Terça-feira, 18 de abril de 2006
 ÍNDICE
 Destaques - CM News  
Ensino superior tem metade das vagas ociosas
 Crise nas IES  
PUC-SP acaba com pacto de trabalho com professores
 Artigos & Opiniões  
Que universidade é mais a sua cara?
 Instituições de Ensino Superior  
Em crise, faculdades de SP já cortam cursos
Mackenzie abre inscrição online para o vestibular
 Ministério da Educação  
Projetos para o ensino básico devem ser apresentados até o fim do mês
 Geral  
Deputados debatem financiamento para educação profissional
Adiadas as inscrições para o exame de Ordem 129
Experiência para universitário
A universidade e seu papel na atualidade
Fusão do conhecimento
 Agenda do Ministro  
Agenda - 18.04.2006
Os artigos/opiniões são de inteira responsabilidade de seus autores.
Destaques - CM News

Ensino superior tem metade das vagas ociosas
Fonte: Folha de São Paulo

18/04/2006 - Uma das regras básicas de mercado explica a dificuldade do setor privado: a oferta está maior do que a demanda. O Censo da Educação Superior 2004 (último disponível) aponta que o número de ingressantes nas instituições particulares cresceu 2% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o número de vagas oferecidas aumentou 16,8%.

Assim, cresceu o número de vagas ociosas, que chegou a 49,5 % do total; em 1998, era de 20,2 %.

A queda no volume de calouros, porém, não significa que o potencial de crescimento do setor tenha acabado -só 17,3% da população brasileira entre 18 e 24 anos está matriculada no terceiro grau.

Para especialistas, as instituições não estão atraindo um novo perfil de alunos. Um dado exemplifica isso: 27,7% de todas as matrículas do país são feitas em curso de administração e de direito.

"Quando havia um mercado em expansão, as instituições podiam criar os cursos que quisessem. Agora não é mais assim", diz Paulo Renato Souza, ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso, atualmente consultor da área. Ele foi responsável por flexibilizar a legislação para abertura de vagas, provocando a expansão do ensino superior.

"Foi uma verdadeira corrida do ouro, todo mundo achava que poderia ganhar dinheiro com faculdade", diz o consultor Ryon Braga. "Muitas universidades que surgiram na época da fartura são incompetentes tanto na questão educacional quanto na gestão."

Braga estima que 400 das atuais 2.013 instituições desaparecerão. "Isso ocorreu em outros países. Nos EUA, cerca de 360 instituições fecharam entre 1960 e 1990 pelas mesmas razões", diz o ex-reitor da USP Roberto Lobo, também consultor da área.

Segmentação
Para sobreviver nos próximos anos, as faculdades terão de buscar um segmento. A avaliação é analistas da área e até mesmo do ministério. Segundo o coordenador-geral de acreditação de cursos e instituições do ministério, Orlando Pilate, "muitas das instituições deverão se adequar, fundir, e uma ou outra será extinta".

Uma opção, segundo ele, é a especialização. "Quando uma instituição abre cinco, seis cursos, sem diferencial, não faz com que o aluno opte por ela", diz Hermes Ferreira Figueiredo, presidente do Semesp (sindicato das mantenedoras de instituições de ensino superior). Outra possibilidade, segundo o consultor Carlos Monteiro, são cursos de curta duração (de dois ou três anos).

Crise nas IES

PUC-SP acaba com pacto de trabalho com professores
Fonte: Folha de São Paulo

18/04/2006 - A PUC-SP informou ontem que acabou com o pacto de trabalho com os professores, vigente desde a década de 90. O acordo agora terá de ser refeito. "As condições de trabalho irão ficar piores. Vamos perder conquistas", afirma Erson de Oliveira, da Apropuc (associação dos docentes).

Segundo Oliveira, a reitoria quer acabar com os qüinqüênios, ou seja, o reajuste de 5% a cada cinco anos; com a estabilidade de um ano no emprego; e com as bolsas de estudo para os próprios professores e seus familiares.

A assessoria da PUC afirmou que, enquanto não tiver um novo acordo, vale a convenção coletiva --acordo do sindicato com todas as instituições.

A PUC vive sua pior crise financeira, deve R$ 82 milhões aos bancos e demitiu 30% dos professores.

Artigos & Opiniões

Que universidade é mais a sua cara?
Fonte: Universia

18/04/2006 - Cuidado: não vá pela mais fácil, nem pela mais barata
Pronto: você conseguiu finalmente decidir para que curso vai prestar vestibular. Parabéns! Já foi um grande passo. Agora vem uma outra decisão, tão ou mais difícil: onde você vai passar os próximos quatro ou cinco anos da sua vida estudando. No Brasil, hoje, há mais de 2.000 IES (instituições de ensino superior) - entre federais, estaduais, municipais e privadas - que oferecem quase 20 mil cursos. A maioria delas é privada. Aí, vem o primeiro grande dilema: tentar uma privada porque é mais fácil passar no vestibular (devido à imensa oferta - em algumas delas até sobram vagas -, além disso, você ainda conta com a vantagem de ter uma na esquina da sua casa)?; ou estudar bastante e tentar encarar uma pública, que será gratuita? Ou você opta por tentar ambas e, tanto faz, afinal, o que vale é o diploma no final?

Peraí. Pára tudo agora. Não são esses os critérios de avaliação que você deve pesar na hora de se inscrever em uma ou em outra. Antes de entrar no quesito "pública ou particular", você precisa entender a diferença entre universidade, centro universitário e faculdade.

Por definição da LDB (Lei de Diretrizes e Bases), as universidades gozam de autonomia plena, isto é, não precisam de autorização do MEC (Ministério da Educação) para criar novos cursos, sedes, aumentar ou diminuir o número de vagas, fechar cursos, expedir diplomas. Mais do que a formação na graduação, as universidades oferecem pesquisa e extensão. Além disso, elas precisam ter 70% do corpo docente formado por professores titulares (ou seja: com a mais alta qualificação) e oferecer cursos em pelo menos cinco áreas do conhecimento.

Os centros universitários também têm certa autonomia, e precisam ter 70% de professores titulares, mas não são obrigados a fazer pesquisa. Também não precisam oferecer pós-graduação stricto sensu. Já as faculdades não gozam de nenhuma autonomia. Precisam de autorização do MEC para fazer qualquer coisa. Seus diplomas têm de ser registrados por uma universidades, os professores não precisam ser titulares, e só oferecem cursos de graduação.

"Certamente, em uma universidade - seja ela pública ou particular -, o aluno vai ter uma formação mais completa, além de ter a oportunidade de fazer pesquisa, e ter um intercâmbio maior de informação com outras disciplinas fora do seu curso", explica Jorge Gregori, coordenador-geral de Orientação e Controle do Ensino Superior do MEC (Ministério da Educação). Dito isto, agora é hora de pensar na questão pública X particular. Veja os pontos que você deve pesar para se decidir:

Recepctividade do Mercado

Antes de analisar cada ponto para chegar a uma conclusão, é bom saber o que é ponto pacífico entre os especialistas: a princípio, as públicas ainda são mais bem vistas no mercado, nem tanto pela qualidade do curso, mas pela tradição. "Por décadas, elas eram melhores do que as privadas, o que já mudou, mas permanece o estigma", explica Ryon Braga, consultor de gestão de instituições de ensino e presidente da Hoper, empresa especializada em pesquisa e análise de mercado no setor educacional. Segundo ele, os três fatores que dão maior peso para as públicas são: o fato de serem gratuitas; o diploma ser mais bem visto no mercado; e o nível dos colegas ser mais elevado, o que estimula mais o aluno a estudar.

Seu curso
Esse é o primeiro a ser levado em consideração. Alguns cursos são mais a cara de uma IES pública. Outros, de uma particular. Se a sua intenção é seguir a vida acadêmica depois de formado, ou ser pesquisador, vá de pública, não tem nem que pensar duas vezes. "A pública deve ser a opção número 1 para quem vai fazer cursos como Ciências Sociais, Ciências Políticas ou ser pesquisador na área de Ciências Biológicas", afirma Ryon Braga.

Já para quem quer algo focado no mercado, como Administração, as privadas talvez sejam a melhor opção. São também o único caminho para quem quer fazer cursos mais diferenciados e específicos, como Design de Games, Moda e Gastronomia.

A sua maturidade
Você é do tipo independente, que sabe se virar e toma as rédeas da sua vida? Ou funciona melhor com alguém cobrando e puxando a sua orelha? Se respondeu a primeira opção, é à pública que você pertence. As IES públicas oferecem uma gama de possibilidades e fontes de saber, mas você tem que ir atrás. Não vai ter bedel cobrando você, nem professor passando a mão na sua cabeça. Então, se você não consegue ter disciplina o suficiente para ir atrás dos conhecimentos que almeja, melhor seguir direto para uma particular, que são mais paternalistas.

Ambiente no Campus
"A instituição pública geralmente propicia uma formação maior para a cidadania, é politicamente mais efervescente do que a privada, que é mais focada na formação para o mercado", alerta Gregori. Juliana Andrade, de 19 anos, optou por ter de tudo um pouco: faz Publicidade e Propaganda no Mackenzie e Marketing na USP (Universidade de São Paulo). "No Mackenzie, o curso é mais prático, mais voltado para técnicas de desenho, para a arte. Já na USP, o curso é mais teórico", explica. Já Flávia Duwe, de 21 anos, quis prestar vestibular para Gestão de Políticas Públicas na USP (Universidade de São Paulo) para sentir o gosto de um ambiente politicamente mais engajado. "Fiz USP porque sempre tive interesse em participar de movimento estudantil, e quero seguir a carreira de docente, não quero ir para o mercado", diz Flávia Duwe.

Ou seja: se você é do tipo que não suporta o povo debatendo política e só quer ir mesmo na facul para aprender a prática do mercado, fuja de uma universidade pública. As públicas também costumam ser bem maiores, mais amplas. E as privadas, menores, mais pulverizadas, organizadas, com um ambiente mais "clean". Se você precisa de "ordem" e "limpeza" para se concentrar e sentir-se bem em um ambiente de estudos, melhor optar por uma particular.

Infra-estrutura
Há particulares e particulares, mas, de forma geral, elas oferecem laboratórios, bibliotecas e salas de aula mais equipadas e modernas.

Perfil dos professores
Nas públicas, os profesores são mais teóricos, acadêmicos, pesquisadores e sisudos. Já nas particulares, eles são mais conectados com a realidade do mercado e há mais chances de darem uma aula descontraída e divertida. "Os professores da USP são mais sérios, mas também mais atenciosos, têm boa vontade de ensinar. Tenho a impressão que eles dão aula pelo prazer de transmitir conhecimento, não por uma questão financeira. São mais idealistas e apaixonados pelo trabalho do que numa particular", diz Juliana. Porém, muitos alunos reclamam da falta de didatismo e da arrogância de alguns professores que, sendo doutores, acham que não precisam da opinião dos alunos sobre a maneira como aplicam a matéria. São mais focados no conteúdo do que na forma da aula.

Perfil dos colegas
Aí você vai encontrar uma grande diferença. Na pública, certamente encontrará alunos com o nível sócio-econômico e cultural mais elevado. "Eles terão um ritmo mais rápido de aprendizado", diz Braga. Também haverá uma diversidade maior de estilos. Se bem que vai se deparar, em geral, com gente mais nova, saindo da adolescência. Na particular, vai ver gente mais velha e mais madura, que já trabalha e "rala" para conseguir pagar a faculdade. Mas o estilo das pessoas provavelmente será mais padronizado, e o ritmo de aprendizado mais lento, já que a maioria tem outras preocupações além da faculdade. "Gosto da USP porque lá tenho a oportunidade de conhecer gente com diversos pontos de vista. Ao mesmo tempo, é mais difícil fazer amizade, pois as turmas são maiores, e trocamos de sala a toda hora", diz Juliana.

Sua flexibilidade de horário
Se você tem pressa de se formar, ou precisa trabalhar paralelamente à faculdade, desencane da IES pública. Lá você vai se deparar com greves e horários malucos.

Conteúdo
Há boas IES particulares e boas IES públicas. Assim como há IES particulares picaretas, e públicas caindo aos pedaços. A vantagem do conteúdo de uma IES particular é que algumas proporcionam parcerias internacionais, viagens de estudos e visitas a empresas. Enfim, uma gama de coisas importantes para formação que a pública não tem como oferecer. Faculdades como IBMEC e FGV (Fundação Getúlio Vargas), entre outras, oferecem até dupla certificação, válida em universidades brasileiras e européis. Elas também inovam com muito mais rapidez a sua grade curricular, o que na pública demoooora. Porém, nas públicas, você terá mais contato com a pesquisa, e estará mais imerso no ambiente do saber, o que é, também, uma grande vantagem.

Dicas para pesquisar quem é quem:

Consulte o site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que avalia as IES anualmente, levando em consideração vários critérios de qualidade. Verifique a qualificação da IES na qual pretende ingressar no endereço: www.inep.gov.br/superior/enade/consulta/;
Visite a faculdade, conheça suas instalações (biblioteca, laboratórios, salas de aula);
Converse com os professores sobre o caráter do curso naquela faculdade;
Consulte os alunos sobre as vantagens e desvantagens do curso, as expectativas frustradas que tiveram e o que os surpreendeu positivamente;
Se possível, assista a algumas aulas para ver como se sente.

Instituições de Ensino Superior

Em crise, faculdades de SP já cortam cursos
Fonte: Folha de São Paulo

18/04/2006 - A crise das faculdades particulares, antes presente apenas em estudos e análises, já afeta os alunos. Só na cidade de São Paulo, ao menos sete instituições fecharam cursos, atrasaram salários de professores ou tiveram aulas prejudicadas devido a greves do ano passado até agora. Uma delas fechou as portas sem avisar os alunos.

O resultado para os universitários é a interrupção dos estudos, incerteza em relação ao tempo e ao dinheiro gastos e problemas para obter documentos. As dificuldades financeiras atingem tanto instituições novas, como a Práxis (cinco anos), quanto tradicionais, como a PUC-SP (60 anos).

A razão para a crise é o aumento da concorrência, deflagrada no fim dos anos 90 no governo Fernando Henrique Cardoso -e os resultados estão sendo sentidos agora.

A faculdade Piratininga, por exemplo, autorizada em 1999, foi fechada e descredenciada pelo MEC (Ministério da Educação) há um mês. A escola possuía cursos de administração, publicidade e propaganda, pedagogia e turismo em dois campi, na avenida Angélica e na rua da Consolação.

Hoje, nesses prédios não há um funcionário sequer para atendimento aos ex-estudantes. Nem o MEC informou quantos alunos foram afetados pelo fechamento.
Marcelo Seraphim, 39, que iria para o segundo ano de publicidade, diz que até agora nem pôde retirar o histórico escolar. "Perdi um ano porque não consigo comprovar que estudei", diz. Ele pagava R$ 260 por mês pelo curso.

O prédio da faculdade recebeu a visita de um oficial de Justiça no começo deste mês para o confisco de 2.000 cadeiras como garantia para salários atrasados.
A Anglo Latino, na Aclimação, fechou turmas de jornalismo, relações públicas e rádio e TV. Os alunos foram transferidos para publicidade. "É absurdo, não é o que escolhi. No ano que vem terei de brigar de novo por uma transferência para o que quero cursar", diz Maíra Tatiana Ribeiro França, 24, que se matriculou no início do ano em relações públicas.

A Práxis é outra faculdade com fragilidade financeira. Desde 2003, de acordo com o Sinpro (sindicato dos professores de escolas particulares), a entidade não efetuou regularmente o pagamento do 13º salário a professores. Em fevereiro deste ano, a situação se agravou e boa parte do corpo docente iniciou greve que paralisa quase toda a instituição.

"Em março, só tive aula de uma disciplina por semana. Das outras matérias, nada", conta Niclécia Alves da Silva, 36, estudante do terceiro ano de enfermagem. "Tranquei a matrícula. De que adianta terminar uma matéria só e perder o semestre?" Ela pagava mensalidade de R$ 740.

Já a PUC, uma das mais tradicionais do país, cortou 30% do corpo docente entre novembro passado e fevereiro deste ano. A instituição possui cerca de 20 mil estudantes, que pagam mensalidades de até R$ 2.500, em medicina. As aulas começaram sem professor em 70 disciplinas (5% do total). Devido à crise, a universidade informou ontem que denunciou (acabou) o contrato de trabalho dos professores.

Também têm dificuldades Unicastelo, que cortou cerca de 200 dos 600 professores, Unisa (também demitiu docentes) e São Marcos, que atrasou o 13º salário.

A PUC afirma que mantém a qualidade. A São Marcos diz que o problema salarial está resolvido. Procuradas, as outras instituições não responderam.

Instituições de Ensino Superior

Mackenzie abre inscrição online para o vestibular
Fonte: O Estado de São Paulo

18/04/2006 - A Universidade Presbiteriana Mackenzie abre nesta segunda-feira, dia 17, as inscrições do vestibular para os cursos que terão início no 2º semestre de 2006. São oferecidas 3.930 vagas, distribuídas entre 42 cursos, nos campi São Paulo e Tamboré. A inscrição pode ser feita com o preenchimento de uma ficha via internet. O boleto para pagamento da taxa também é fornecido online e deve ser impresso pelo candidato.

O prazo para inscrição se encerra em 28 de maio. Os candidatos aos cursos de Arquitetura e Desenho Industrial terão prova de aptidão específica em 23 de junho. As demais provas ocorrerão nos dias 28 e 29 de junho.

Ministério da Educação

Projetos para o ensino básico devem ser apresentados até o fim do mês
Fonte: Mec

18/04/2006 - As instituições públicas estaduais e municipais têm até o próximo dia 30 para apresentar ao Ministério da Educação projetos voltados para a educação básica e pedir recursos suplementares para o ensino. Dentre as ações a serem financiadas estão cursos de formação continuada para professores e profissionais de apoio à educação, aquisição de material didático para o ensino fundamental de nove anos e reforma de escolas.

Podem pleitear a verba instituições de ensino infantil e fundamental, além de profissionais de apoio à educação, como merendeiras, vigilantes, bibliotecários, profissionais de limpeza e manutenção. Os recursos para a construção e reestruturação física de escolas serão destinados a instituições de ensino infantil com o objetivo de ampliar a oferta de vagas para crianças até seis anos.

A seleção dos projetos será feita pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC). As entidades e órgãos estaduais e municipais devem enviar a proposta para a Coordenação de Habilitação para Projetos Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Setor Bancário Sul, quadra 2, bloco F, Edifício Áurea, térreo, sala 7. CEP 70070-929 Brasília, DF.

As diretrizes para o financiamento dos projetos foram publicadas nesta terça-feira, dia 18, no Diário Oficial da União.

A celebração de convênio com o MEC depende de contrapartida financeira da entidade, com um valor mínimo de 1% do valor total do projeto, conforme estabelecido na Lei nº 11.178, de 20 de setembro de 2005, a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Mais informações no site do MEC

Geral

Deputados debatem financiamento para educação profissional
Fonte: Agência Câmara de Notícias

18/04/2006 - A Frente Parlamentar em Defesa da Educação Profissional vai se reunir nesta quarta-feira (19) para discutir novas fontes de financiamento para o setor.

A reunião do grupo, que é presidido pelo deputado Alex Canziani (PTB-PR), será realizada no auditório Freitas Nobre (anexo 4), a partir das 14 horas.

Geral

Adiadas as inscrições para o exame de Ordem 129
Fonte: OABSP

18/04/2006 - Diante de problemas operacionais ocorridos no site da VUNESP, único meio para recebimento das inscrições para o Exame de Ordem 129, a presidente da Comissão Permanente de Estágio e Exame de Ordem da OAB SP, Ivette Senise Ferreira, decidiu prorrogar o prazo das inscrições em um dia, ou seja, até amanhã (18/4), às 16 horas, para atender os bacharéis.

As inscrições ocorrerem por meio de preenchimento de formulário on-line no site da Vunesp: www.vunesp.com.br. O candidato que esquecer ou omitir dados na inscrição ou fizer indicação de códigos inexistente terá sua inscrição cancelada. Os bacharéis também devem fazer o pagamento da taxa de inscrição no valor R$ 136,50 por meio de boleto bancário, impresso de acordo com instruções do site.

Para validar sua inscrição, o candidato deve tomar conhecimento das normas do Edital e comprovar ser bacharel em Direito , enviando cópia autenticada da certidão e conclusão do curso de graduação, do diploma ou da certidão de colação de grau. No ato de inscrição, o candidato também deve declarar sua área de opção para a segunda fase, escolhendo entre Direito Civil, Penal, Tributário ou do Trabalho, que não poderá ser trocada.

O Exame 129 traz duas novidades: a duração das provas, que passa a ser de cinco horas nas duas fases e mudança no peso da peça profissional e questões práticas, que passam a valer cinco pontos cada parte, na segunda fase. As provas acontecem nos dias 7 e 28 de maio.

Geral

Experiência para universitário
Fonte: Consultor Jurídico

18/04/2006 - Inscrições para estágio no MPF-CE estão abertas até quinta
Estão abertas até quinta-feira (20/4), as inscrições para o programa de estágio em direito do Ministério Público Federal no Ceará. São 34 vagas para Fortaleza — duas reservadas para portadores de deficiência — e duas para Juazeiro do Norte, a serem preenchidas de acordo com a necessidade da instituição.

Podem se inscrever alunos da FFB — Faculdade Farias Brito, da UFC — Universidade Federal do Ceará, da Unifor — Universidade de Fortaleza e da Urca —Universidade Regional do Cariri, instituições que têm convênio com o MPF. O candidato também deve possuir de 120 a 160 créditos integralizados ou em integralização.

A inscrição deve ser feita através do site da Procuradoria da República no Ceará — no qual também pode-se encontrar o regulamento completo da seleção. O processo inclui provas objetiva e subjetiva, análise curricular e entrevista.

O programa de estágio do MPF visa à complementação educacional e ao desenvolvimento profissional da formação escolar do estagiário, em consonância com os objetivos do órgão. A jornada semanal é de 20 horas, e o valor atual da bolsa de estágio é de R$ 450.

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2006.

Geral

A universidade e seu papel na atualidade
Fonte: Gazeta do Povo - PR

18/04/2006 - Pensar sobre o papel da universidade em nossos dias implica distinguir a instituição que temos daquela que queremos ter.

Em nível de desejo, a universidade é um centro de estudo, aprofundamento e criação de saberes e de fazeres. A ela cabem a produção do conhecimento e a capacitação de atores sociais. Nela estão, em princípio, os profissionais mais especializados para promover o avanço das ciências e das humanidades. Trata-se de uma instituição que tem (ou deveria ter) a pesquisa como objetivo inicial e final, para que áreas estratégicas do desenvolvimento social, abrangendo desde as tecnologias de ponta até a educação, possam se expandir e consolidar. O conhecimento por ela produzido deve contribuir para solucionar problemas que a sociedade e as empresas não sabem, ou não querem, resolver. Em seu papel, cabe a formação profissional destinada não apenas a atender as demandas do deus mercado, mas voltada a produzir o bem-estar da sociedade, promovendo as mudanças necessárias para a melhoria dos padrões de vida dos brasileiros.

A universidade, numa concepção desejante, deveria ser considerada patrimônio social, invendável e inextinguível, porque representaria, especialmente, a imagem mais valiosa da cultura de seu povo. A aprendizagem nela exercida representa a maneira mais segura de transmitir às gerações futuras o sentido da herança cultural recebida, objetivo mais elevado da educação enquanto processo civilizatório. Cultura que, muito mais que exibição de erudição livresca ou de manifestações de folclore, diz respeito a nossos mitos, crenças, instituições, nossos fazeres diários e, sobretudo, ao imaginário de todas as camadas sociais. Cabe à instituição universitária promover a interculturalidade, transformando-se em amplo espaço de convivência das diferenças.

A universidade teve, e mantém, papel estratégico em todas as sociedades que se revelaram avançadas e capazes de dar respostas aos desafios da História. Não se concebe uma sociedade desenvolvida sem a efetiva participação e liderança de uma universidade produtiva e reconhecida.

Um modo efetivo de distinguir o papel dessa instituição tem a ver com sua responsabilidade social e científica, decorrente da tradição e da adequação à nova sociedade do presente. No Brasil, a experiência universitária, embora recente, tem refletido as mudanças decorrentes das transformações sociais. Até os anos 1970, ter um diploma universitário era assegurar um futuro de sucesso, diferentemente da atualidade, em que o desemprego desconhece (e desdenha) diplomas. A fila dos sem emprego é composta tanto por graduados, quanto por pessoas sem escolaridade.

Além disso, as matrículas não chegam a 11% dos estudantes que iniciam o ensino fundamental, sem contar a alta taxa de desistência e evasão ao longo do período universitário e que atinge 40% dos alunos!

Os velozes avanços da ciência, com o envelhecimento igualmente rápido das tecnologias, fazem com que o saber científico adquirido entre em colapso e se deteriore em curto espaço de tempo. O diploma pode ser vitalício, mas o conhecimento perde validade muito rapidamente. Como conseqüência, o graduado se vê obrigado a buscar formação continuada, em nível de extensão, especialização ou pós-graduação. O próprio conhecimento abrigou-se em outros registros e suportes. A informática modificou extraordinariamente o acesso ao saber e aos recursos tecnológicos de desenvolvimento e registro de pesquisas. Assim como alterou o papel do professor, exigindo o abandono de um discurso expositivo para uma postura de mediador do conhecimento. Deslocou para plano secundário a informação para exigir criticidade e desempenho inovador dos universitários e futuros profissionais.

Outros papéis se fazem necessários na atualidade para a sobrevivência das instituições universitárias: o de democratizar o acesso, o de trabalhar com a multiculturalidade, o de capacitar profissionais para aprender e desaprender, para responder e, especialmente, perguntar, o de integrar a subjetividade ao conhecimento, o de buscar a excelência do desempenho sem o ônus da perda da individualidade e da cidadania.

O grande desafio da educação universitária atualmente é renovar a instituição, para que os estudantes deixem de ser indivíduos cujo método de estudo é o recorta-copia-e-cola para transformá-los em profissionais auto-educáveis, capazes de escolher e julgar, e, sobretudo, porosos às necessidades coletivas.

Marta Morais da Costa é professora doutora em literatura brasileira pela USP; coordenadora do curso de Letras da PUCPR; e professora master do mestrado e doutorado da UFPR.

Geral

Fusão do conhecimento
Fonte: Fapesp

18/04/2006 - Agência FAPESP - Projetos de pesquisa no lado paranaense do Vale do Ribeira. Acesso a linhas de microcrédito por comunidades carentes na Grande Recife. A discussão sobre a política de cotas no Rio de Janeiro.

Por causa do projeto Conexões de Saberes, criado pela organização não-governamental Observatório de Favelas do Rio de Janeiro e encampado, desde 2005, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério de Educação e Cultura (MEC), 14 regiões do Brasil estão presenciando uma parceria inédita. Alunos de graduação de origem popular, todos estudantes de universidades federais, funcionam como elo entre o ambiente universitário e as comunidades carentes onde residem.

“Esse é um projeto realmente apaixonante que, em 2006, foi ampliado para 31 instituições federais de ensino superior, uma em cada estado do Brasil”, disse Sergio Donizetti Zorzo, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência FAPESP. A instituição é a primeira a receber o projeto no Estado de São Paulo. “Vamos ter ações em nossos três campi: São Carlos, Sorocaba e Araras”, explica Zorzo, que será um dos coordenadores da iniciativa no estado paulista.

Cada uma das instituições terá que selecionar 25 alunos de graduação, que precisarão estar cursando até o terceiro período letivo e ter disponibilidade para trabalhar 20 horas por semana. A inscrição está aberta a candidatos de origem popular e de baixa renda. Demais alunos ou docentes também podem participar das pesquisas, mas de forma voluntária. Os alunos selecionados receberão bolsas mensais no valor de R$ 300. Cada uma das universidades terá que escolher dois coordenadores locais. Em nível nacional, esse trabalho é feito por Jorge Luiz Barbosa, pró-reitor de extensão da Universidade Federal Fluminense.

“A intenção é criar um ciclo. A informação sai da universidade, vai até as comunidades populares e depois volta”, explica Zorzo. Segundo o pesquisador, as linhas de ação do programa em São Paulo serão traçadas apenas após o fim da seleção. “Isso é algo que será decidido em comum acordo com o próprio grupo.”

Criado em 2001, o Observatório de Favelas do Rio de Janeiro é coordenado por moradores ou ex-moradores de periferia que chegaram à universidade mas preservaram vínculos com os locais de origem. Segundo dados divulgados pela instituição, apenas 1% da população das favelas cariocas consegue entrar no ensino superior.

No ano passado, o MEC, ao replicar a experiência do Rio de Janeiro, atingiu 350 bolsistas nos 14 estados escolhidos para o início do programa. Agora, com a nova expansão, a meta é ter 775 bolsistas. O investimento total no programa Conexão de Saberes deverá ser de R$ 5,5 milhões em 2006.

“A construção de uma nova universidade, capaz de contribuir no atendimento das demandas centrais de grande parcela da população sem perder a excelência, é um desafio contemporâneo”, afirma Zorzo. Na UFSCar, ele divide a coordenação da nova empreitada com os professores André Faisting e Marina Palhares.

Mais informações: www.proex.ufscar.br/conexoes

Agenda do Ministro

Agenda - 18.04.2006
Fonte: Mec

18/04/2006 - AGENDA - Terça-feira, 18.4.2006

10h - Participa do lançamento da série Geração Saúde.

Local: Auditório do MEC.

11h - Participa de reunião interministerial.

Local: Sala Grande de Reuniões, 3º andar do Palácio do Planalto.

14h30 - Recebe o presidente da Associação Nacional da Educação, Fernando Leme do Prado.

Local: Gabinete do ministro.

15h30 - Recebe o reitor da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), José Weber.

Local: Gabinete do ministro.

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