ainda oficinas de cores e
aquarelas, animação de desenho, figurinos e adereços e trilhas
sonoras e iluminação.
O presidente do Conselho de Cultura, o poeta Aníbal Beça, diz que
as oficinas são fundamentais para o processo de desenvolver a
cultura na dimensão econômica, pelo entendimento das ferramentas
de técnicas de gestão, de pesquisa de mercado, elaboração de
projetos e planos de negócios.
Economia da cultura
A Oficina de Empreendedorismo Cultural vai trabalhar, entre outros
assuntos, a cultura como bem econômico, a nova atualização da Lei
Rouanet, que abriu possibilidades para projetos de arranjos
produtivos locais (APL), cadeias produtivas e programas culturais.
Além das noções do que é ser um empreendedor de sucesso, quem
participar do curso vai ter as bases para fazer pesquisas e
diagnósticos de necessidades e demandas culturais, as formas de
organização existentes para o exercício do empreendedorismo
(empresas, ONGs, Oscips, Cooperativas), planejamento estratégico
na área cultural, a elaboração de um Business Plan Cultural
(exercício prático em laboratório de informática) e a
identificação das fontes de recursos existentes no chamado
Terceiro Setor.
O curso será ministrado pelo diretor executivo do Itec (Instituto
de Tecnologia, Pesquisa e Cultura da Amazônia), o jornalista
Carlos Araújo, que é também gestor de cultura pela Ucam
(Universidade Cândido Mendes, MBA em Administração de Empresas e
Negócios (FGV) e especialista em Marketing Empresarial.
Atualmente o especialista e MBA coordena projetos sociais e
culturais em parceria com a Petrobras, HSBC Bank Brasil, PNUD
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e capta
recursos para projetos aprovados pelo Minc (Ministério da
Cultura), com base no conceito de Mecenato.
Gestão e planejamento na pauta
Para Carlos Araújo, além de todas as informações que serão
disponibilizadas, fazer o Business Plan, o plano de negócios, vai
ser importante para que o gestor cultural avalie seu trabalho e
sua atividade sob a ótica da cadeia produtiva da economia.
O comércio internacional de bens e serviços culturais que
movimentou US$ 1,3 trilhão no ano passado, segundo a ONU, e já
representa 7% do PIB anual do planeta. Estima-se que o setor terá
um incremento médio de quase 10% ao ano nas próximas décadas,
enuncia o especialista.
Incubadora cultural
Além da oficina, Araújo considera que o mercado local já comporta
uma incubadora de tecnologia da cultura. As incubadoras culturais
auxiliam na criação de soluções para empreendimentos variados, de
um artesão que trabalha sozinho até uma indústria fonográfica.
Hoje, existem 13 instituições com esse enfoque no país, segundo a
Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de
Empreendimentos Inovadores).
Na incubadora cultural a intenção é fazer com que o empreendedor
do setor dependa o mínimo possível de incentivos e tenha visão
empresarial. As experiências vividas pelas incubadoras mostram
resultados satisfatórios, pelo menos em relação à sobrevida das
empresas.
A taxa de mortalidade das empresas que passaram por uma apoiadora
cultural é de 20%, contra uma taxa de 80% dos empreendimentos
nascidos fora do ambiente de incubação.
Benefícios ao negócio
As incubadoras podem oferecer: orientação em gestão e
gerenciamento de negócios culturais; consultoria técnica para
desenvolvimento de projetos culturais; cursos e palestras voltados
à captação e gestão de recursos; criação de plano de negócios;
participação em feiras e eventos; apoio para divulgação e acesso a
mercados consumidores; diversos serviços conforme a necessidade
dos pequenos empreendedores.
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Geral
MPF paulista pede fim da cobrança por faculdades
Fonte: Consultor Jurídico
15/08/2006 - O Ministério Público Federal em Bauru, interior de
São Paulo, ajuizou Ação Civil Pública contra as faculdades
particulares que cobram taxa para emissão de diplomas e
certificado de conclusão de curso. O MPF pede que a Justiça
conceda liminar para derrubar a cobrança da taxa dos alunos que
irão se formar este ano até que seja julgado o mérito da ação.
Para o MPF, a expedição do diploma é o ato final do curso e, por
isso, deveria ser fornecido pelas entidades sem cobrança de taxas
adicionais, assim como determina a Resolução 3, de 13 de outubro
de 1989, do antigo Conselho Federal de Educação (atual Conselho
Nacional de Educação).
O procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado
menciona na ação a jurisprudência favorável a não cobrança das
taxas. Segundo ele, a taxa é dupla cobrança pelo serviço.
No mérito, ele pede que as faculdades sejam proibidas de exigir de
seus estudantes o pagamento de taxa. Também quer que elas sejam
condenadas a indenizar, em dobro, todos os valores cobrados
indevidamente de ex-alunos formados. E por fim que a União
fiscalize as entidades de ensino.
No ano passado, em uma ação semelhante, o Ministério Público
Federal conseguiu decisão favorável contra a faculdade ITE-Bauru.
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Geral
Estudantes da FEI expõem carro elétrico
Fonte: Jornal da Tarde
15/08/2006 - O novo FEI X-17, carro elétrico desenvolvido por
estudantes dos cursos de engenharia mecânica automobilística e
elétrica do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional
Inaciana), é uma das atrações do 4º Seminário e Exposição de
Veículos Elétricos do INEE (Instituto Nacional de Eficiência
Energética). O evento acontece hoje e amanhã, na Escola SENAI
Mário Amato, em São Bernardo do Campo. O FEI X-17 atinge 135 km de
autonomia por kW/h, utiliza bateria de 72 Watts hora de potência e
pesa 33 kg. O carro foi construído em resina epóxi e reforçado com
fibra de carbono, para ficar mais leve e resistente.
Com design inédito, ele utiliza motor de 400 W de potência e foi
projetado para ser pilotado por uma garota que pesa cerca de 42
kg.
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Geral
Faculdades de Direito estão virando currais eleitorais, diz OAB
Fonte: Último Segundo - IG
15/08/2006 - PARNAÍBA (PI) – Impressionado com a quantidade
excessiva de faculdades de Direito autorizadas a funcionar pelo
Ministério da Educação – mais de mil em todo o país – o
secretário-geral adjunto do Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Ercílio Bezerra, denunciou hoje (14) a
crescente utilização política das faculdades particulares de
Direito com fins eleitoreiros. “No passado, a classe política
brasileira buscava criar currais eleitorais por meio do sistema de
comunicação - com freqüência por meio de emissoras de rádio, que
eram o grande canal eleitoral. Hoje, o que se observa é uma nova
forma de curral eleitoral, que precisa urgentemente ser combatida
pela sociedade.
“Caso contrário, a OAB pode ver em breve o Exame de Ordem, hoje
obrigatório para a inscrição na entidade e o exercício da
advocacia, ser torpedeado por políticos inescrupulosos, que estão
fazendo trampolim eleitoral dos cursos de Direito”, alertou. A
denúncia foi feita durante reunião do Colégio de Presidentes de
Conselhos Seccionais da OAB da Região Nordeste, que está sendo
realizado na cidade piauiense de Parnaíba. "O político abre uma
faculdade e com base nela faz o seu clientelismo”. A média de
reprovação dos alunos recém-formados no Exame de Ordem é de cerca
de 80 por cento.
O secretário-geral adjunto da OAB pediu à entidade uma permanente
vigilância contra mais essa forma de fisiologismo político no
País. “É preciso conclamarmos a sociedade brasileira para que,
juntamente com a OAB e outras entidades civis, lutemos para evitar
que esse fato se consolide”, afirmou Ercílio. Na opinião do
dirigente da entidade, é preciso uma articulação “no sentido de
evitar que essa situação se consolide em desfavor dos cursos | | |